A cloroquina é um medicamento para o tratamento de malária e não há comprovação científica de sua eficácia contra a covid-19
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Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta revelou, em depoimento à CPI da Covid, que o governo Bolsonaro chegou a avaliar um decreto para alterar a bula da cloroquina para que o remédio fosse indicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento do coronavírus.
Segundo o ex-ministro, uma proposta de um decreto presidencial foi levada a uma reunião ministerial do Palácio do Planalto. A cloroquina é um medicamento para o tratamento de malária e não há comprovação científica de sua eficácia contra a covid-19.
A sugestão não foi levada à frente após a objeção do presidente da Anvisa. “Foi inclusive o próprio presidente da Anvisa, Barra Torres, que estava lá, que disse ‘isso não’. O ministro Ramos então falou ‘isso não é nada da lavra daqui, é uma sugestão’. Mas é uma sugestão de alguém, que se preocupou em botar aquilo no formato de decreto”, completou Mandetta.
Mandetta revelou também que Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, participava e tomava notas em reuniões ministeriais. Carlos é vereador no Rio de Janeiro, não tendo nenhum cargo no governo federal.
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