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Apostadores esquecem mais de R$ 2 bilhões em prêmios de loterias em 7 anos

Valores não retirados pelos vencedores são destinados ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies)

Reprodução

Apostar na loteria, ganhar e não resgatar o dinheiro pode até parecer improvável, mas acontece. Um dos ganhadores da Mega da Virada de 2020, por exemplo, ‘deixou para trás’ mais de R$ 162 milhões, pois não se apresentou dentro do prazo. 
De 2015 até março de 2021, mais de R$ 2 bilhões não chegaram aos ganhadores, conforme dados da Caixa Econômica Federal. 
Só nos três primeiros meses do ano, mais de R$ 80,8 milhões não foram resgatados pelos vencedores de prêmios da Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol e Federal.  No ano passado, esse montante chegou a R$ 311,9 milhões. 
Nos últimos sete anos, o maior volume de dinheiro esquecido pelos apostadores em um ano foi em 2018, quando R$ 332.208.000 deixaram de ser resgatados.  
Após a realização do sorteio, os vencedores têm até 90 dias para retirar o prêmio, conforme as regras do concurso da Caixa.  
Caso o sorteado não cumpra a apresentação no prazo, o dinheiro é destinado integralmente ao Fundo de Financiamento ao Ensino Superior (Fies), segundo ia Caixa Econômica. O programa, do Ministério da Educação (MEC), auxilia universitários de baixa renda a pagar as mensalidades de faculdades privadas. 
Repasses sociais
Além dos repasses de prêmios não resgatados, a Caixa realiza distribuição das arrecadações geradas com as apostas, que vão para a cultura, a segurança, o esporte, a seguridade, a saúde e outros fundos, como a Cruz Vermelha.  
O montante repassado em 2020 bateu recorde e chegou a R$ 8,04 bilhões, 1,6% acima do valor de 2019, que era o maior até então.  
“As Loterias CAIXA constituem uma importante fonte de recursos para fomentar o desenvolvimento social do Brasil. Quase metade do total arrecadado com os jogos, incluindo o percentual destinado a título de Imposto de Renda, é repassado para investimento nas áreas prioritárias”, afirma a instituição.  
diariodonordeste

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