A partir desta sexta-feira (1), os católicos de todo o mundo começam um período de 30 dias dedicado a veneração a Maria. A tradição de dedicar um mês a Mãe de Jesus foi registrada primeiro no século XVII. Naquela época, a Igreja Católica fazia algumas semanas de preparação para a Assunção Mariana, que acontece no dia 16 de agosto e celebra o dogma de que Nossa Senhora foi levada ao céu de corpo e alma para interceder pelos seus filhos no céu. Assim, o mês de Maria era agosto.
A Igreja do norte da África, por outro lado, concentrava a devoção na intercessão mariana no mês de dezembro por ocasião da festa da Imaculada Conceição, celebrada no dia 8 de dezembro desde 1854. Na data, a Igreja lembra que Nossa Senhora foi concebida sem o pecado original. Desse modo, o mês de dezembro também foi considerado mariano. Esse período do ano também provocava forte devoção mariana por conta do Natal, festa da maternidade divina.
Devoção em Maio
Na Europa o auge da primavera é o mês de maio, período em que os cristãos da Igreja Ocidental recolhiam flores em abundância para enfeitar as capelas e altares dedicados à Virgem. São Felipe Neri (século XVI), em Roma, foi um dos maiores impulsionadores desta tradição, incentivando sobretudo os jovens e as famílias a ornamentarem seus oratórios e intensificarem suas orações a Maria em maio.
A partir daquele século XVI, surgiu a tradição de fazer meditações sobre a Mãe de Jesus em cada dia de Maio. O monge beneditino alemão Wolfang Seidl foi um dos primeiros a transformar aquele período em tempo de devoção. Entre o século XVII e XVIII foi escrito um dos livros mais conhecidos e difundidos sobre a devoção mariana, escrito por são Luís Maria Grignion de Montfort. No Brasil, os jesuítas trouxeram a tradição de coroar Maria no último dia de Maio.