Morte do Papa Francisco é proibida de ter cobertura pela Record TV após veto de Edir Macedo

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Diferente das principais emissoras do país, a Record TV optou por uma menção discreta sobre o falecimento do Papa Francisco, ocorrido após um AVC e um quadro de insuficiência cardíaca irreversível. Segundo fontes da coluna Veja Gente, a decisão partiu diretamente de Edir Macedo, proprietário da emissora e líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Enquanto canais de televisão de todo o mundo interromperam suas programações para prestar homenagens e analisar o legado do pontífice argentino, a Record se limitou a uma breve menção em seu telejornal. Internamente, jornalistas receberam orientações para não dar destaque à notícia.

O posicionamento da emissora coincide com a visão de parte da extrema-direita brasileira, que costumava criticar o Papa Francisco por suas posições consideradas progressistas. O líder da Igreja Católica foi defensor de pautas sociais, como o acolhimento de refugiados, o combate à desigualdade social e a inclusão de minorias, incluindo a comunidade LGBTQ+. Também chegou a propor maior participação feminina nas estruturas da Igreja.

Edir Macedo, que tem histórico de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, é conhecido por alinhar pautas políticas e religiosas em sua linha editorial.

 

Por: Redação Caririensi

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