A passageira Camila Andrade, que foi flagrada por uma câmera de segurança sendo agredida pelo motorista que a conduzia até sua casa, em Juazeiro do Norte, afirmou que o homem tentou conseguir um dinheiro extra ao que havia sido pré-estabelecido.
Imagem: Reprodução/ Arquivo Pessoal
“Já dentro do carro ele começou a me enforcar. Ele usava uma das mãos para me enforcar e com a outra ele dava vários socos. Eu estava com um top, ele torceu e fiquei nua aqui na parte de cima”, relembra Camila.
Na delegacia, o motorista, que não quis se identificar, negou as agressões e afirmou que cobrou um valor a mais porque a corrida era de curta distância.
“Eu dei um tapa no celular dela e o aparelho caiu. Peguei o celular para ela não me filmar. Ela começou a fazer escândalo, batendo no portão da casa dela. A maioria dos motoristas que trabalham por aplicativo sabe que as corridas são sem futuro e por isso eu pedi dinheiro a mais sim”, confessou.
Jonathan Souza, representante dos motoristas de aplicativo do Cariri, reprovou a atitude do condutor e esclareceu que o homem foi banido das plataformas que atuam na região.
“Não é uma postura padrão da associação o que levou o mesmo a ser banido das plataformas locais, mas com relação às nacionais, elas precisam se posicionar imediatamente sobre o caso”, complementou.
A 99, empresa pela qual a vítima solicitou a corrida, informou em nota que lamenta profundamente o caso e repudia veementemente o ato de violência contra a passageira. Ainda conforme a empresa, o condutor também foi banido da plataforma nacional.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), a polícia expediu guias para exames de corpo de delito na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e um inquérito policial foi aberto.
Contudo, tem causado grande revolta e sensação de impunidade na sociedade caririense o fato de haver provas materiais incontestáveis da agressão, tendo o próprio agressor indiretamente admitido, e mesmo assim um pedido de prisão preventiva não ter sido expedido pelas autoridades, visando proteger a vítima de novas ameaças por parte do agressor (que sequer teve a identidade revelada).
Reprodução: Site Badalo

