Um episódio recente na Câmara Municipal de Altaneira acendeu o alerta sobre transparência e fiscalização do dinheiro público no município.
Os vereadores Nonato(PT), Júnior do Povo(PT) e Paulo Gean(PT) apresentaram um requerimento solicitando a presença de Naurício Sousa para prestar esclarecimentos sobre contratos que ultrapassam R$ 3 milhões, relacionados à contratação de estruturas para eventos.
O pedido, considerado básico dentro das atribuições do Legislativo, tinha como objetivo esclarecer à população como os recursos públicos estão sendo utilizados.
No entanto, o que deveria ser um procedimento comum acabou gerando forte repercussão política.
Informações de bastidores apontam que os equipamentos utilizados nos eventos seriam da empresa Mega Som, que, segundo relatos, pertence à prefeita do município e ao seu esposo. Diante disso, surgem questionamentos sobre possíveis conflitos de interesse e sobre o cumprimento dos princípios da administração pública, como legalidade e moralidade.
Naurício Sousa, citado no requerimento, teria atuado como fiscal desses contratos à época — função estratégica para acompanhar e validar a execução dos serviços.
Mesmo assim, o requerimento foi rejeitado pela base da prefeita na Câmara, formada pelos vereadores Ana Maria, Paulo Robson, Jane, Zé de Zuza e Sergio Morato.
A justificativa apresentada foi de que Naurício não ocupa mais o cargo.
A explicação, no entanto, não convenceu.
Isso porque deixar uma função pública não elimina a responsabilidade de prestar esclarecimentos sobre atos praticados durante o exercício do cargo, especialmente quando há recursos públicos envolvidos.
A rejeição do pedido levantou ainda mais dúvidas e reforçou a percepção de resistência em esclarecer os fatos.
Nos bastidores, o clima é de tensão.
Para parte da oposição, a decisão da base governista cria uma barreira à transparência e enfraquece o papel fiscalizador da Câmara.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da Prefeitura de Altaneira sobre o caso.
Por: Redação Caririensi