Segundo estudo que revela o perfil da mulher cearense, divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPCE), elas superam em 256 mil o número de homens no estado do Ceará. São 4,7 milhões de mulheres (51,4%) para 4,5 milhões de homens (48,6%). Porém, ainda são as mais afetadas pela pobreza e insegurança alimentar.
Nos lares cearenses, as mulheres assumem a posição de “pessoa de referência” muito mais do que homens. Mas isso também revela a desigualdade social gritante, pois entre os 20% mais pobres da população cearense, 61,4% dos domicílios são chefiados por mulheres, um número maior do que o registrado entre aqueles com uma figura masculina em posição central.
Além disso, elas têm escolaridade superior, possuindo um menor nível de analfabetismo, e no mercado de trabalho, os resultados se mostram positivos, já que o rendimento médio feminino é superior. Quando falamos em tecnologia, 84,7% das mulheres utilizaram a Internet em 2023, 3,8 pontos percentuais acima do apresentado pelos homens (80,9%).
Mesmo com um nível educacional superior e ocupando posições de liderança em muitas famílias, as mulheres cearenses continuam enfrentando desigualdade salarial. Essa disparidade reforça a importância de políticas públicas voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade.
Por: Redação Caririensi