Matéria jornalística
As ruas de Pernambuco amanheceram neste domingo (30) com materiais contendo ataques contra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). Entre as mensagens espalhadas em panfletos colados em paredes está uma grave acusação relacionando a governadora à morte do próprio marido, Fernando Lucena.
Uma das frases reproduzidas nos materiais afirma que Raquel teria “matado o marido para ganhar a eleição”. A acusação faz referência à morte de Fernando Lucena, ocorrida em 2 de outubro de 2022, justamente no dia do primeiro turno das eleições estaduais daquele ano.
De acordo com as informações médicas divulgadas à época, Fernando Lucena morreu após sofrer um infarto. Não há, nas informações apresentadas, qualquer elemento que sustente a acusação feita nos panfletos contra a governadora.
Os ataques surgem em meio a um ambiente de acirramento da disputa eleitoral em Pernambuco. Um dia antes, no sábado (29), uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) determinou a remoção de publicações relacionadas ao chamado “gabinete do ódio”, que seria supostamente utilizado para atacar o candidato João Campos (PSB).
Segundo as informações divulgadas, o desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo considerou que conteúdos publicados nas redes sociais apresentavam como comprovada a existência dessa estrutura dentro do governo de Raquel Lyra, embora os elementos apresentados apontassem suspeitas, e não a comprovação das acusações.
A decisão também teria estabelecido prazo de 24 horas para retirada das publicações, sob pena de multa diária de R$ 15 mil, além da determinação para que o Instagram fornecesse informações que permitissem identificar os responsáveis pelos perfis mencionados no processo.
O episódio dos panfletos adiciona um novo capítulo à disputa eleitoral pernambucana, desta vez envolvendo uma acusação particularmente grave e relacionada a uma tragédia familiar ocorrida durante as eleições de 2022.
Por: Redação Caririensi
