Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos pelo assassinato dos próprios pais, foi até uma delegacia em São Paulo, para tentar liberar o corpo de seu tio, o médico Miguel Abdala Netto, de 76 anos. A morte do idoso, que aconteceu na última sexta-feira (9), é considerada suspeita pela polícia que não permitiu o sepultamento. Ao se declarar parente consanguínea mais próxima de Miguel, Suzane busca o direito de administrar uma herança de R$ 5 milhões, de acordo com o escritor e roteirista Ulisses Campbell.
Miguel morava sozinho no bairro do Campo Belo, onde foi encontrado morto. Segundo Campbell, jornalista do O Globo, ele não tinha cônjuge nem filhos, por isso caso Richthofen tivesse conseguido autorizar o sepultamento, ela poderia assumir a função de administradora dos bens deixados pelo médico. Ela não foi a primeira pessoa a tentar liberar o corpo de Miguel.
Sílvia Magnani, prima de primeiro grau e ex-companheira de Miguel, também buscou a liberação um dia antes de Richthofen, mas não apresentou documentos que comprovassem o vínculo familiar. Sílvia fez apenas o reconhecimento no Instituto Médico Legal. A polícia aguarda os resultados de exames periciais e toxicológicos para esclarecer as circunstâncias da morte. Enquanto isso, Suzane acionou o Judiciário e entrou com um pedido de tutela do corpo no fórum.
Por: Redação Caririensi
