Estudo inédito da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), revela que o Ceará teve um aumento de 1,8°C na temperatura do ar nas últimas seis décadas. Entre 1961 e 2023, o aumento foi de 0,3°C a cada década.
O estudo também identificou um aumento significativo de ondas de calor ao longo dos anos, principalmente nas últimas décadas do estado.
Com o aquecimento, os períodos de plantio e colheita são alterados, afetando a sincronização e reduzindo a produtividade. A disponibilidade de água para irrigação também se torna mais crítica.
Agriculturas de milho, feijão e sorgo têm mostrado quedas na produtividade devido ao estresse térmico, especialmente durante períodos críticos de floração e formação de grãos. O clima mais quente favorece a proliferação de pragas e doenças, aumentando a necessidade de defensivos agrícolas e o custo de produção.
Por: Redação Caririensi