Você sabia o por que existe Pau da Bandeira de Santo Antônio de Barbalha? O Caririensi te explica.

Imagem: Agência Caririensi
O início dos festejos do tradicional Pau da Bandeira em Barbalha possui uma história que poucos sabem, ou ao longo dos anos foi se perdendo, no entanto conhecer a nossa origem é descobrir um pouco mais sobre nossa própria cultura. 
A festa teve início em 1928, por iniciativa do vigário José Correia Lima. Em princípio, não havia festa, apenas o carregamento do pau do sitio São Joaquim à Igreja Matriz, onde era fincado a bandeira de Santo Antônio, padroeiro. Barbalha tinha apenas 3.000 mil habitantes e a maior parte morava na zona rural. O padre queria sempre as maiores árvores, para que da Matriz pudessem ver.
Assim, desde a sua criação até os dias atuais, o pau da bandeira marca o início dos festejos de Santo Antônio e várias mudanças já aconteceram desde os anos 20 do século passado. A festa como conhecemos hoje, foi fruto de um processo que começou com as camadas mais populares da sociedade barbalhense, com a integração de danças, músicas (como a incorporação das bandas cabaçais e zabumbeiros, que já existia no Cariri), comidas e bebidas típicas e principalmente a cultura da erotização do mastro, quando diz que a moça que pegar no pau do santo irá casar. Não é à toa que Santo Antônio é o “Santo casamenteiro”.
Aos poucos, a aglutinação de características religiosas e populares, se misturam para a construção da cultura popular. Há espaço para o culto ao santo e as missas tradicionais, e há espaço para a festa mundana regada de todas as camadas que as pessoas podem viver nas ruas de Barbalha em meio ao som estridente. 
O cortejo do pau da bandeira sempre foi guiado sob a orientação da Igreja Católica, apesar de ter seus ritos religiosos reforçados pelo vigário José Correia, foi se transformando cada vez mais em festa popular, independente ou não dos participantes serem religiosos, nascia então outra face do evento: a construção da cultura. 
A experiência de viver o pau da bandeira deve ser completo, desde o primeiro dia chamado Pré-Pau, até seu encerramento. Acompanhar todo o cortejo, desde os dias que antecede a festa com o corte do Pau, até o fim quando marca o início das festas juninas é algo que torna real todos os anos de história e modificação desta festa popular. Como citou o secretário de cultura, Isaac Luna, Barbalha é “capital brasileira da cultura popular”.
Texto: Redação Agência Caririensi 

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