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Traficante ameaça autoridades em audiência de custódia em Lavras (MG)

Um homem de 25 anos, identificado como Sullivan Luiz Carlos, fez graves ameaças contra autoridades do Judiciário mineiro durante uma audiência de custódia realizada em Lavras, no Sul de Minas Gerais. Atualmente preso, Sullivan declarou estar disposto a “matar e morrer pelo crime” e afirmou possuir contatos externos capazes de executar seus planos, gerando grande preocupação. As ameaças ocorreram durante a audiência realizada após a prisão em flagrante de Sullivan, em 3 de junho. Ele havia sido detido no bairro Novo Horizonte, após uma denúncia de disparo de arma de fogo, e a polícia informou que ele estava com drogas e confessou informalmente a venda de entorpecentes no local. Sullivan Luiz Carlos já possuía histórico criminal, tendo sido preso anteriormente em 28 de maio por posse irregular de arma de fogo. Ele havia sido solto em 1º de junho por alvará, sendo detido novamente apenas dois dias depois. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que a divulgação do conteúdo da audiência não configura crime, pois o processo não está sob segredo de justiça. O TJMG assegurou que acompanha o caso e que todas as providências para garantir a segurança da magistrada responsável já foram tomadas. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou que Sullivan permanece preso e à disposição da Justiça. Ele pode responder por novos crimes de ameaça e coação no curso do processo. Por redação cariri

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Junior Mano e o jogo duplo que enfraquece o Ceará(Opinião)

O deputado federal Junior Mano (PL-CE) vem protagonizando um jogo político que, para além da esperteza estratégica, flerta perigosamente com a incoerência. Pré-candidato ao Senado Federal, Mano tenta costurar apoios diversos, inclusive dentro do Partido dos Trabalhadores, enquanto mantém uma trajetória parlamentar frontalmente contrária aos interesses do governo federal — do qual tenta, ao mesmo tempo, se beneficiar. Nos corredores de Brasília e nos bastidores da política cearense, não é mais segredo que Junior Mano busca aproximação com o grupo político de Camilo Santana e José Guimarães, pilares do petismo no Ceará. A intenção é clara: viabilizar sua candidatura ao Senado com o maior leque de apoios possível. Porém, há um abismo entre o que o deputado diz (ou insinua) e o que ele faz no plenário. Em votações decisivas, Mano segue fiel ao bolsonarismo raiz. Votou contra medidas importantes para a recuperação fiscal do país, resistiu a projetos que buscam justiça tributária — como a taxação de grandes fortunas no exterior — e se manteve alinhado à narrativa da oposição em pautas sociais, econômicas e ambientais. É um roteiro conhecido: o parlamentar se comporta como oposição dura em Brasília, mas no Ceará tenta vestir a camisa do pragmatismo e dialogar com adversários ideológicos em nome do próprio projeto de poder. A contradição não é apenas uma questão ética. Ela representa um risco concreto para o estado do Ceará. O Senado não pode ser ocupado por quem faz política de conveniência, votando contra pautas que beneficiam o povo para agradar bolhas ideológicas, enquanto negocia acordos de bastidor em busca de um mandato majoritário. A população cearense precisa — e merece — representantes que atuem com clareza, responsabilidade e compromisso público, não com oportunismo eleitoral. Junior Mano tenta jogar dos dois lados: se vende como “dialogador” no palanque estadual, mas sustenta a máquina de sabotagem bolsonarista na Câmara Federal. Esse tipo de ambiguidade não fortalece a democracia — pelo contrário, confunde o eleitor e compromete a confiança na política. É hora de parar de premiar a duplicidade. O Ceará precisa de senadores que votem a favor do Brasil — não apenas a favor de si mesmos. Por: Karol Matos – Política de A a Z

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