Segundo relatório da fundação, 24 estados e o Distrito Federal têm taxas de ocupação em UTIs superiores a 80%
Reprodução/Diário do Nordeste
Um Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nessa terça-feira (16), aponta que o Brasil vive o “maior colapso sanitário e hospitalar da história” por conta do avanço acelerado da pandemia.
A identificação da condição epidemiológica “gravíssima” se deu após pesquisadores analisarem dados de secretarias estaduais e municipais de Saúde e do Distrito Federal. Conforme o levantamento, a situação da rede hospitalar é “extremamente crítica”, se observados as médias móveis de casos e de óbitos e as taxas de ocupação dos leitos de terapia intensiva.
Das 27 unidades federativas, 24 estados e o Distrito Federal têm índices iguais ou superiores a 80%. Em 15 desses locais, a ocupação em UTIs é maior que 90%.
Em relação às capitais, 25 das 27 estão com essas taxas iguais ou superiores a 80%, sendo 19 delas superiores a 90%.
Na Região Nordeste, Fortaleza aparece na 4ª posição da lista, com 94% de ocupação, atrás de Teresina (98%), Natal (95%), e João Pessoa (93%). Na sequência estão Aracaju (90%), São Luís e Salvador (87% cada), Maceió (86%) e Recife (84%).
A fundação voltou a reforçar a necessidade de maior rigor nas medidas de restrição das atividades não essenciais, incluindo a “restrição em nível máximo” nas regiões com ocupação de leitos acima de 85%, como o Ceará.
Atualmente, os 184 municípios do Ceará estão em isolamento social rígido desde o último dia 13 de março. Serviços considerados não essenciais estão com funcionamento presencial suspenso, como comércio de rua, shoppings, igrejas e academias.
Somente setores da indústria, construção civil, call center, postos de combustíveis, lojas de material de construção, cartórios e estabelecimentos médicos têm autorização para abrir as portas. O deslocamento nas vias públicas está permitido para serviços essenciais.
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