Pedido ainda será analisado pela Justiça; apuração de outros possíveis crimes poderá continuar no Juizado da Violência Doméstica
O Ministério Público do Ceará (MPCE) pediu, nesta quarta-feira (14), o arquivamento da investigação contra João Munhoz Neto quanto aos crimes de feminicídio e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio no caso da morte de sua namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos. O órgão avaliou que não há elementos suficientes para apresentar denúncia por esses delitos.
Segundo informações divulgadas pelo Jornal Jangadeiro, o pedido será analisado pela 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. A solicitação não representa o encerramento de todas as apurações relacionadas ao caso.
O MPCE também defendeu o encaminhamento da investigação ao Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Conforme a publicação, a Polícia Civil indiciou João por violência psicológica e fraude processual. Caberá ao Ministério Público avaliar se apresenta denúncia pelos demais fatos investigados. O indiciamento policial, por si só, não torna o investigado réu.
Investigação e medidas cautelares
De acordo com o Jornal Jangadeiro, a investigação reuniu 29 depoimentos de familiares, amigos, colegas de trabalho, moradores e funcionários do condomínio. Também foram produzidos 17 laudos periciais e analisados cerca de 700 vídeos de câmeras de segurança, além de materiais extraídos de dispositivos tecnológicos.
Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava com João e familiares dele, no bairro Aldeota, em Fortaleza.
João teve a prisão preventiva revogada em 1º de outubro e permanece em liberdade mediante medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e restrições de contato com familiares da estudante e testemunhas. A defesa nega as acusações.
Por: Redação Caririensi