População da Vila Santo Antônio em Caririaçu se revolta com o fechamento de escola mesmo com laudo favorável; barricadas e protestos são feitos contra o perfeito

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A decisão da Prefeitura de Caririaçu de fechar a Escola Alacoque Bezerra, na Vila Santo Antônio, gerou revolta na comunidade. A população, inconformada, bloqueou as ruas com barricadas para impedir que os equipamentos da escola fossem levados. No entanto, vídeos divulgados mostram um caminhão da prefeitura carregando móveis e eletrodomésticos enquanto moradores protestavam desesperadamente. Foram retirados armários, geladeiras, freezers, fogões, panelas e até itens de higiene da instituição.

A tensão no local aumentou quando a barricada montada pelos moradores acabou pegando fogo. Enquanto isso, muitos assistiam com lágrimas nos olhos à remoção dos equipamentos, temendo o fim da única escola da comunidade.

Laudos técnicos divergentes

Foram divulgados dois laudos técnicos que apresentam conclusões distintas sobre o estado da escola.

Um laudo técnico contratado pela própria comunidade, com base nas normas do Instituto Brasileiro de Avaliação e Perícias de Engenharia (IBAPE) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), concluiu que a estrutura da Escola Alacoque Bezerra não apresenta risco de desabamento. O documento aponta a necessidade de reparos e melhorias, mas afirma que a escola continua segura e pode ser recuperada para o uso dos alunos e profissionais.

Já o laudo encomendado pela Prefeitura de Caririaçu afirma que, embora a escola possa ser reformada, os custos de recuperação seriam elevados. O documento recomenda a interdição do prédio e a construção de uma nova escola em um local mais adequado. No entanto, a prefeitura não apresentou um plano concreto para a nova unidade, deixando a comunidade sem uma alternativa clara para a continuidade das aulas.

A população se sente abandonada pelo prefeito Acácio Leite e pela secretária de Educação, Joélia. Sem qualquer diálogo prévio, a decisão de esvaziar a escola foi tomada sem a participação dos moradores, que agora temem que os alunos fiquem sem um espaço adequado para estudar.

 

Por: Redação Caririensi

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