Taxações de Trump podem prejudicar o Ceará; entenda

Na madrugada desta quinta-feira (03/04), entraram em vigor novas taxas impostas pelos Estados Unidos para o Brasil e outros 20 países. Essa é a segunda vez este ano que o presidente Donald Trump taxa produtos brasileiros. As mercadorias do nosso país pagarão mais 10% em impostos para adentrar o país norte-americano, o principal destino dos produtos siderúrgicos produzidos no Ceará, como aço e alumínio, que já haviam sido taxados anteriormente esse ano.

O aço, no ano passado, foi fundamental para o estado. Em exportações, correspondeu a 38% do total comercializado para o exterior, onde 80% foi para os Estados Unidos. Financeiramente falando, o estado exportou 438 milhões de dólares (2,5 bilhões de reais) para os EUA, valor que representou 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual em 2024. Essa nova movimentação do presidente Trump vem dois meses após ele anunciar uma taxação de 25% para aço e alumínio importados, tornando o cenário desfavorável para o Ceará.

O tarifaço do “Dia da Libertação”, como foi chamado pelo presidente, causou uma queda nas bolsas do mundo todo, desvalorizando o dólar. Alguns países, como o Canadá, já anunciaram retaliações. O governo brasileiro espera negociar os valores dos impostos com os americanos. Mas, para o Brasil, essa sobretaxação feita pelos Estados Unidos pode representar uma oportunidade de ganho se o país conseguir negociar com outros parceiros comerciais, como a União Europeia e a China

Por : Redação Caririensi

Gostou da matéria, Compartilhe!

Scroll to Top