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Ceará pode ter mina de ouro em pleno sertão; empresa do Canadá investe R$ 13 mi

Área de 40 mil hectares está sendo estudada por geólogos. Caso haja viabilidade, Estado pode ter a 1ª exploração comercial do minério na história Foto: Hermann Rabelo A empresa canadense South Atlantic Gold está investindo R$ 13 milhões em pesquisa mineral para verificar se há viabilidade econômica para explorar ouro em algumas localidades de Pedra Branca e Tauá, no Sertão Central cearense. Um grupo de 15 geólogos e técnicos está em campo, realizando estudos em uma área de 40.000 hectares, o equivalente a 56 mil campos de futebol. Os estudos iniciais devem ser concluídos até a metade de 2022 e, a depender dos resultados, o projeto pode ser o início de um marco histórico para o Ceará, onde o ouro nunca foi comercialmente explorado. “Temos a chance de virar uma grande produtora de ouro, dependendo dos estudos a serem realizados nos próximos anos”, pondera Eduardo Leão, diretor de Relações Institucionais da South Atlantic Gold, em entrevista exclusiva à Coluna. “O projeto está em andamento e continuamente iremos avançar nas etapas para comprovar a viabilidade da mina e aproveitar o momento que o minério de ouro está passando de uma alta valorização, não só para o mercado financeiro como para o mercado comercial, como o uso em baterias, bem como para outros fins mais nobres, como condutor elétrico e alto valor de durabilidade e maleabilidade”.                                                        EDUARDO LEÃO                           Diretor de Relações Institucionais da South Atlantic Gold VIABILIDADE EM ANÁLISE Somente após a conclusão da análise, será possível identificar se a exploração de ouro na região é continuadamente exequível para a mineradora. Para que o empreendimento se concretize, não basta haver ouro na região. O projeto precisa preencher uma série de requisitos para se tornar viável, explica Eduardo Leão.  Especificamente naquela região, no semiárido do Ceará, a escassez de água é um provável gargalo. Caso o projeto avance à fase de extração, por exemplo, seriam estimados entre 500 e 1.000 metros cúbicos de água por dia na extração do ouro, o que demandaria alto investimento na captação de água de maneira sustentável. O minério tem tendências em quartzo a 300-400 metros abaixo da superfície, diz Leão. POTENCIAL E EMPREGOS No cenário mais otimista, caso os dados geológicos, logísticos e econômicos indiquem bom potencial, o minério não só seria explorado como também beneficiado na própria região através de concentrados de “big bags”. É possível, ainda levando em conta um quadro ideal, que sejam gerados de 300 a até mais de 1.000 empregos diretos e indiretos. SOUTH ATLANTIC O projeto de Pedra Branca é o único da South Atlantic no Brasil. A empresa, listada na Bolsa de Toronto, dedica-se à aquisição e promoção de propriedades minerais localizadas nas Américas e tem também um projeto de cobre e ouro no Canadá, o Big Kidd Project, na província de British Columbia. A sede na cidade de Pedra Branca é o centro de geologia da empresa, que também possui sede financeira em Belo Horizonte, onde se encontram a administração geral, financeira e alguns consultores externos.

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Área de 40 mil hectares está sendo estudada por geólogos. Caso haja viabilidade, Estado pode ter a 1ª exploração comercial do minério na história Foto: Hermann Rabelo A empresa canadense South Atlantic Gold está investindo R$ 13 milhões em pesquisa mineral para verificar se há viabilidade econômica para explorar ouro em algumas localidades de Pedra Branca e Tauá, no Sertão Central cearense. Um grupo de 15 geólogos e técnicos está em campo, realizando estudos em uma área de 40.000 hectares, o equivalente a 56 mil campos de futebol. Os estudos iniciais devem ser concluídos até a metade de 2022 e, a depender dos resultados, o projeto pode ser o início de um marco histórico para o Ceará, onde o ouro nunca foi comercialmente explorado. “Temos a chance de virar uma grande produtora de ouro, dependendo dos estudos a serem realizados nos próximos anos”, pondera Eduardo Leão, diretor de Relações Institucionais da South Atlantic Gold, em entrevista exclusiva à Coluna. “O projeto está em andamento e continuamente iremos avançar nas etapas para comprovar a viabilidade da mina e aproveitar o momento que o minério de ouro está passando de uma alta valorização, não só para o mercado financeiro como para o mercado comercial, como o uso em baterias, bem como para outros fins mais nobres, como condutor elétrico e alto valor de durabilidade e maleabilidade”.                                                        EDUARDO LEÃO                           Diretor de Relações Institucionais da South Atlantic Gold VIABILIDADE EM ANÁLISE Somente após a conclusão da análise, será possível identificar se a exploração de ouro na região é continuadamente exequível para a mineradora. Para que o empreendimento se concretize, não basta haver ouro na região. O projeto precisa preencher uma série de requisitos para se tornar viável, explica Eduardo Leão.  Especificamente naquela região, no semiárido do Ceará, a escassez de água é um provável gargalo. Caso o projeto avance à fase de extração, por exemplo, seriam estimados entre 500 e 1.000 metros cúbicos de água por dia na extração do ouro, o que demandaria alto investimento na captação de água de maneira sustentável. O minério tem tendências em quartzo a 300-400 metros abaixo da superfície, diz Leão. POTENCIAL E EMPREGOS No cenário mais otimista, caso os dados geológicos, logísticos e econômicos indiquem bom potencial, o minério não só seria explorado como também beneficiado na própria região através de concentrados de “big bags”. É possível, ainda levando em conta um quadro ideal, que sejam gerados de 300 a até mais de 1.000 empregos diretos e indiretos. SOUTH ATLANTIC O projeto de Pedra Branca é o único da South Atlantic no Brasil. A empresa, listada na Bolsa de Toronto, dedica-se à aquisição e promoção de propriedades minerais localizadas nas Américas e tem também um projeto de cobre e ouro no Canadá, o Big Kidd Project, na província de British Columbia. A sede na cidade de Pedra Branca é o centro de geologia da empresa, que também possui sede financeira em Belo Horizonte, onde se encontram a administração geral, financeira e alguns consultores externos.

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IMÉDICA inova em serviços de saúde no Cariri

A IMÉDICA- INSTITUTO DE MEDICINA DIAGNÓSTICA POR IMAGEM DO CARIRI, localizado na avenida leão Sampaio, número 1401, no bairro lagoa seca em Juazeiro do Norte, é um centro clínico multiespecializado, projetado para otimizar o atendimento e oferecer um novo modelo de diagnosticar. Baseando-se nos seus três pilares (MODERNIDADE, PIONEIRISMO E HUMANIZAÇÃO), disponibiliza atendimento acolhedor e equipamentos de TECNOLOGIA EXCLUSIVA em todo o interior do Norte e Nordeste.  Foto: Reprodução A RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA  3 TESLA trata-se atualmente do equipamento mais moderno do estado do Ceará, disponibilizado com exclusividade pela IMEDICA. Esse avanço para a saúde do cariri traz consigo novas fronteiras diagnósticas, NOVOS TIPOS DE EXAMES que conduzem de forma diferente a investigação diagnóstica, com mais conforto e segurança ao paciente. As técnicas convencionais de ressonância, que não permitem a visualização direta de anormalidades mais complexas de várias doenças, direcionam os pacientes em algumas ocasiões para procedimentos invasivos e tratamentos retardados, trazendo possíveis danos.  A exemplo, com extrema precisão diagnóstica, graças às sequências de T1 SPACE e VESSEL WALL (EXCLUSIVA DE RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA 3TESLA), é possível avaliar, de forma não invasiva e com maior acurácia, alterações vasculares nas doenças cerebrovasculares, como aneurismas e dissecções, impedindo assim procedimento mais agressivo como arteriografia ou mesmo neurocirurgia. Citamos ainda, dentre os inúmeros avanços, a avaliação de uma estrutura milimétrica chamada nigrossoma, extremamente importante para os pacientes com suspeita de Doença de Parkinson, visível apenas nesse tipo de equipamento de alta qualidade. Como outro exemplo dentre os diferenciais proporcionados pelas tecnologias da IMÉDICA, imprescindível citar a MAMOGRAFIA DIGITAL, diferente de equipamentos analógicos com digitalização da imagem, esse equipamento com METODOLOGIA DE AQUISIÇÃO DIGITAL gera alta precisão diagnóstica que, aliada a ESTEREOTAXIA, permite biopsiar microcalcificacoes que sugerem lesões malignas da mama, poupando a paciente de procedimentos cirúrgicos mais agressivos(biópsias excisionais) e internações prolongadas com os demais riscos inerentes a essas condições.  Importante citar que tamanha potência de campo do equipamento de RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA 3TESLA não expõe o paciente a radiação em dobro, destacamos que nenhuma ressonância emite radiação ao paciente. O alto campo, com o dobro de potência, traz sim inúmeros benefícios no que se refere a qualidade, nitidez e processamento de imagens, além de agilizar em até 50% o tempo dos exames. Exames de ressonância de crânio ou de coluna por exemplo, que durariam em média 20 a 30 minutos nos aparelhos mais simples, esse equipamento IMÉDICA consegue realizar em até 9 minutos, o que gera mais conforto e segurança ao paciente. Essa máquina agrega ainda uma incrível ferramenta que reduz em até 97% seus ruídos, o que, aliado ao sistema de som disponibilizado, com músicas a gosto do próprio paciente, torna o exame surpreendentemente mais confortável. A prioridade da Imédica é assistência completa: ambientes amplos, com painéis de imagens de parede nos ambientes de exames que visam proporcionar mais conforto, tornando mais tranquilo e acolhedor cada um dos seus exames. A monitorização é feita através de câmeras, com um maravilhoso sistema de calibração que proporciona maior segurança ao paciente, já que a duração do exame, assim como os seus danos(qualquer desconforto), são reduzidos. Os ajustes via tablet proporcionam uma perfeita aproximação durante a preparação do exame, diminuindo o tempo de angústia de solidão na sala do exame. A IMÉDICA, fazendo jus aos seus pilares, lança ainda o grande diferencial de RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 24hs INCLUSIVE AOS FINAIS DE SEMANA, serviço antes disponível apenas em entidades públicas, muitas vezes indisponíveis, pois a mercê de verbas, demoram longos períodos em não funcionamento devido complexidade/logística e custos de manutenção dos equipamentos, bem como alta demanda. Essa medida sem dúvidas é UM MARCO IMPRESCINDÍVEL para a história da saúde de uma região tão desenvolvida como o cariri, permitindo que, com isso, seja realizada prontamente uma avaliação mais urgente por exames de imagem para casos corriqueiros como investigação de apendicite, AVC e traumatismos.  São vários os diferenciais IMEDICA, são imensuráveis o avanços e benefícios que a saúde caririense ganha. Entramos em um patamar antes visto apenas em grandes centros. Somos filhos do cariri, e aqui estamos felizes em poder contribuir para o crescimento desse lugar tão maravilhoso! Exija o melhor para sua saúde, exija PADRÃO IMEDICA!

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IMÉDICA inova em serviços de saúde no Cariri

A IMÉDICA- INSTITUTO DE MEDICINA DIAGNÓSTICA POR IMAGEM DO CARIRI, localizado na avenida leão Sampaio, número 1401, no bairro lagoa seca em Juazeiro do Norte, é um centro clínico multiespecializado, projetado para otimizar o atendimento e oferecer um novo modelo de diagnosticar. Baseando-se nos seus três pilares (MODERNIDADE, PIONEIRISMO E HUMANIZAÇÃO), disponibiliza atendimento acolhedor e equipamentos de TECNOLOGIA EXCLUSIVA em todo o interior do Norte e Nordeste.  Foto: Reprodução A RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA  3 TESLA trata-se atualmente do equipamento mais moderno do estado do Ceará, disponibilizado com exclusividade pela IMEDICA. Esse avanço para a saúde do cariri traz consigo novas fronteiras diagnósticas, NOVOS TIPOS DE EXAMES que conduzem de forma diferente a investigação diagnóstica, com mais conforto e segurança ao paciente. As técnicas convencionais de ressonância, que não permitem a visualização direta de anormalidades mais complexas de várias doenças, direcionam os pacientes em algumas ocasiões para procedimentos invasivos e tratamentos retardados, trazendo possíveis danos.  A exemplo, com extrema precisão diagnóstica, graças às sequências de T1 SPACE e VESSEL WALL (EXCLUSIVA DE RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA 3TESLA), é possível avaliar, de forma não invasiva e com maior acurácia, alterações vasculares nas doenças cerebrovasculares, como aneurismas e dissecções, impedindo assim procedimento mais agressivo como arteriografia ou mesmo neurocirurgia. Citamos ainda, dentre os inúmeros avanços, a avaliação de uma estrutura milimétrica chamada nigrossoma, extremamente importante para os pacientes com suspeita de Doença de Parkinson, visível apenas nesse tipo de equipamento de alta qualidade. Como outro exemplo dentre os diferenciais proporcionados pelas tecnologias da IMÉDICA, imprescindível citar a MAMOGRAFIA DIGITAL, diferente de equipamentos analógicos com digitalização da imagem, esse equipamento com METODOLOGIA DE AQUISIÇÃO DIGITAL gera alta precisão diagnóstica que, aliada a ESTEREOTAXIA, permite biopsiar microcalcificacoes que sugerem lesões malignas da mama, poupando a paciente de procedimentos cirúrgicos mais agressivos(biópsias excisionais) e internações prolongadas com os demais riscos inerentes a essas condições.  Importante citar que tamanha potência de campo do equipamento de RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA 3TESLA não expõe o paciente a radiação em dobro, destacamos que nenhuma ressonância emite radiação ao paciente. O alto campo, com o dobro de potência, traz sim inúmeros benefícios no que se refere a qualidade, nitidez e processamento de imagens, além de agilizar em até 50% o tempo dos exames. Exames de ressonância de crânio ou de coluna por exemplo, que durariam em média 20 a 30 minutos nos aparelhos mais simples, esse equipamento IMÉDICA consegue realizar em até 9 minutos, o que gera mais conforto e segurança ao paciente. Essa máquina agrega ainda uma incrível ferramenta que reduz em até 97% seus ruídos, o que, aliado ao sistema de som disponibilizado, com músicas a gosto do próprio paciente, torna o exame surpreendentemente mais confortável. A prioridade da Imédica é assistência completa: ambientes amplos, com painéis de imagens de parede nos ambientes de exames que visam proporcionar mais conforto, tornando mais tranquilo e acolhedor cada um dos seus exames. A monitorização é feita através de câmeras, com um maravilhoso sistema de calibração que proporciona maior segurança ao paciente, já que a duração do exame, assim como os seus danos(qualquer desconforto), são reduzidos. Os ajustes via tablet proporcionam uma perfeita aproximação durante a preparação do exame, diminuindo o tempo de angústia de solidão na sala do exame. A IMÉDICA, fazendo jus aos seus pilares, lança ainda o grande diferencial de RESSONÂNCIA E TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA 24hs INCLUSIVE AOS FINAIS DE SEMANA, serviço antes disponível apenas em entidades públicas, muitas vezes indisponíveis, pois a mercê de verbas, demoram longos períodos em não funcionamento devido complexidade/logística e custos de manutenção dos equipamentos, bem como alta demanda. Essa medida sem dúvidas é UM MARCO IMPRESCINDÍVEL para a história da saúde de uma região tão desenvolvida como o cariri, permitindo que, com isso, seja realizada prontamente uma avaliação mais urgente por exames de imagem para casos corriqueiros como investigação de apendicite, AVC e traumatismos.  São vários os diferenciais IMEDICA, são imensuráveis o avanços e benefícios que a saúde caririense ganha. Entramos em um patamar antes visto apenas em grandes centros. Somos filhos do cariri, e aqui estamos felizes em poder contribuir para o crescimento desse lugar tão maravilhoso! Exija o melhor para sua saúde, exija PADRÃO IMEDICA!

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Com gramado instalado, Arena Romeirão chega aos 90% de execução

  Foto: Divulgação/Governo do Ceará As melhorias para a imponente estrutura do Estádio Mauro Sampaio (Arena Romeirão) já podem ser avistadas pelos caririenses, à medida que as obras de modernização do parque esportivo avançam aos 90% de conclusão. Conforme o cronograma da Superintendência de Obras Públicas (SOP), diversas frentes de serviço se desenvolvem simultaneamente. Uma delas já concluiu a implantação do gramado natural. No entorno do campo de jogo, está sendo instalado agora o gramado sintético. Na parte superior do estádio, as armações metálicas que compõem a coberta foram finalizadas, restando a fixação da manta do setor oeste, para interligar cada peça e garantir qualidade acústica e proteção contra intempéries. Além disso, ao redor da edificação acontece a instalação de escadas de acesso e gradis, enquanto o estacionamento está na etapa de drenagem. Serviços finais de pintura e acabamento do estádio como um todo já foram iniciados. “O Romeirão é hoje um equipamento muito aguardado pela população caririense e de suma importância para o desenvolvimento regional. Além das reformas que estão na reta final, já adquirimos as cadeiras do estádio, que serão iguais às da Arena Castelão, na Capital, e adquirimos também os elevadores”, comenta o superintendente de Obras Públicas, Quintino Vieira. Ocupando uma área de aproximadamente 47 mil metros quadrados (m²), o Romeirão terá capacidade para receber cerca de 17 mil pessoas, contando com uma série de espaços para o conforto do público em geral e profissionais atuantes dentro do complexo, como cabines de imprensa e camarotes, praça de alimentação, espaço para museu, entre outros. Estão sendo investidos R$ 90 milhões para reformar e ampliar o estádio, que passará a funcionar como uma arena multiuso quando for entregue. Um equipamento abrangente, que além de sediar importantes competições regionais e nacionais, tem porte para realização de uma gama de eventos culturais e religiosos, e consequentemente, fomentar a economia da região do Cariri.   Fonte: Site Badalo

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Com gramado instalado, Arena Romeirão chega aos 90% de execução

  Foto: Divulgação/Governo do Ceará As melhorias para a imponente estrutura do Estádio Mauro Sampaio (Arena Romeirão) já podem ser avistadas pelos caririenses, à medida que as obras de modernização do parque esportivo avançam aos 90% de conclusão. Conforme o cronograma da Superintendência de Obras Públicas (SOP), diversas frentes de serviço se desenvolvem simultaneamente. Uma delas já concluiu a implantação do gramado natural. No entorno do campo de jogo, está sendo instalado agora o gramado sintético. Na parte superior do estádio, as armações metálicas que compõem a coberta foram finalizadas, restando a fixação da manta do setor oeste, para interligar cada peça e garantir qualidade acústica e proteção contra intempéries. Além disso, ao redor da edificação acontece a instalação de escadas de acesso e gradis, enquanto o estacionamento está na etapa de drenagem. Serviços finais de pintura e acabamento do estádio como um todo já foram iniciados. “O Romeirão é hoje um equipamento muito aguardado pela população caririense e de suma importância para o desenvolvimento regional. Além das reformas que estão na reta final, já adquirimos as cadeiras do estádio, que serão iguais às da Arena Castelão, na Capital, e adquirimos também os elevadores”, comenta o superintendente de Obras Públicas, Quintino Vieira. Ocupando uma área de aproximadamente 47 mil metros quadrados (m²), o Romeirão terá capacidade para receber cerca de 17 mil pessoas, contando com uma série de espaços para o conforto do público em geral e profissionais atuantes dentro do complexo, como cabines de imprensa e camarotes, praça de alimentação, espaço para museu, entre outros. Estão sendo investidos R$ 90 milhões para reformar e ampliar o estádio, que passará a funcionar como uma arena multiuso quando for entregue. Um equipamento abrangente, que além de sediar importantes competições regionais e nacionais, tem porte para realização de uma gama de eventos culturais e religiosos, e consequentemente, fomentar a economia da região do Cariri.   Fonte: Site Badalo

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Ceará deve ser o primeiro estado do País com Planejamento Marinho para regulamentar o uso do mar

Pesquisadores reúnem informações produzidas no Estado para facilitar estudos ambientais de relevância à iniciativas pública e privada Foto: Nilton Alves O Ceará deve ser o primeiro estado brasileiro a criar o Planejamento Espacial Marinho (PEM) para definição do uso público e privado dos 249 mil km² de litoral. Parte dos estudos científicos para a produção do documento estão disponíveis em uma plataforma na internet, que deve integrar informações de relevância ambiental, social e econômica. Para a elaboração do PEM será criado um Comitê Estratégico, como estabelecido em decreto estadual na última sexta-feira (10). O grupo deve subsidiar as autoridades ambientais na elaboração de atos normativos e regulatórios relacionados ao uso do mar e ao seu ordenamento nos próximos 120 dias. “A única forma de usar o mar adequadamente é através de um planejamento espacial marinho que vai permitir a locação de áreas públicas para projetos”, destaca Marcelo Soares, Cientista-Chefe pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema). São exemplos de projetos o desenvolvimento de energias renováveis, pesca, navegação, mineração, dentre outras atividades ligadas à economia do mar. “O planejamento espacial marinho também dá segurança jurídica para os investidores e empreendedores que querem investir no mar cearense respeitando a conservação marinha, como os recifes de corais, bancos de algas e unidades de conservação”, ressalta, Os membros do Comitê Estratégico serão nomeados pelo secretário da Casa Civil depois da indicação de órgãos e entidades. Devem o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marinha, representantes dos municípios da zona costeira e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O Decreto Nº 34.457, válido desde a publicação, atribui à Sema a obrigação de oferecer o apoio logístico e administrativo para as atividades a serem desempenhadas pelo Comitê Estratégico. A Secretaria do Meio Ambiente também deve presidir o grupo. Portugal tem dezoito vezes mais mar do que terra e já fez há muito tempo o seu planejamento marinho, porque sabe da importância do mar. Infelizmente, aqui no Brasil nenhum estado fez ainda e o Ceará sai na frente                                                       MARCELO SOARES                        Cientista-Chefe pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará Os estudos, oficinas com as comunidades, consultas públicas e pesquisas elaboradas para as propostas de Planejamento Espacial Marinho ficarão sob responsabilidade do Programa Cientista-Chefe em Meio Ambiente. O Programa é composto por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). ATLAS MARINHO ACESSÍVEL As primeiras informações da Plataforma Estadual de Dados Espaciais, que deve reunir dados de relevância pública de diversos segmentos, são do Atlas Digital Costeiro e Marinho do Ceará. A visualização das informações também foram divulgadas na sexta-feira (10). O portal reúne dados em mapas sobre atividades no mar, como pesca, banho, atividades esportivas e áreas com potencial de geração de energia, além de rotas marítimas, informações econômicas, sociais e ambientais são coletadas. Novas informações são acrescidas ao material semanalmente. “É basicamente um diagnóstico do planejamento espacial marinho justamente por tentar trazer as informações que caracterizam esse espaço”, define Lucas Peixoto Teixeira, cientista ambiental e pesquisador do Programa Cientista-Chefe Meio Ambiente. Além disso, as informações podem ser interpostas para verificar, por exemplo, se um projeto novo pode interferir em estruturas ou usos já existentes. “A gente precisa de gestão para que essas atividades ocorram sem grandes conflitos, tanto de setores econômicos quanto de setores sociais”, destaca. O planejamento do espaço marinho pode nos trazer informações e subsídios para a promoção de políticas públicas voltadas para conservação do ambiente marinho, porque a gente consegue conhecer melhor esses espaços                                                    LUCAS PEIXOTO TEIXEIRA                                                              Cientista ambiental As informações podem embasar a gestão do litoral cearense com maior precisão, como acrescenta Marcelo Soares. “Nós estamos na era do conhecimento e o desenvolvimento sustentável só vem com muito conhecimento. Isso permite uma tomada de decisão melhor sobre os projetos, ideias e planos que desenvolvidos”.

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Ceará deve ser o primeiro estado do País com Planejamento Marinho para regulamentar o uso do mar

Pesquisadores reúnem informações produzidas no Estado para facilitar estudos ambientais de relevância à iniciativas pública e privada Foto: Nilton Alves O Ceará deve ser o primeiro estado brasileiro a criar o Planejamento Espacial Marinho (PEM) para definição do uso público e privado dos 249 mil km² de litoral. Parte dos estudos científicos para a produção do documento estão disponíveis em uma plataforma na internet, que deve integrar informações de relevância ambiental, social e econômica. Para a elaboração do PEM será criado um Comitê Estratégico, como estabelecido em decreto estadual na última sexta-feira (10). O grupo deve subsidiar as autoridades ambientais na elaboração de atos normativos e regulatórios relacionados ao uso do mar e ao seu ordenamento nos próximos 120 dias. “A única forma de usar o mar adequadamente é através de um planejamento espacial marinho que vai permitir a locação de áreas públicas para projetos”, destaca Marcelo Soares, Cientista-Chefe pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema). São exemplos de projetos o desenvolvimento de energias renováveis, pesca, navegação, mineração, dentre outras atividades ligadas à economia do mar. “O planejamento espacial marinho também dá segurança jurídica para os investidores e empreendedores que querem investir no mar cearense respeitando a conservação marinha, como os recifes de corais, bancos de algas e unidades de conservação”, ressalta, Os membros do Comitê Estratégico serão nomeados pelo secretário da Casa Civil depois da indicação de órgãos e entidades. Devem o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marinha, representantes dos municípios da zona costeira e da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). O Decreto Nº 34.457, válido desde a publicação, atribui à Sema a obrigação de oferecer o apoio logístico e administrativo para as atividades a serem desempenhadas pelo Comitê Estratégico. A Secretaria do Meio Ambiente também deve presidir o grupo. Portugal tem dezoito vezes mais mar do que terra e já fez há muito tempo o seu planejamento marinho, porque sabe da importância do mar. Infelizmente, aqui no Brasil nenhum estado fez ainda e o Ceará sai na frente                                                       MARCELO SOARES                        Cientista-Chefe pela Secretaria do Meio Ambiente do Ceará Os estudos, oficinas com as comunidades, consultas públicas e pesquisas elaboradas para as propostas de Planejamento Espacial Marinho ficarão sob responsabilidade do Programa Cientista-Chefe em Meio Ambiente. O Programa é composto por pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará (Uece) e Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). ATLAS MARINHO ACESSÍVEL As primeiras informações da Plataforma Estadual de Dados Espaciais, que deve reunir dados de relevância pública de diversos segmentos, são do Atlas Digital Costeiro e Marinho do Ceará. A visualização das informações também foram divulgadas na sexta-feira (10). O portal reúne dados em mapas sobre atividades no mar, como pesca, banho, atividades esportivas e áreas com potencial de geração de energia, além de rotas marítimas, informações econômicas, sociais e ambientais são coletadas. Novas informações são acrescidas ao material semanalmente. “É basicamente um diagnóstico do planejamento espacial marinho justamente por tentar trazer as informações que caracterizam esse espaço”, define Lucas Peixoto Teixeira, cientista ambiental e pesquisador do Programa Cientista-Chefe Meio Ambiente. Além disso, as informações podem ser interpostas para verificar, por exemplo, se um projeto novo pode interferir em estruturas ou usos já existentes. “A gente precisa de gestão para que essas atividades ocorram sem grandes conflitos, tanto de setores econômicos quanto de setores sociais”, destaca. O planejamento do espaço marinho pode nos trazer informações e subsídios para a promoção de políticas públicas voltadas para conservação do ambiente marinho, porque a gente consegue conhecer melhor esses espaços                                                    LUCAS PEIXOTO TEIXEIRA                                                              Cientista ambiental As informações podem embasar a gestão do litoral cearense com maior precisão, como acrescenta Marcelo Soares. “Nós estamos na era do conhecimento e o desenvolvimento sustentável só vem com muito conhecimento. Isso permite uma tomada de decisão melhor sobre os projetos, ideias e planos que desenvolvidos”.

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Ceará entra na pré-estação chuvosa com déficit de 54 mil cisternas: ‘Vivi 73 anos sem água encanada’

Entre 2015 e 2020, a queda na construção destes equipamentos no Ceará chegou a 94,5% em relação a 2014, ano no qual mais se adotou essa tecnologia de combate à seca (149 mil unidades) Foto: Reprodução Redes Sociais Abrir as torneiras de casa e ver a água cair – uma cena que, em pleno século XXI era para ser natural – sempre foi uma realidade distante para a agricultora Maria Moreira. Por mais de sete décadas, ela nunca teve água disponível em sua casa, no Sul do Estado. “Vivi 73 anos sem água encanada”. O caso da idosa não é uma exceção no Ceará. Atualmente, no início desta pré-estação chuvosa, cerca de 54 mil famílias convivem com dificuldades no abastecimento e se veem obrigadas a caminhar longas distâncias para colher água em açudes e poços – isso quando a chuva é generosa e enche esses locais. Para driblar a dura realidade, esses cearenses necessitam de programas assistenciais que possam garantir acesso à água. A construção de cisternas de placas é um deles. Cisterna é um elemento prático e objetivo de convivência com o semiárido. No período chuvoso, ela capata a água da chuva e, nos demais meses de estiagem, os moradores que têm o equipamento instalado ao lado de suas casas passam a ter acesso a água potável. QUEDA NOS INVESTIMENTOS   O programa do governo Federal criado para construir essas cisterna e trazer segurança hídrica ao sertanejo tem recebido menos investimentos nos últimos anos. Entre 2015 e 2020, a queda na construção destes equipamentos no Ceará chegou a 94,5% em relação a 2014, ano no qual mais se adotou essa tecnologia de combate à seca (149 mil unidades). Atualmente, a Articulação do Semiárido (ASA) estima que sejam necessárias a construção de 54 mil cisternas no Ceará. Quando observado todo o semiárido brasileiro, este número salta para 350 mil unidades de déficit. A ASA é uma rede de organizações sociais que está presente em todo o semiárido – nos noves estados nordestinos, mais a região norte de Minas Gerais. Há 21 anos essa rede mobiliza instituições sociais para melhorar a qualidade de vida dos sertanejos. REGIÃO Programa de cisterna registra redução de 94% em seis anos O coordenador executivo da ASA-CE, Marcos Jacinto, mostra preocupação com a descontinuidade nos repasses por parte do governo Federal para construção das cisternas. “Há um número significativo de famílias no Estado que não tem acesso á água potável”, lembra.  Conforme Marcos, o programa de cisternas, iniciado em 2013, tem “passado por um processo de diminuição [de investimento] desde 2016, a ponto de que em 2019 e 2020 nós não tivemos nenhum recurso federal para execução dessa política”.  Isso é muito preocupante. Ainda estamos passando por um processo de pandemia, onde a necessidade de acesso à água se torna cada vez mais evidente para famílias do semiárido e comunidades difusas.                                                  MARCOS JACINTO                                      Coordenador executivo da ASA-CE O Ministério da Cidadania reconheceu que a crise econômica e a escassez de material tiveram impacto na construção de cisternas, e disse estar adotando medidas para fortalecer o programa. MOBILIZAÇÃO Diante deste cenário de ausência de recursos, a ASA se mobilizou e lançou a campanha “Tenho sede”, cujo objetivo é receber doações para dar continuidade à construção de cisternas. Até agora, já foram 230 mil equipamentos construídos. Dona Maria Moreira foi uma das contempladas. Para ela, ter a cisterna ao lado da casa é a “concretização de um sonho”. A idosa, moradora da cidade de Caririaçu, revela que durante anos precisou caminhar longos percursos para ter acesso ao líquido. Uma saga cansativa. “Ia buscar os baldinhos lá no açude. É longe. Era muito difícil. Sonhei muito com essa cisterna. Não vai mais faltar água”, comemora.  Jacinto explica que todas as cisternas são edificadas ao lado da casa das famílias. “Elas não precisam se deslocar vários quilômetros, muitas vezes em cima de um animal, em carroças, utilizando vários meios para acessar a água para consumo humano”.  16 MIL Essa é a capacidade de armazenamento de uma cisterna de primeira placa. Esse volume atende a uma família de cinco pessoas por oito meses Após a construção do equipamento e a certeza de que não faltará água, a agricultora já faz planos para o uso da água. “Vou lavar minha casa. Tomar banho, cozinha, beber. Vai ser tudo uma maravilha. Lavar roupa sem ser com água com lama. É uma mudança de vida”, completa Maria Moreira.  Essa e outras cisternas construídas pela ASA passam por uma espécie de processo de triagem. Mauricio Ribeiro, técnico de acompanhamento de cisternas da ASA, explica que antes da construção, “uma equipe vai à comunidade, reúne as famílias que têm pretenção de receber o equipamento e faz o enquadramento”.  REGIÃO Investimento para construção de cisterna retrai 92% em oito anos Após este processo, é agendada uma data para construção. “Leva em torno de 3 a 4 dias para ficar pronta”, detalha Maurício. Ele acrescenta que o grande objetivo dessa ação da ASA é garantir água de qualidade na casa dos cearenses. Na cidade de Caririaçu, além da cisterna construída ao lado da casa de Dona Maria, outras 27 foram edificadas. “Depois a gente retorna ao local para ver como a família está se comportando com a cisterna, saber se ela está usando direitinho e se há alguma dúvida”. Fonte: Diário do Nordeste

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Ceará entra na pré-estação chuvosa com déficit de 54 mil cisternas: ‘Vivi 73 anos sem água encanada’

Entre 2015 e 2020, a queda na construção destes equipamentos no Ceará chegou a 94,5% em relação a 2014, ano no qual mais se adotou essa tecnologia de combate à seca (149 mil unidades) Foto: Reprodução Redes Sociais Abrir as torneiras de casa e ver a água cair – uma cena que, em pleno século XXI era para ser natural – sempre foi uma realidade distante para a agricultora Maria Moreira. Por mais de sete décadas, ela nunca teve água disponível em sua casa, no Sul do Estado. “Vivi 73 anos sem água encanada”. O caso da idosa não é uma exceção no Ceará. Atualmente, no início desta pré-estação chuvosa, cerca de 54 mil famílias convivem com dificuldades no abastecimento e se veem obrigadas a caminhar longas distâncias para colher água em açudes e poços – isso quando a chuva é generosa e enche esses locais. Para driblar a dura realidade, esses cearenses necessitam de programas assistenciais que possam garantir acesso à água. A construção de cisternas de placas é um deles. Cisterna é um elemento prático e objetivo de convivência com o semiárido. No período chuvoso, ela capata a água da chuva e, nos demais meses de estiagem, os moradores que têm o equipamento instalado ao lado de suas casas passam a ter acesso a água potável. QUEDA NOS INVESTIMENTOS   O programa do governo Federal criado para construir essas cisterna e trazer segurança hídrica ao sertanejo tem recebido menos investimentos nos últimos anos. Entre 2015 e 2020, a queda na construção destes equipamentos no Ceará chegou a 94,5% em relação a 2014, ano no qual mais se adotou essa tecnologia de combate à seca (149 mil unidades). Atualmente, a Articulação do Semiárido (ASA) estima que sejam necessárias a construção de 54 mil cisternas no Ceará. Quando observado todo o semiárido brasileiro, este número salta para 350 mil unidades de déficit. A ASA é uma rede de organizações sociais que está presente em todo o semiárido – nos noves estados nordestinos, mais a região norte de Minas Gerais. Há 21 anos essa rede mobiliza instituições sociais para melhorar a qualidade de vida dos sertanejos. REGIÃO Programa de cisterna registra redução de 94% em seis anos O coordenador executivo da ASA-CE, Marcos Jacinto, mostra preocupação com a descontinuidade nos repasses por parte do governo Federal para construção das cisternas. “Há um número significativo de famílias no Estado que não tem acesso á água potável”, lembra.  Conforme Marcos, o programa de cisternas, iniciado em 2013, tem “passado por um processo de diminuição [de investimento] desde 2016, a ponto de que em 2019 e 2020 nós não tivemos nenhum recurso federal para execução dessa política”.  Isso é muito preocupante. Ainda estamos passando por um processo de pandemia, onde a necessidade de acesso à água se torna cada vez mais evidente para famílias do semiárido e comunidades difusas.                                                  MARCOS JACINTO                                      Coordenador executivo da ASA-CE O Ministério da Cidadania reconheceu que a crise econômica e a escassez de material tiveram impacto na construção de cisternas, e disse estar adotando medidas para fortalecer o programa. MOBILIZAÇÃO Diante deste cenário de ausência de recursos, a ASA se mobilizou e lançou a campanha “Tenho sede”, cujo objetivo é receber doações para dar continuidade à construção de cisternas. Até agora, já foram 230 mil equipamentos construídos. Dona Maria Moreira foi uma das contempladas. Para ela, ter a cisterna ao lado da casa é a “concretização de um sonho”. A idosa, moradora da cidade de Caririaçu, revela que durante anos precisou caminhar longos percursos para ter acesso ao líquido. Uma saga cansativa. “Ia buscar os baldinhos lá no açude. É longe. Era muito difícil. Sonhei muito com essa cisterna. Não vai mais faltar água”, comemora.  Jacinto explica que todas as cisternas são edificadas ao lado da casa das famílias. “Elas não precisam se deslocar vários quilômetros, muitas vezes em cima de um animal, em carroças, utilizando vários meios para acessar a água para consumo humano”.  16 MIL Essa é a capacidade de armazenamento de uma cisterna de primeira placa. Esse volume atende a uma família de cinco pessoas por oito meses Após a construção do equipamento e a certeza de que não faltará água, a agricultora já faz planos para o uso da água. “Vou lavar minha casa. Tomar banho, cozinha, beber. Vai ser tudo uma maravilha. Lavar roupa sem ser com água com lama. É uma mudança de vida”, completa Maria Moreira.  Essa e outras cisternas construídas pela ASA passam por uma espécie de processo de triagem. Mauricio Ribeiro, técnico de acompanhamento de cisternas da ASA, explica que antes da construção, “uma equipe vai à comunidade, reúne as famílias que têm pretenção de receber o equipamento e faz o enquadramento”.  REGIÃO Investimento para construção de cisterna retrai 92% em oito anos Após este processo, é agendada uma data para construção. “Leva em torno de 3 a 4 dias para ficar pronta”, detalha Maurício. Ele acrescenta que o grande objetivo dessa ação da ASA é garantir água de qualidade na casa dos cearenses. Na cidade de Caririaçu, além da cisterna construída ao lado da casa de Dona Maria, outras 27 foram edificadas. “Depois a gente retorna ao local para ver como a família está se comportando com a cisterna, saber se ela está usando direitinho e se há alguma dúvida”. Fonte: Diário do Nordeste

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