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Mais uma criança teria falecido por suposta negligência médica oferecida pela rede de saúde Hapvida; entenda o caso

hapvida

Mais uma criança, supostamente em decorrência de falhas no atendimento médico oferecido pela rede privada de saúde Hapvida, teria falecido. A denúncia foi pautada durante a sessão da Câmara Municipal da última terça-feira, dia 06, quando o vereador Cleilson Móveis trouxe à público o caso de José Lourenço, vítima mais recente.

De acordo com o relato do vereador, a criança foi levada pelos pais, Júlia Talita e Rodrigo Fernandes Marcelino, à unidade da Hapvida na sexta-feira anterior à sua morte. “Disseram que era uma simples dor de ouvido e medicaram o menino. No dia seguinte, ele retornou em estado crítico e não resistiu”, denunciou. Visivelmente emocionado, o parlamentar afirmou que os pais desejam relatar os fatos à Câmara e pedem providências. “Estão pagando caro por um plano de saúde, mas recebem atendimento de péssima qualidade, que está tirando vidas”, concluiu.

Caso Benjamim

O caso lembra a dor de outra família, a do pequeno Benjamim, filho do artista local conhecido como Palhaço Liliu. O menino morreu após passar por duas consultas no Hospital Padre Cícero, pertencente à rede Hapvida, sem que exames fossem solicitados ou houvesse investigação aprofundada do seu quadro. Apenas na terceira tentativa, ao ser levado ao Hospital Municipal Maria Amélia (PICIC), foi constatada uma infecção generalizada em estado avançado — tarde demais para reverter.

O pai de Benjamim fez um desabafo comovente: “Por que não investigaram desde o primeiro atendimento? Dois médicos diferentes e a mesma negligência.”

Protesto

Amigos e parentes de Benjamim estão organizaram uma manifestação pacífica em março deste ano. A concentração ficou na Praça do Giradouro, com caminhada até a unidade do Hospital Padre Cícero.

“Vamos nos juntar para que nenhum pai e mãe, no futuro, sintam essa dor que estamos sofrendo”, disse o comunicado dos organizadores.

A equipe de reportagem tentou contato com a Hapvida para obter um posicionamento sobre os casos relatados, mas, até o fechamento desta edição, não houve retorno.

 

Por: Redação Caririensi

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