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Ceará precisa vencer Palmeiras e torcer por dois resultados para ir à Libertadores; veja chances

O time alvinegro entra em campo na quinta-feira (5), em São Paulo, pela última rodada da Série A Foto: Kid Júnior / SVM O Ceará tem vaga na Copa Sul-Americana garantida para 2022, mas ainda se mantém vivo na briga pela pré-Libertadores. Após os últimos resultados da Série A, o Vovô chega na 38ª rodada precisando de uma vitória e uma combinação de pelo menos dois resultados para se classificar. CAMINHO DO CEARÁ PARA A LIBERTADORES 2022: Ceará vencer o Palmeiras Torcer para pelo menos dois dos três clubes (Fluminense, Atlético-GO e América-MG) não vençam. No momento, o time alvinegro soma 50 pontos e ocupa a 10ª posição. Assim, a briga é para ocupar a 7ª ou 8ª colocações, e tem como concorrentes diretos Fluminense (51), América-MG (50), Atlético-GO (50), Santos (49), Internacional (48) e São Paulo (48). Todos jogam quinta-feira (9), às 21h30. O time enfrenta o Palmeiras na Arena Barueri. Pelos demais confrontos previstos da tabela, como São Paulo x América-MG, o Ceará tem obrigação de vencer para ter chance de Liberta. O cálculo envolve somar três pontos e torcer por tropeços de dois dos três concorrentes diretos. Assim, é ter o resultado e esperar que Fluminense, Atlético-GO e América-MG (dois desses clubes) não vençam os referidos jogos. Caso essa combinação exista, o Vovô sobe para a 8ª colocação. Segundo o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ceará tem 12,5% de chance de conseguir a classificação. As equipes com maiores probabilidades são Fluminense (92,7%) e América-MG (57,5%). JOGOS DOS TIMES QUE BRIGAM POR VAGA NA LIBERTADORES 09.12 – Fluminense x Chapecoense, no Maracanã 09.12 – Palmeiras x Ceará na Arena Barueri 09.12 – Santos x Cuiabá, na Vila Belmiro 09.12 – América-MG x São Paulo, no Independência 09.12 – Bragantino x Internacional, no Nabi Abi Chedid 09.12 – Atlético-GO x Flamengo, no Antônio Accioly Fonte: Diário do Nordeste

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Ceará precisa vencer Palmeiras e torcer por dois resultados para ir à Libertadores; veja chances

O time alvinegro entra em campo na quinta-feira (5), em São Paulo, pela última rodada da Série A Foto: Kid Júnior / SVM O Ceará tem vaga na Copa Sul-Americana garantida para 2022, mas ainda se mantém vivo na briga pela pré-Libertadores. Após os últimos resultados da Série A, o Vovô chega na 38ª rodada precisando de uma vitória e uma combinação de pelo menos dois resultados para se classificar. CAMINHO DO CEARÁ PARA A LIBERTADORES 2022: Ceará vencer o Palmeiras Torcer para pelo menos dois dos três clubes (Fluminense, Atlético-GO e América-MG) não vençam. No momento, o time alvinegro soma 50 pontos e ocupa a 10ª posição. Assim, a briga é para ocupar a 7ª ou 8ª colocações, e tem como concorrentes diretos Fluminense (51), América-MG (50), Atlético-GO (50), Santos (49), Internacional (48) e São Paulo (48). Todos jogam quinta-feira (9), às 21h30. O time enfrenta o Palmeiras na Arena Barueri. Pelos demais confrontos previstos da tabela, como São Paulo x América-MG, o Ceará tem obrigação de vencer para ter chance de Liberta. O cálculo envolve somar três pontos e torcer por tropeços de dois dos três concorrentes diretos. Assim, é ter o resultado e esperar que Fluminense, Atlético-GO e América-MG (dois desses clubes) não vençam os referidos jogos. Caso essa combinação exista, o Vovô sobe para a 8ª colocação. Segundo o departamento de matemática da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Ceará tem 12,5% de chance de conseguir a classificação. As equipes com maiores probabilidades são Fluminense (92,7%) e América-MG (57,5%). JOGOS DOS TIMES QUE BRIGAM POR VAGA NA LIBERTADORES 09.12 – Fluminense x Chapecoense, no Maracanã 09.12 – Palmeiras x Ceará na Arena Barueri 09.12 – Santos x Cuiabá, na Vila Belmiro 09.12 – América-MG x São Paulo, no Independência 09.12 – Bragantino x Internacional, no Nabi Abi Chedid 09.12 – Atlético-GO x Flamengo, no Antônio Accioly Fonte: Diário do Nordeste

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Comissão do Senado aprova projeto que promete baixar preço da gasolina

Caso aprovada definitivamente, matéria pode reduzir o litro para R$ 5, segundo autores Foto: Kid Júnior A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, hoje (7), o Projeto de Lei nº 1472, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT/SE) e relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que estabelece diretrizes para políticas de preços de venda da gasolina, diesel e GLP. A pauta, em seguida, deve ser apreciada no plenário do Senado. O objetivo principal é criar um fundo para amortecer os preços em casos de fortes oscilações na cotação do petróleo no mercado internacional. Conforme os articuladores da matéria, é possível reduzir o preço médio do litro da gasolina para o patamar de R$ 5. Hoje, o combustível está na casa de R$ 7 em vários estados. CRÍTICAS À OMISSÃO DO GOVERNO FEDERAL Na sessão, senadores criticaram fortemente a posição do Governo Federal diante da disparada nos preços, classificada por alguns parlamentares como omissa e inerte. “O que estamos propondo aqui não é uma solução mágica. O próprio Governo nos instou a apresentar propostas para este problema porque ele próprio não conseguiu”, afirmou o senador Jean Paul, relator do projeto, citando audiências públicas realizadas com integrantes da Petrobras e do Ministério da Economia. O senador Omar Aziz endossou as críticas. “Essa preocupação não deveria ser nossa (do Congresso). Deveria ser do Governo. Mas depois desta aprovação na Comissão, esperamos sugestões do Governo, que serão muito bem-vindas”, disse. Parlamentares também ressaltaram o clamor da sociedade pela pauta e, mesmo tecendo ressalvas quanto ao projeto de lei, afirmaram, quase em uníssono, que o Congresso precisa capitanear a discussão avançando com a matéria. OS PRINCIPAIS PONTOS DO PROJETO Estabelece novas diretrizes para a política de preços de venda de combustíveis Cria o Fundo de Estabilização para os preços dos combustíveis derivados de petróleo, que deve ser suprido com recursos oriundos do imposto de exportação e da variação de preços em relação à banda, não sendo admitida outra fonte orçamentária de recursos. Considera proteção dos interesses do consumidor; redução da vulnerabilidade externa; estímulo à utilização da capacidade instalada das refinarias; modicidade de preços internos; redução da volatilidade de preços internos. Estipula que os preços dos combustíveis derivados de petróleo tenham como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação. Estabelece um regime de bandas para os preços dos combustíveis derivados de petróleo, com frequência predefinida de reajustes e mecanismos de compensação. Implanta alíquotas progressivas de imposto de exportação para o petróleo bruto a partir do valor de US$ 40 o barril.

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Comissão do Senado aprova projeto que promete baixar preço da gasolina

Caso aprovada definitivamente, matéria pode reduzir o litro para R$ 5, segundo autores Foto: Kid Júnior A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou, hoje (7), o Projeto de Lei nº 1472, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT/SE) e relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que estabelece diretrizes para políticas de preços de venda da gasolina, diesel e GLP. A pauta, em seguida, deve ser apreciada no plenário do Senado. O objetivo principal é criar um fundo para amortecer os preços em casos de fortes oscilações na cotação do petróleo no mercado internacional. Conforme os articuladores da matéria, é possível reduzir o preço médio do litro da gasolina para o patamar de R$ 5. Hoje, o combustível está na casa de R$ 7 em vários estados. CRÍTICAS À OMISSÃO DO GOVERNO FEDERAL Na sessão, senadores criticaram fortemente a posição do Governo Federal diante da disparada nos preços, classificada por alguns parlamentares como omissa e inerte. “O que estamos propondo aqui não é uma solução mágica. O próprio Governo nos instou a apresentar propostas para este problema porque ele próprio não conseguiu”, afirmou o senador Jean Paul, relator do projeto, citando audiências públicas realizadas com integrantes da Petrobras e do Ministério da Economia. O senador Omar Aziz endossou as críticas. “Essa preocupação não deveria ser nossa (do Congresso). Deveria ser do Governo. Mas depois desta aprovação na Comissão, esperamos sugestões do Governo, que serão muito bem-vindas”, disse. Parlamentares também ressaltaram o clamor da sociedade pela pauta e, mesmo tecendo ressalvas quanto ao projeto de lei, afirmaram, quase em uníssono, que o Congresso precisa capitanear a discussão avançando com a matéria. OS PRINCIPAIS PONTOS DO PROJETO Estabelece novas diretrizes para a política de preços de venda de combustíveis Cria o Fundo de Estabilização para os preços dos combustíveis derivados de petróleo, que deve ser suprido com recursos oriundos do imposto de exportação e da variação de preços em relação à banda, não sendo admitida outra fonte orçamentária de recursos. Considera proteção dos interesses do consumidor; redução da vulnerabilidade externa; estímulo à utilização da capacidade instalada das refinarias; modicidade de preços internos; redução da volatilidade de preços internos. Estipula que os preços dos combustíveis derivados de petróleo tenham como referência as cotações médias do mercado internacional, os custos internos de produção e os custos de importação. Estabelece um regime de bandas para os preços dos combustíveis derivados de petróleo, com frequência predefinida de reajustes e mecanismos de compensação. Implanta alíquotas progressivas de imposto de exportação para o petróleo bruto a partir do valor de US$ 40 o barril.

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Cearenses cultivam maconha medicinal em casa para tratar de convulsões a dores crônicas

Estado tem 23 autorizações da Justiça em 10 cidades para pacientes plantarem Cannabis Foto: Arquivo pessoal de paciente que cultiva Cannabis medicinal Uma planta provoca dilemas que se prolongam há várias décadas. A Cannabis sativa (maconha) é o centro de um turbilhão de discussões, dentre elas: a defesa do uso terapêutico para amenizar condições como epilepsia e paralisia cerebral; a necessidade de regulamentação dessa utilização – já que no Brasil ainda não há uma norma federal; as demandas por cultivo em casa; os limites de acesso à matéria-prima para realização de pesquisas científicas, e também as ideias imprecisas que confundem o uso medicinal com o recreativo.  No rol das benfeitorias atribuídas à Cannabis medicinal, por ativistas e pacientes, estão a capacidade de inibir dores, reduzir incômodos, fazer com que pessoas possam viver sem depender de analgésico e até anestésico, diminuir crises convulsivas. A lista de relatos dos efeitos relevantes é grande. Tão extensa quanto o percurso para assegurar que o uso medicinal da Cannabis seja aceito como um tratamento regulamentado e legal. A possibilidade de cultivar a planta em casa para amenizar sintomas e doenças, apesar das dificuldades do manejo, é um dos aspectos que atravessa algumas dessas discussões. Neste momento, ao menos 23 pessoas, moradoras de 10 cidades do Ceará, por problemas diversos de saúde, têm o direito de cultivar a Cannabis (maconha) medicinal em casa e, assim, garantirem o próprio tratamento. Embora a discussão sobre esse uso se estenda há anos, o avançar das decisões é lento. Esta é a primeira de uma série de matérias que o Diário do Nordeste irá publicar, ao longo dos próximos dias, sobre uso medicinal da Cannabis.  Foram consultadas informações públicas e órgãos oficiais; ouvidos ainda advogado, pesquisador, ativistas, médicos e avó cuja neta criança faz uso do canabidiol (um dos derivados da maconha usado na saúde), além de pacientes que conquistaram na Justiça o direito de cultivar maconha para o próprio tratamento.  No Ceará, a primeira autorização judicial – habeas corpus – destinado a esse tipo de cultivo para um paciente adulto foi concedida apenas em 2017, segundo a Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma).  De lá para cá, o debate tem sido ampliado, e os pacientes que fazem ou desejam fazer uso dessa terapêutica tentam se organizar, sobretudo, em associações. Nessas organizações, a expectativa é fazer das demandas e dilemas individuais uma mobilização de caráter coletivo, tendo em vista que as opções por tratamentos do tipo se multiplicam no cotidiano.   As autorizações judiciais para o cultivo no Ceará consideram, segundo informações da Rede Reforma, pacientes em busca de tratamento ou alívio para os efeitos provocados por: Alzheimer, ansiedade generalizada, depressão, dor crônica, epilepsia, enxaqueca crônica, fibromialgia, glaucoma, hemofilia, paralisia cerebral, reaumatismo, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do espectro autista.  PERCALÇOS NO ACESSO AO REMÉDIO O advogado, vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas de Drogas no Ceará e diretor da Rede Reforma, Ítalo Coelho, explica a situação. “Muitos (desses) pacientes têm autorização para comprar o produto, mas não têm como importar. Alguns judicializam para que o sistema de saúde público pague, mas tramita muito lento esse tipo de processo. Tem processo que já sai sentença e, dois anos depois, não foi executado”.                                                              ÍTALO COELHO                                                                    Advogado Sem dinheiro para importar ou até adquirir por conta própria nas farmácias do Brasil – já que desde 2019 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda de alguns medicamentos à base de derivados da Cannabis -, a solução mais prática para pacientes que desejam fazer uso e acionam a Justiça para isso é tentar cultivar a planta na própria residência.  Mas, esse processo também não é tão simples. Ítalo ressalta que não basta conseguir o direito de plantar; é preciso pensar na complexidade desse procedimento, justamente, porque a planta requer o cultivo, manejo e a extração adequada para que a terapêutica, de fato, possa ter resultados relevantes.  “Desde 2017, muita coisa avançou. Já são uns 23 habeas corpus, mas é possível que tenha até mais, já que esses processos costumam correr em segredo de Justiça. Já nasceram várias associações de usuários, também tanto na Capital como no interior. Conseguiu aprovar a criação de um grupo de trabalho no Conselho Estadual de Saúde”.                                                           ÍTALO COELHO                                                                Advogado TREINAMENTO DOS PROFISSIONAIS Outra reivindicação, explica Ítalo, é o treinamento de profissionais da saúde da rede pública sobre a terapia canabinoide, já que “nem sempre os pacientes têm condições de acessar uma consulta particular”. “Estamos lutando para que os profissionais de saúde do Estado tenham treinamento para acompanhar quem faz uso e prescrever para quem precisa”, acrescenta.  Foto: Arquivo pessoal de paciente que cultiva Cannabis medicinal No âmbito da administração pública, uma resolução do Conselho Estadual de Saúde criou no Ceará, em 2019, o Grupo de Trabalho (GT) Cannabis Medicinal. A ideia é que os estudos e análises desse grupo possam subsidiar discussões sobre o tema e até ajudar na discussão da regulamentação de pesquisa para uso medicinal no Estado.  Em setembro de 2019, outro passo foi dado. Foi realizado na sede da Secretaria Estadual da Saúde, em Fortaleza, o 1º seminário “Terapêutica e Legislação Sobre Cannabis Medicinal”. Já em 2021 a Assembleia Legistativa fez uma audiência pública virtual para tratar o assunto.  PERMISSÃO PARA CULTIVAR Dentre

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Estado tem 23 autorizações da Justiça em 10 cidades para pacientes plantarem Cannabis Foto: Arquivo pessoal de paciente que cultiva Cannabis medicinal Uma planta provoca dilemas que se prolongam há várias décadas. A Cannabis sativa (maconha) é o centro de um turbilhão de discussões, dentre elas: a defesa do uso terapêutico para amenizar condições como epilepsia e paralisia cerebral; a necessidade de regulamentação dessa utilização – já que no Brasil ainda não há uma norma federal; as demandas por cultivo em casa; os limites de acesso à matéria-prima para realização de pesquisas científicas, e também as ideias imprecisas que confundem o uso medicinal com o recreativo.  No rol das benfeitorias atribuídas à Cannabis medicinal, por ativistas e pacientes, estão a capacidade de inibir dores, reduzir incômodos, fazer com que pessoas possam viver sem depender de analgésico e até anestésico, diminuir crises convulsivas. A lista de relatos dos efeitos relevantes é grande. Tão extensa quanto o percurso para assegurar que o uso medicinal da Cannabis seja aceito como um tratamento regulamentado e legal. A possibilidade de cultivar a planta em casa para amenizar sintomas e doenças, apesar das dificuldades do manejo, é um dos aspectos que atravessa algumas dessas discussões. Neste momento, ao menos 23 pessoas, moradoras de 10 cidades do Ceará, por problemas diversos de saúde, têm o direito de cultivar a Cannabis (maconha) medicinal em casa e, assim, garantirem o próprio tratamento. Embora a discussão sobre esse uso se estenda há anos, o avançar das decisões é lento. Esta é a primeira de uma série de matérias que o Diário do Nordeste irá publicar, ao longo dos próximos dias, sobre uso medicinal da Cannabis.  Foram consultadas informações públicas e órgãos oficiais; ouvidos ainda advogado, pesquisador, ativistas, médicos e avó cuja neta criança faz uso do canabidiol (um dos derivados da maconha usado na saúde), além de pacientes que conquistaram na Justiça o direito de cultivar maconha para o próprio tratamento.  No Ceará, a primeira autorização judicial – habeas corpus – destinado a esse tipo de cultivo para um paciente adulto foi concedida apenas em 2017, segundo a Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas (Reforma).  De lá para cá, o debate tem sido ampliado, e os pacientes que fazem ou desejam fazer uso dessa terapêutica tentam se organizar, sobretudo, em associações. Nessas organizações, a expectativa é fazer das demandas e dilemas individuais uma mobilização de caráter coletivo, tendo em vista que as opções por tratamentos do tipo se multiplicam no cotidiano.   As autorizações judiciais para o cultivo no Ceará consideram, segundo informações da Rede Reforma, pacientes em busca de tratamento ou alívio para os efeitos provocados por: Alzheimer, ansiedade generalizada, depressão, dor crônica, epilepsia, enxaqueca crônica, fibromialgia, glaucoma, hemofilia, paralisia cerebral, reaumatismo, transtorno de déficit de atenção com hiperatividade e transtorno do espectro autista.  PERCALÇOS NO ACESSO AO REMÉDIO O advogado, vice-presidente do Conselho Estadual de Políticas de Drogas no Ceará e diretor da Rede Reforma, Ítalo Coelho, explica a situação. “Muitos (desses) pacientes têm autorização para comprar o produto, mas não têm como importar. Alguns judicializam para que o sistema de saúde público pague, mas tramita muito lento esse tipo de processo. Tem processo que já sai sentença e, dois anos depois, não foi executado”.                                                              ÍTALO COELHO                                                                    Advogado Sem dinheiro para importar ou até adquirir por conta própria nas farmácias do Brasil – já que desde 2019 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a venda de alguns medicamentos à base de derivados da Cannabis -, a solução mais prática para pacientes que desejam fazer uso e acionam a Justiça para isso é tentar cultivar a planta na própria residência.  Mas, esse processo também não é tão simples. Ítalo ressalta que não basta conseguir o direito de plantar; é preciso pensar na complexidade desse procedimento, justamente, porque a planta requer o cultivo, manejo e a extração adequada para que a terapêutica, de fato, possa ter resultados relevantes.  “Desde 2017, muita coisa avançou. Já são uns 23 habeas corpus, mas é possível que tenha até mais, já que esses processos costumam correr em segredo de Justiça. Já nasceram várias associações de usuários, também tanto na Capital como no interior. Conseguiu aprovar a criação de um grupo de trabalho no Conselho Estadual de Saúde”.                                                           ÍTALO COELHO                                                                Advogado TREINAMENTO DOS PROFISSIONAIS Outra reivindicação, explica Ítalo, é o treinamento de profissionais da saúde da rede pública sobre a terapia canabinoide, já que “nem sempre os pacientes têm condições de acessar uma consulta particular”. “Estamos lutando para que os profissionais de saúde do Estado tenham treinamento para acompanhar quem faz uso e prescrever para quem precisa”, acrescenta.  Foto: Arquivo pessoal de paciente que cultiva Cannabis medicinal No âmbito da administração pública, uma resolução do Conselho Estadual de Saúde criou no Ceará, em 2019, o Grupo de Trabalho (GT) Cannabis Medicinal. A ideia é que os estudos e análises desse grupo possam subsidiar discussões sobre o tema e até ajudar na discussão da regulamentação de pesquisa para uso medicinal no Estado.  Em setembro de 2019, outro passo foi dado. Foi realizado na sede da Secretaria Estadual da Saúde, em Fortaleza, o 1º seminário “Terapêutica e Legislação Sobre Cannabis Medicinal”. Já em 2021 a Assembleia Legistativa fez uma audiência pública virtual para tratar o assunto.  PERMISSÃO PARA CULTIVAR Dentre

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Bolsonaro diz que pretende indicar mais dois evangélicos para o STF se for reeleito

  Foto: Reprodução/Redes Sociais O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta segunda-feira (6) que, se for reeleito em 2022 e, consequentemente, ganhar mais quatro anos de mandato, buscará emplacar mais dois ministros evangélicos para o Supremo Tribunal Federal (STF). A fala aconteceu em conversa com apoiadores na manhã de hoje, em Brasília, e foi captada pelo canal Foco do Brasil, no YouTube. “Se eu for candidato e for reeleito, a gente bota mais dois no início de 2023 lá [no Supremo]”, disse o presidente. A promessa se deu após um apoiador, se referindo a Bolsonaro, dizer que sempre afirmava a outras pessoas que pressentia que, antes de morrer, veria uma pessoa evangélica no comando da República. O presidente, então, o corrigiu, afirmando não ser evangélico, mas católico – quem é declaradamente protestante, no caso, é a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. “Evangélico é no Supremo agora”, pontuou, aos risos. Ao completarem 75 anos, ministros do Supremo Tribunal Federal devem se aposentar de forma compulsória. Com a saída, acaba-se abrindo espaço para indicações presidenciais para compor o colegiado da Corte. Em 2022, não estão previstas mudanças por motivo de aposentadoria na composição do Supremo, mas em 2023 Ricardo Lewandowski (em maio) e Rosa Weber (em outubro) completarão 75 anos, abrindo espaço para duas indicações presidenciais. Recentemente, Bolsonaro conseguiu emplacar o nome do presbiteriano André Mendonça, ex-advogado-geral da União, para ocupar um dos postos de ministro do Supremo, após validação no Senado. Mendonça já era cotado para uma das 11 cadeiras do STF pelo menos desde julho de 2019, quando Bolsonaro afirmou, em um culto com a bancada evangélica na Câmara dos Deputados, que levaria um nome “terrivelmente evangélico” ao Supremo. O ex-AGU acabou sendo a segunda indicação de Bolsonaro para o Supremo. Antes, em outubro do ano passado, o presidente já havia tido êxito em emplacar Kassio Nunes Marques, católico, para o posto de ministro. Seguindo o critério de aposentadoria compulsória, André Mendonça só deverá deixar o posto no STF em 2047, assim como Nunes Marques. Ambos nasceram em 1972. Fonte: Jornal O Estado

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Bolsonaro diz que pretende indicar mais dois evangélicos para o STF se for reeleito

  Foto: Reprodução/Redes Sociais O presidente Jair Bolsonaro indicou nesta segunda-feira (6) que, se for reeleito em 2022 e, consequentemente, ganhar mais quatro anos de mandato, buscará emplacar mais dois ministros evangélicos para o Supremo Tribunal Federal (STF). A fala aconteceu em conversa com apoiadores na manhã de hoje, em Brasília, e foi captada pelo canal Foco do Brasil, no YouTube. “Se eu for candidato e for reeleito, a gente bota mais dois no início de 2023 lá [no Supremo]”, disse o presidente. A promessa se deu após um apoiador, se referindo a Bolsonaro, dizer que sempre afirmava a outras pessoas que pressentia que, antes de morrer, veria uma pessoa evangélica no comando da República. O presidente, então, o corrigiu, afirmando não ser evangélico, mas católico – quem é declaradamente protestante, no caso, é a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. “Evangélico é no Supremo agora”, pontuou, aos risos. Ao completarem 75 anos, ministros do Supremo Tribunal Federal devem se aposentar de forma compulsória. Com a saída, acaba-se abrindo espaço para indicações presidenciais para compor o colegiado da Corte. Em 2022, não estão previstas mudanças por motivo de aposentadoria na composição do Supremo, mas em 2023 Ricardo Lewandowski (em maio) e Rosa Weber (em outubro) completarão 75 anos, abrindo espaço para duas indicações presidenciais. Recentemente, Bolsonaro conseguiu emplacar o nome do presbiteriano André Mendonça, ex-advogado-geral da União, para ocupar um dos postos de ministro do Supremo, após validação no Senado. Mendonça já era cotado para uma das 11 cadeiras do STF pelo menos desde julho de 2019, quando Bolsonaro afirmou, em um culto com a bancada evangélica na Câmara dos Deputados, que levaria um nome “terrivelmente evangélico” ao Supremo. O ex-AGU acabou sendo a segunda indicação de Bolsonaro para o Supremo. Antes, em outubro do ano passado, o presidente já havia tido êxito em emplacar Kassio Nunes Marques, católico, para o posto de ministro. Seguindo o critério de aposentadoria compulsória, André Mendonça só deverá deixar o posto no STF em 2047, assim como Nunes Marques. Ambos nasceram em 1972. Fonte: Jornal O Estado

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Polícia Federal faz operação em Juazeiro do Norte para apurar desvio de recursos do Fundeb

 Foto: Reprodução A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (7) para apurar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Juazeiro do Norte. A movimentação ilícita teria favorecido a compra de dois apartamentos e o repasse de propina a ex-prefeito do município da Região do Cariri. O nome do político não foi divulgado pela PF  A ofensiva integra a operação “Fruto de Espinho 2”, que apura desde 2019 suposta fraude em licitação, lavagem de dinheiro e de desvio de recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). As investigações iniciadas em 2019 identificaram indícios de uma empresa que recebeu R$ 6.297.000,00 através de dois “dois processos de inexigibilidade de licitação” da Prefeitura de Juazeiro do Norte nos anos de 2017 e 2018 Expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal, os mandados estão sendo cumpridos por 15 agentes da PF. Os policiais estão recolhendo mídias, celulares e documentos dos investigados, cujos nomes ainda não foram revelados. Na segunda etapa da ofensiva deflagrada nesta terça-feira, os agentes apuram corrupção e lavagem de dinheiro consistente na aquisição de apartamentos no bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte, e destinação de unidades, ou equivalente em dinheiro, como forma de propina a ex-prefeito do município. REPASSE MILIONÁRIO A Polícia Federal aponta “possível favorecimento ilícito de agentes políticos e manobras com vistas à lavagem de dinheiro”. “Os investigados nesta fase da operação poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva e peculato”, cita a PF. Fonte: Dário do Nordeste  

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 Foto: Reprodução A Polícia Federal cumpre três mandados de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (7) para apurar um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em Juazeiro do Norte. A movimentação ilícita teria favorecido a compra de dois apartamentos e o repasse de propina a ex-prefeito do município da Região do Cariri. O nome do político não foi divulgado pela PF  A ofensiva integra a operação “Fruto de Espinho 2”, que apura desde 2019 suposta fraude em licitação, lavagem de dinheiro e de desvio de recursos federais do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). As investigações iniciadas em 2019 identificaram indícios de uma empresa que recebeu R$ 6.297.000,00 através de dois “dois processos de inexigibilidade de licitação” da Prefeitura de Juazeiro do Norte nos anos de 2017 e 2018 Expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal, os mandados estão sendo cumpridos por 15 agentes da PF. Os policiais estão recolhendo mídias, celulares e documentos dos investigados, cujos nomes ainda não foram revelados. Na segunda etapa da ofensiva deflagrada nesta terça-feira, os agentes apuram corrupção e lavagem de dinheiro consistente na aquisição de apartamentos no bairro Lagoa Seca, em Juazeiro do Norte, e destinação de unidades, ou equivalente em dinheiro, como forma de propina a ex-prefeito do município. REPASSE MILIONÁRIO A Polícia Federal aponta “possível favorecimento ilícito de agentes políticos e manobras com vistas à lavagem de dinheiro”. “Os investigados nesta fase da operação poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato qualificado, corrupção ativa e passiva e peculato”, cita a PF. Fonte: Dário do Nordeste  

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