Author name: Karol Matos

Sob investigação, deputado é eleito “melhor do Ceará” e decisão levanta questionamentos

Um fato tem gerado repercussão e levantado questionamentos no cenário político cearense. O deputado federal Júnior Mano, citado em investigações que apuram possíveis irregularidades envolvendo recursos públicos, foi eleito como o “melhor deputado federal do Ceará” em uma premiação regional. O reconhecimento ocorreu por meio do Prêmio Nordeste – Lideranças que Transformam, após votação popular realizada pela internet e redes sociais. O parlamentar conquistou o primeiro lugar e confirmou presença na cerimônia oficial, marcada para o dia 30 de março, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza. Apesar do destaque na premiação, o contexto envolvendo o nome do deputado chama atenção. Nos bastidores políticos e em parte da opinião pública, há questionamentos sobre a coerência entre o reconhecimento recebido e as denúncias ou investigações que envolvem sua atuação. De acordo com a publicação oficial, Júnior Mano tem atuação em mais de 50 municípios cearenses, com articulação política voltada à captação de recursos e execução de ações consideradas estratégicas para diversas regiões do estado. O texto também destaca o apoio de lideranças políticas e prefeitos, o que reforçaria sua influência no cenário estadual. No entanto, o contraste entre o prêmio e as suspeitas levanta um debate mais amplo sobre os critérios dessas premiações, a influência do voto popular em ambientes digitais e a percepção da população diante de figuras públicas que, ao mesmo tempo, acumulam reconhecimento e controvérsias. Até o momento, não há posicionamento oficial do parlamentar sobre as críticas relacionadas à premiação em meio às investigações. O caso reacende discussões sobre transparência, responsabilidade pública e o papel da sociedade na avaliação de seus representantes. Por: Redação Caririensi

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Requerimento para apurar contratos milionários é rejeitado e gera polêmica na Câmara de Altaneira

Um episódio recente na Câmara Municipal de Altaneira acendeu o alerta sobre transparência e fiscalização do dinheiro público no município. Os vereadores Nonato(PT), Júnior do Povo(PT) e Paulo Gean(PT) apresentaram um requerimento solicitando a presença de Naurício Sousa para prestar esclarecimentos sobre contratos que ultrapassam R$ 3 milhões, relacionados à contratação de estruturas para eventos. O pedido, considerado básico dentro das atribuições do Legislativo, tinha como objetivo esclarecer à população como os recursos públicos estão sendo utilizados. No entanto, o que deveria ser um procedimento comum acabou gerando forte repercussão política. Informações de bastidores apontam que os equipamentos utilizados nos eventos seriam da empresa Mega Som, que, segundo relatos, pertence à prefeita do município e ao seu esposo. Diante disso, surgem questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre o cumprimento dos princípios da administração pública, como legalidade e moralidade. Naurício Sousa, citado no requerimento, teria atuado como fiscal desses contratos à época — função estratégica para acompanhar e validar a execução dos serviços. Mesmo assim, o requerimento foi rejeitado pela base da prefeita na Câmara, formada pelos vereadores Ana Maria, Paulo Robson, Jane, Zé de Zuza e Sergio Morato. A justificativa apresentada foi de que Naurício não ocupa mais o cargo. A explicação, no entanto, não convenceu. Isso porque deixar uma função pública não elimina a responsabilidade de prestar esclarecimentos sobre atos praticados durante o exercício do cargo, especialmente quando há recursos públicos envolvidos. A rejeição do pedido levantou ainda mais dúvidas e reforçou a percepção de resistência em esclarecer os fatos. Nos bastidores, o clima é de tensão. Para parte da oposição, a decisão da base governista cria uma barreira à transparência e enfraquece o papel fiscalizador da Câmara. Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Altaneira sobre o caso. Por: Redação Caririensi

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Escândalo das emendas: repasse de R$ 10 milhões liga Yury do Paredão à investigação no Ceará

O repasse de R$ 10 milhões em emenda parlamentar ao município de Choró, no interior do Ceará, colocou o deputado federal Yury do Paredão (MDB-CE) no centro de um dos episódios mais graves investigados pela Polícia Federal envolvendo suspeitas de desvio de recursos públicos. Segundo relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), o montante teria sido transferido em 2024 por meio da chamada “emenda Pix”, modalidade que permite repasses diretos sem necessidade de convênio formal — um mecanismo frequentemente criticado pela baixa rastreabilidade. A investigação aponta que os recursos foram destinados a uma cidade com cerca de 12 mil habitantes, administrada à época por Bebeto do Choró (PSB), atualmente foragido e investigado por crimes como abuso de poder econômico, compra de votos e possível envolvimento em um esquema de corrupção. Indícios de controle e uso indevido dos recursos De acordo com a Polícia Federal, mesmo após a cassação do mandato de Bebeto pelo TRE-CE, o ex-prefeito continuou exercendo influência direta sobre a gestão municipal e sobre a aplicação dos recursos públicos. Relatórios apontam que o repasse de R$ 10 milhões pode ter sido utilizado para finalidades distintas das previstas, incluindo:• Desvio de finalidade de recursos públicos• Apropriação indevida• Possível financiamento ilícito de campanhas eleitorais• Lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada A PF descreve o repasse como um mecanismo que teria facilitado o uso irregular de verbas, dentro de um esquema maior que envolveria pelo menos 51 municípios. Mensagens, assessores e “planos de ação” levantam suspeitas Entre as provas reunidas, estão trocas de mensagens e registros que indicam uma proximidade incomum entre o deputado e o grupo investigado. Um dos pontos destacados pela investigação envolve:• Contato direto de uma assessora parlamentar de Yury com Bebeto, solicitando “planos de ação” e informações sobre a execução da emenda;• Mensagens entre o próprio deputado e Bebeto, nas quais aparece a expressão “alguma cidade sua” — interpretada pela PF como indício de que o ex-prefeito exercia controle real sobre gestões municipais;• Indícios de cobrança de “pedágios” entre 12% e 15% sobre os valores das emendas, prática comum em esquemas de corrupção envolvendo recursos públicos. STF acompanha o caso e amplia investigação O ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, autorizou diligências específicas sobre o deputado em 2025, destacando que a influência de Bebeto sobre a estrutura administrativa de Choró agrava as suspeitas de desvio. As investigações são desdobramentos de operações como Vis Occulta, Mercato Clausu e Underhand, que apuram um esquema estruturado de desvio de recursos federais destinados principalmente à saúde e infraestrutura. Desproporção no repasse chama atenção Outro ponto que levanta questionamentos é o volume do repasse. Para uma cidade de pequeno porte como Choró, os R$ 10 milhões em um único envio são considerados atípicos e desproporcionais, reforçando a tese de que os recursos poderiam estar inseridos em um esquema político de favorecimento e desvio. Defesa nega irregularidades O deputado Yury do Paredão nega qualquer irregularidade. Em nota pública, afirma que os recursos são legais, transparentes e devidamente registrados no Portal da Transparência, destacando que as emendas têm como objetivo contribuir para o desenvolvimento dos municípios cearenses. No entanto, as autoridades apontam que o conjunto de provas — incluindo mensagens, áudios, movimentações financeiras e depoimentos — levanta questionamentos que ainda precisam ser esclarecidos. Um caso que expõe fragilidades do sistema Para investigadores, o episódio vai além de um caso isolado e revela um problema estrutural no sistema de emendas parlamentares no Brasil. A chamada “emenda Pix”, criada para dar agilidade aos repasses, pode estar sendo utilizada como porta de entrada para esquemas de corrupção, especialmente em municípios menores, onde o controle é mais frágil. Por: Redação Caririensi

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Com baixa aprovação no Cariri, Elmano intensifica agenda para tentar reverter desgaste na região(Opinião)

Nos últimos meses, um movimento curioso tem chamado a atenção nos bastidores da política cearense: o governador Elmano de Freitas passou a intensificar sua agenda no Cariri. Visitas, anúncios e articulações políticas começaram a surgir com mais frequência. Mas a pergunta que ecoa nos corredores das prefeituras e nas rodas de conversa da região é inevitável: por que só agora? A verdade é que o governo enfrenta um cenário delicado no Cariri, uma das regiões politicamente mais estratégicas do Ceará. Entre críticas, promessas não cumpridas e conflitos políticos, a imagem do Palácio da Abolição parece ter se desgastado por aqui. Um dos episódios mais comentados envolve a relação turbulenta com o prefeito de Glêdson Bezerra. As divergências sobre repasses estaduais para o município abriram um capítulo de tensão que rapidamente ultrapassou os bastidores e ganhou o debate público. Como se não bastasse, a crise política também atingiu vereadores de Juazeiro do Norte. Parlamentares afirmam ter sido ignorados pelo governo estadual após uma reunião que, segundo eles, teria sido previamente agendada no Palácio da Abolição. O episódio ganhou ainda mais repercussão quando o secretário da Casa Civil, Chagas Vieira, utilizou as redes sociais para negar o encontro e acusar os vereadores de mentirem. Do outro lado, os parlamentares reagiram dizendo estar sendo vítimas de perseguição política. O episódio acirrou ainda mais o clima entre o governo estadual e parte da classe política juazeirense. E as polêmicas não param por aí. Em Crato, o debate gira em torno do contrato da Ambiental Ceará. Durante a campanha, aliados políticos como o senador Camilo Santana e o prefeito André Barreto chegaram a prometer o encerramento do contrato. A promessa, no entanto, permanece apenas no discurso — e o contrato continua em vigor. Diante desse cenário, cresce a percepção entre parte da população de que o Cariri tem recebido menos atenção do que deveria por parte do governo estadual. A região, historicamente decisiva em disputas eleitorais no Ceará, parece agora cobrar presença, obras e diálogo político. Talvez por isso a agenda do governador tenha começado a aparecer com mais frequência na região. A intensificação das visitas pode ser interpretada como uma tentativa clara de reduzir desgastes e reconstruir pontes. Mas na política, presença tardia nem sempre resolve ausência prolongada. E no Cariri, como se sabe, o eleitor observa, cobra… e não esquece. Por: Karol Matos – Política de A a Z

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Superintendente de secretaria comandada por Fernando Santana é alvo de operação da Polícia Federal e pede afastamento do cargo

Uma operação da Polícia Federal colocou no centro das atenções um dos principais órgãos do Governo do Ceará. O superintendente da Superintendência de Obras Hidráulicas do Ceará (Sohidra), Marco Antônio de Araújo Bica Júnior, conhecido como “Marquinho da Ana”, comunicou seu afastamento do cargo após ser alvo de uma operação policial que investiga a atuação de organizações criminosas no interior do estado. A investigação foi desencadeada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), que deflagrou a Operação Traditori com o objetivo de desarticular um esquema criminoso com atuação no Vale do Jaguaribe. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, financiamento ilícito de campanhas eleitorais e outros crimes eleitorais. Investigação envolve período em que era vereador De acordo com informações divulgadas pelas autoridades, Marco Bica foi alvo de mandados de busca e apreensão no âmbito da investigação. Os fatos apurados teriam relação com o período em que ele ainda exercia mandato como vereador no município de Morada Nova, antes de assumir o comando da Sohidra. As investigações apontam para a existência de um esquema criminoso ligado a facções, responsável pela movimentação e ocultação de recursos de origem ilícita. Esses valores, segundo os investigadores, teriam sido utilizados posteriormente para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, levantando suspeitas sobre a infiltração do crime organizado em processos políticos. A apuração teve início após o compartilhamento legal de dados pela Delegacia de Polícia Civil de Morada Nova e pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, que identificaram movimentações financeiras suspeitas e possíveis vínculos com organizações criminosas. Pedido de afastamento Após a repercussão da operação, o superintendente informou que decidiu se afastar temporariamente do cargo. Em nota, ele afirmou que a decisão teria como objetivo preservar a instituição e garantir a tranquilidade das investigações. Marco Bica estava à frente da Sohidra desde fevereiro de 2025. O órgão é vinculado ao Governo do Ceará e responsável por obras e políticas relacionadas ao abastecimento de água e infraestrutura hídrica no estado. Impacto político O caso ganha repercussão política por envolver um dirigente de um órgão estadual ligado à estrutura administrativa do governo cearense, cuja secretaria tem relação com a base política do deputado estadual Fernando Santana, um dos nomes influentes do grupo governista no estado. A investigação ainda está em andamento e, segundo as autoridades, novas fases da operação não estão descartadas. Até o momento, não houve divulgação de denúncia formal ou condenação, e os investigados seguem sob apuração das autoridades policiais e do Ministério Público. Por: Redação Caririens

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Câmara de Jardim contraria parecer do TCE e aprova contas do ex-prefeito Aniziário Costa(OPINIÃO)

A Câmara Municipal de Jardim decidiu contrariar o parecer técnico do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE-CE) e aprovou as contas de governo do ex-prefeito Aniziário Jorge Costa, referentes ao exercício financeiro analisado pelo órgão de controle. O parecer do TCE recomendava a desaprovação das contas, após análise técnica do processo. No entanto, na sessão realizada na noite desta semana, os vereadores optaram por ignorar a orientação do órgão fiscalizador e aprovaram as contas do ex-gestor. O resultado da votação foi 10 votos favoráveis e apenas 1 voto contrário, garantindo ampla maioria para a aprovação. Nos bastidores políticos, o episódio foi marcado por intensas articulações e negociações. Inicialmente, Aniziário Costa contaria apenas com seis votos da base governista, mas conseguiu ampliar o apoio e garantir quatro votos de vereadores da oposição, o que acabou revertendo o cenário desfavorável indicado pelo TCE. A decisão levanta questionamentos sobre o papel do Legislativo municipal diante das recomendações técnicas dos órgãos de controle. Embora o parecer do Tribunal de Contas tenha caráter opinativo e não vinculante, ele é elaborado a partir de análises técnicas que avaliam a legalidade e a regularidade da aplicação dos recursos públicos. Contradição política Outro ponto que chamou atenção na votação foi o posicionamento do vereador Serginho (PDT), líder da oposição na Câmara de Jardim. Mesmo sendo um dos principais críticos da gestão do ex-prefeito Aniziário Costa, o parlamentar voltou a votar pela aprovação das contas, repetindo o posicionamento adotado anteriormente e contrariando parte das lideranças políticas do seu próprio grupo. A postura gerou repercussão porque, em sessões anteriores da Câmara, o próprio vereador havia feito duras críticas ao ex-prefeito, afirmando que manteria posição firme de oposição. Em um dos pronunciamentos registrados no plenário, Serginho chegou a declarar: “Por tudo que o prefeito fez, pela sua ingratidão com os próprios amigos que lhe colocaram lá, ele é ingrato. Mas prefeito, principalmente pela sua perseguição, onde você estiver eu estarei do lado contrário.” Apesar das declarações passadas, o voto favorável do vereador contribuiu diretamente para a aprovação das contas, ampliando ainda mais a margem de vitória do ex-prefeito no plenário da Câmara. Com a decisão do Legislativo municipal, as contas do ex-prefeito Aniziário Costa foram aprovadas, mesmo diante do parecer técnico contrário emitido pelo Tribunal de Contas do Estado. Nos bastidores da política de Jardim, a votação já é vista como mais um capítulo das complexas articulações políticas do município, levantando questionamentos sobre coerência política e sobre o peso das recomendações dos órgãos de fiscalização. Por: Karol Matos – Política de A a Z

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Aurora em crise: Marcondes desafia o PT ao apoiar Yury do Paredão e pode ter que se curvar à pressão de Fernando Santana(Opinião)

A política de Aurora volta a entrar em ebulição e um novo capítulo de tensão começa a se desenhar nos bastidores do município. Faltando cerca de oito meses para as eleições, o prefeito Marcondes se vê no centro de uma disputa política envolvendo o PT e nomes importantes da articulação estadual. Nos bastidores, Marcondes tem demonstrado preferência em apoiar o deputado federal Yury do Paredão (MDB). A decisão, no entanto, entra em choque direto com a orientação interna do Partido dos Trabalhadores, que tem determinado que prefeitos e lideranças ligadas à base governista apoiem candidatos da própria sigla. Nesse cenário, o nome que surge como alternativa natural dentro do PT é o do deputado estadual que é pré-candidato a deputado federal Fernando Santana, um dos principais líderes do partido na região do Cariri e aliado próximo do grupo governista no Ceará. A postura de Marcondes de “bater o pé” para manter apoio a Yury do Paredão tem gerado desconforto político e pode provocar um verdadeiro embate dentro da base aliada no município. Lideranças petistas avaliam que a decisão do prefeito pode significar um rompimento com a estratégia eleitoral do partido na região. Enquanto isso, a gestão municipal também enfrenta desgaste político interno. Nos últimos meses, vereadores de oposição na Câmara Municipal de Aurora intensificaram críticas e denúncias contra a administração do prefeito, ampliando o clima de instabilidade política na cidade. Nas rodas de conversa e nos bastidores da política local, a aposta já começa a circular: muitos acreditam que, diante do cenário de desgaste e divisão política, os candidatos apoiados por Marcondes podem enfrentar dificuldades para se tornarem os mais votados no município nas próximas eleições. O fato é que Aurora entra em um período de forte tensão política, com três nomes no centro da disputa: Marcondes, Yury do Paredão e Fernando Santana. E, ao que tudo indica, os próximos meses prometem novos capítulos dessa disputa que já movimenta a política local. Por: Karol Matos – Política de A a Z

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Ex-vereador de Juazeiro do Norte é condenado a pagar indenização por falsas acusações contra jornalista

A Justiça do Ceará condenou o ex-vereador de Juazeiro do Norte, José Ivanildo Rosendo do Nascimento, ao pagamento de indenização por danos morais à jornalista Karoliny Matos Rodrigues Dantas, após declarações consideradas ofensivas feitas durante sessão da Câmara Municipal. A decisão foi proferida pelo 1º Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Juazeiro do Norte, que entendeu que as falas do então parlamentar ultrapassaram os limites da imunidade parlamentar e configuraram ataque à honra e à reputação profissional da jornalista. De acordo com os autos do processo, durante sessão plenária da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, realizada em 04 de julho de 2024, o vereador teria se referido à jornalista de forma pejorativa, utilizando a expressão “Karol cinquentinha” e insinuando que ela receberia R$ 50 para divulgar “fake news”. As declarações foram feitas na tribuna da Câmara e registradas em vídeo anexado ao processo. Na sentença, o magistrado destacou que a imunidade parlamentar não é absoluta e só se aplica quando as manifestações guardam relação direta com o exercício do mandato e com o debate político. Segundo a decisão, no caso analisado, as falas não configuraram crítica política ou debate institucional, mas sim um ataque direto à honra e à dignidade profissional da jornalista. O juiz também ressaltou que a acusação de que a profissional receberia dinheiro para divulgar notícias falsas atinge diretamente sua credibilidade e reputação no exercício do jornalismo, configurando violação aos direitos de personalidade garantidos pela Constituição Federal. Outro ponto destacado na sentença é que as declarações foram feitas na tribuna da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, espaço de grande visibilidade pública, o que ampliou a repercussão das ofensas. Diante dos fatos, a Justiça reconheceu a ocorrência de ato ilícito e dano moral, entendendo que houve violação à honra e à imagem da autora. Ao final, o magistrado julgou parcialmente procedente o pedido e condenou o ex-vereador de Juazeiro do Norte ao pagamento de R$ 5 mil de indenização por danos morais, valor que deverá ser acrescido de correção monetária e juros legais. A decisão também determinou a extinção do processo com resolução de mérito, conforme previsto no Código de Processo Civil. A sentença reforça o entendimento consolidado no Judiciário de que a imunidade parlamentar não pode ser utilizada como escudo para ataques pessoais, especialmente quando não há relação direta com a atividade legislativa ou com o debate público. Por: Redação Caririensi

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Há 3 anos Juazeiro perdia a vereadora Yanny Brena, vítima de feminicídio

Há três anos, Juazeiro do Norte amanhecia em luto com a notícia da morte da vereadora Yanny Brena, vítima de feminicídio. A perda precoce de uma jovem liderança política causou comoção em toda a região do Cariri e marcou profundamente a história recente do município. Trajetória política Yanny Brena construiu uma trajetória meteórica na política juazeirense. Jovem, comunicativa e com forte presença nas redes sociais, ela rapidamente conquistou espaço no debate público. Eleita vereadora, tornou-se uma das parlamentares mais jovens da Câmara Municipal. Durante o mandato, destacou-se por pautas voltadas à juventude, à participação feminina na política e a temas sociais. Sua atuação era marcada por posicionamentos firmes, defesa de suas convicções e proximidade com a população. Yanny representava uma nova geração que buscava renovar o cenário político local, levando linguagem direta e diálogo constante com os eleitores. No plenário, participou de debates importantes para a cidade e buscou ampliar a voz das mulheres no Legislativo municipal. Sua presença simbolizava avanço na representatividade feminina em um espaço historicamente dominado por homens. A morte e a comoção Em março de 2023, Juazeiro do Norte foi surpreendida pela notícia de sua morte. O caso foi investigado pelas autoridades como feminicídio — crime motivado pela condição de ser mulher — o que ampliou ainda mais a repercussão e o debate sobre a violência contra a mulher. A tragédia gerou grande mobilização popular. Sessões na Câmara foram marcadas por homenagens, atos públicos pediram justiça e a cidade viveu dias de profunda consternação. O episódio também reacendeu discussões sobre políticas públicas de proteção às mulheres e enfrentamento à violência de gênero. Três anos depois, a lembrança de Yanny Brena permanece viva na memória de muitos juazeirenses. Sua trajetória, embora breve, deixou marcas no Legislativo e na história política da cidade. Por: Redação Caririensi

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Perseguição política em Juazeiro do Norte? Chagas Vieira recebe apenas vereadores aliados e gera revolta (OPINIÃO)

A cena chamou atenção logo cedo nesta segunda-feira (02). Alguns vereadores de Juazeiro do Norte amanheceram no Palácio da Abolição, em Fortaleza, posando para fotos ao lado do secretário de Governo do Ceará, Chagas Vieira. Até aí, nada demais — faz parte do jogo político. O detalhe que levantou questionamentos foi outro: apenas parlamentares que integram a base do governador Elmano de Freitas participaram do encontro. Estavam presentes Barbosa Neto e Bilinha, ambos do PT, Raimundo Júnior (MDB) e Cleilson Móveis (AGIR). Todos aliados do governo estadual. Do outro lado, os vereadores Auricélia Bezerra e Jullian de Cielo (PSB) vieram a público denunciar o que classificaram como perseguição política. Segundo eles, teriam sido preteridos após participarem de um encontro com opositores do governo e, no caso de Jullian, após conceder um título de honraria ao ex-ministro Ciro Gomes. A troca de acusações ganhou as redes sociais. Auricélia afirmou que havia solicitado uma reunião com o governador para tratar de emendas destinadas a Juazeiro do Norte e que o encontro teria sido articulado por meio da deputada federal Fernanda Pessoa com o próprio secretário Chagas Vieira. O secretário, por sua vez, negou a versão da vereadora. E é justamente aqui que mora o problema. Quando o acesso ao governador passa a depender de alinhamento político, a democracia encolhe. Vereador não representa apenas um grupo político — representa o povo. Se há emendas, projetos e demandas para Juazeiro do Norte, elas não pertencem à base aliada nem à oposição. Pertencem à cidade. O secretário Chagas Vieira, como articulador político do governo, deveria ser o elo de diálogo entre todas as forças, não apenas entre os aliados. Ao selecionar interlocutores, ainda que indiretamente, cria-se a percepção de que o Palácio da Abolição tem lado. E isso é perigoso. O governador Elmano de Freitas também precisa compreender que governar exige grandeza. A política pode até conviver com divergências, mas não pode transformar diferenças em barreiras institucionais. Se há divergência ideológica, que ela fique no debate. Mas quando o assunto é investimento, recursos e melhorias para Juazeiro do Norte, não deveria existir cor partidária. No fim das contas, a pergunta que ecoa nas ruas é simples: o Governo do Estado governa para aliados ou para todos? Porque quem perde nessa disputa não são os vereadores. É a população. Por: Karol Matos – Política de A a Z

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