Foi protocolada, na tarde desta quarta-feira (14), uma ação com pedido de cassação e de realização de uma nova eleição para o governo do Ceará. O pedido foi feito pela coligação do ex-candidato ao governo pelo PSDB, Ciro Gomes, que acionou o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), apontando abuso de poder midiático com base na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije).
A informação foi confirmada durante uma coletiva de imprensa realizada por representantes da coligação. A ação questiona uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que determinou a inserção de duas propagandas eleitorais extras em rádios e TVs após o encerramento da veiculação do horário eleitoral gratuito. De acordo com o ministro, a medida era compensatória pelo descumprimento de uma decisão anterior, acrescentando 30 segundos por inserção à coligação de Elmano de Freitas, que foi reeleito no primeiro turno.
O advogado da coligação comentou, durante a coletiva, que, apesar de as decisões serem lícitas e partirem de um ministro do Supremo, as 776 inserções extras às vésperas do primeiro turno trouxeram desequilíbrio ao pleito. Hélio Parente afirmou ainda que a medida é classificada como “abuso de poder por uso indevido dos meios de comunicação social”.
Outra alegação da coligação de Ciro foi o prejuízo que teria sido causado pela suspensão temporária das candidaturas de Roberto Cláudio (União) a vice-governador e de Capitão Wagner (União) ao Senado. A medida havia bloqueado os recursos partidários e retirado o tempo de propaganda da Federação União Progressista, que foi destinado ao PSDB.
Por redação: Caririensi.