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Justiça suspende decisão da Câmara de Barbalha que retirou obrigatoriedade da CLT para funcionários públicos

O projeto é de autoria do próprio prefeito, Guilherme Saraiva (PDT) Foto: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi A Câmara Municipal de Barbalha aprovou no último dia 9 de dezembro, o projeto do prefeito Guilherme Saraiva (PDT) de alterar a Lei Orgânica do Município e retirar a obrigatoriedade do servidor público ser regido pela Consolidação de Leis do Trabalho (CLT). O projeto foi aprovado com 11 votos a favor e 4 contra. Nessa última terça-feira (14), a juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Barbalha suspendeu a decisão da Câmara por descumprimento do Regimento Interno, que exige formação de comissão especial para apreciar projetos de mudança na Lei Orgânica. No dia da votação do projeto, o advogado Joseildon Fernandes discursou falando da inconstitucionalidade da decisão. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Barbalha (SINDMUB), Marciano Santos, reforça que os servidores do município continuarão lutando contra o projeto.

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O projeto é de autoria do próprio prefeito, Guilherme Saraiva (PDT) Foto: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi A Câmara Municipal de Barbalha aprovou no último dia 9 de dezembro, o projeto do prefeito Guilherme Saraiva (PDT) de alterar a Lei Orgânica do Município e retirar a obrigatoriedade do servidor público ser regido pela Consolidação de Leis do Trabalho (CLT). O projeto foi aprovado com 11 votos a favor e 4 contra. Nessa última terça-feira (14), a juíza de Direito da 2ª Vara Cível da Comarca de Barbalha suspendeu a decisão da Câmara por descumprimento do Regimento Interno, que exige formação de comissão especial para apreciar projetos de mudança na Lei Orgânica. No dia da votação do projeto, o advogado Joseildon Fernandes discursou falando da inconstitucionalidade da decisão. O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Barbalha (SINDMUB), Marciano Santos, reforça que os servidores do município continuarão lutando contra o projeto.

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Icasa não ganha verba da Copa do Brasil 2022 por conta de dívidas trabalhistas

CBF está bloqueando o valor – mas a causa está praticamente ganha pelo Icasa Foto: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi O Icasa conquistou vaga na Copa do Brasil 2022 e contava com a verba paga pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), referente à participação do clube na competição, para equilibrar as contas. O Verdão do Cariri está com dívidas trabalhistas acumuladas que já somam mais de R$ 15 milhões. No entanto, a CBF bloqueou o valor de R$ 560 mil que seria pago ao clube a pedido dos advogados. A informação é do diretor financeiro do Icasa, Celso Pontes, dada ao Portal Torcida K. “O Icasa receberia no primeiro jogo R$ 560 mil e a CBF iria adiantar um valor para pagar aqui algumas contas que ficaram do Campeonato Cearense, da Copa Fares Lopes. Mas, já existe lá um bloqueio a pedido dos advogados. O Icasa hoje está com esse valor bloqueado. Uma notícia muito ruim, porque a gente esperava isso para formar um bom time para o Campeonato Cearense e agora é repensar o que vai acontecer e entrar na justiça para tentar desbloquear esse dinheiro” O processo já existente diz respeito a um valor de R$ 52 milhões que a CBF deve ao Icasa desde 2014. A CBF não aceitou fazer o repasse do dinheiro nem acordo e, com isso, o Icasa continua na mesma situação. Celso Pontes diz que a causa já está praticamente ganha pelo Icasa, mas que não há previsão de quando pode ser resolvido. A diretoria segue tentando fazer o acordo, já que o dinheiro é a única solução para a situação financeira e para que o clube sobreviva.

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CBF está bloqueando o valor – mas a causa está praticamente ganha pelo Icasa Foto: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi O Icasa conquistou vaga na Copa do Brasil 2022 e contava com a verba paga pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), referente à participação do clube na competição, para equilibrar as contas. O Verdão do Cariri está com dívidas trabalhistas acumuladas que já somam mais de R$ 15 milhões. No entanto, a CBF bloqueou o valor de R$ 560 mil que seria pago ao clube a pedido dos advogados. A informação é do diretor financeiro do Icasa, Celso Pontes, dada ao Portal Torcida K. “O Icasa receberia no primeiro jogo R$ 560 mil e a CBF iria adiantar um valor para pagar aqui algumas contas que ficaram do Campeonato Cearense, da Copa Fares Lopes. Mas, já existe lá um bloqueio a pedido dos advogados. O Icasa hoje está com esse valor bloqueado. Uma notícia muito ruim, porque a gente esperava isso para formar um bom time para o Campeonato Cearense e agora é repensar o que vai acontecer e entrar na justiça para tentar desbloquear esse dinheiro” O processo já existente diz respeito a um valor de R$ 52 milhões que a CBF deve ao Icasa desde 2014. A CBF não aceitou fazer o repasse do dinheiro nem acordo e, com isso, o Icasa continua na mesma situação. Celso Pontes diz que a causa já está praticamente ganha pelo Icasa, mas que não há previsão de quando pode ser resolvido. A diretoria segue tentando fazer o acordo, já que o dinheiro é a única solução para a situação financeira e para que o clube sobreviva.

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Lula presta solidariedade a Ciro e Cid Gomes ‘por terem casas invadidas’ pela PF

O ex-presidente Lula (PT) manifestou sua “solidariedade” a Ciro Gomes(PDT-CE) após o presidenciável e seus irmãos Cid e Lúcio Gomes terem sido alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta (15) contra supostos desvios de recursos públicos nas obras do estádio Castelão, no Ceará. Foto: Reprodução/Instagram A PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça. “Quero prestar minha solidariedade ao senador Cid Gomes e ao pré-candidato a presidente Ciro Gomes, que tiveram suas casas invadidas sem necessidade, sem serem intimados para depor e sem levar em conta a trajetória de vida idônea dos dois. Eles merecem ser respeitados”, postou Lula em sua conta no Twitter. Ciro falou à coluna após a deflagração da operação e afirmou ter “absoluta segurança de que é ordem de Bolsonaro, tal a violência e arbitrariedade”. De acordo com Ciro Gomes, a origem do inquérito é uma delação premiada de “uma pessoa que diz na própria delação que nunca falou comigo”. Fonte Jornal O Estado

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O ex-presidente Lula (PT) manifestou sua “solidariedade” a Ciro Gomes(PDT-CE) após o presidenciável e seus irmãos Cid e Lúcio Gomes terem sido alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta quarta (15) contra supostos desvios de recursos públicos nas obras do estádio Castelão, no Ceará. Foto: Reprodução/Instagram A PF cumpre 14 mandados de busca e apreensão determinados pela Justiça. “Quero prestar minha solidariedade ao senador Cid Gomes e ao pré-candidato a presidente Ciro Gomes, que tiveram suas casas invadidas sem necessidade, sem serem intimados para depor e sem levar em conta a trajetória de vida idônea dos dois. Eles merecem ser respeitados”, postou Lula em sua conta no Twitter. Ciro falou à coluna após a deflagração da operação e afirmou ter “absoluta segurança de que é ordem de Bolsonaro, tal a violência e arbitrariedade”. De acordo com Ciro Gomes, a origem do inquérito é uma delação premiada de “uma pessoa que diz na própria delação que nunca falou comigo”. Fonte Jornal O Estado

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Malta é o primeiro a liberar uso recreativo de maconha

Foto: Reprodução/Redes Sociais O Parlamento de Malta, país insular no mar Mediterrâneo, aprovou, nesta terça-feira (14), o cultivo pessoal e o uso recreativo da maconha, tornando-se o primeiro país europeu a homologar uma legislação do tipo. O texto foi aprovado por 36 votos a 27, sendo que todos os governistas (de centro-esquerda) votaram a favor da medida, ao contrário da oposição. Vários países da União Europeia já descriminalizaram o consumo e possuem modelos tolerantes à droga, mas as leis ainda são consideradas pouco claras. Na Holanda, por exemplo, cerca de 150 cafeterias têm licença para comercializar a substância, ainda que a venda de maconha seja proibida no país –a aparente contradição se explica na “política da tolerância” adotada por Amsterdã há pelo menos quatro décadas. Por lá, os chamados coffeeshops devem vender no máximo 5 gramas de maconha por pessoa, nunca para menores de idade, e não podem ter mais do que 500 gramas no estabelecimento. Em Portugal, a posse e o consumo de Cannabis e de outras drogas foram descriminalizados em 2001. Só é considerado crime se a pessoa estiver com mais de dez doses da substância. A Espanha, por sua vez, admite a produção para consumo pessoal, mas o comércio e o consumo em público são proibidos. Já Luxemburgo havia anunciado em outubro sua intenção de autorizar o cultivo de maconha em casa e seu consumo na esfera privada, mas o parlamento ainda não aprovou a medida. Soma-se aos esforços europeus o desejo do novo governo alemão de legalizar o uso recreativo. Em Malta, a expectativa é que o texto aprovado pelo Parlamento seja ratificado pelo presidente George Vella, que é médico. Quando ele entrar em vigor, maiores de 18 anos estarão autorizados a ter no máximo 7 gramas de maconha e a cultivar até quatro plantas, independentemente do número de residentes no imóvel. Fonte: Jornal O Estado

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Foto: Reprodução/Redes Sociais O Parlamento de Malta, país insular no mar Mediterrâneo, aprovou, nesta terça-feira (14), o cultivo pessoal e o uso recreativo da maconha, tornando-se o primeiro país europeu a homologar uma legislação do tipo. O texto foi aprovado por 36 votos a 27, sendo que todos os governistas (de centro-esquerda) votaram a favor da medida, ao contrário da oposição. Vários países da União Europeia já descriminalizaram o consumo e possuem modelos tolerantes à droga, mas as leis ainda são consideradas pouco claras. Na Holanda, por exemplo, cerca de 150 cafeterias têm licença para comercializar a substância, ainda que a venda de maconha seja proibida no país –a aparente contradição se explica na “política da tolerância” adotada por Amsterdã há pelo menos quatro décadas. Por lá, os chamados coffeeshops devem vender no máximo 5 gramas de maconha por pessoa, nunca para menores de idade, e não podem ter mais do que 500 gramas no estabelecimento. Em Portugal, a posse e o consumo de Cannabis e de outras drogas foram descriminalizados em 2001. Só é considerado crime se a pessoa estiver com mais de dez doses da substância. A Espanha, por sua vez, admite a produção para consumo pessoal, mas o comércio e o consumo em público são proibidos. Já Luxemburgo havia anunciado em outubro sua intenção de autorizar o cultivo de maconha em casa e seu consumo na esfera privada, mas o parlamento ainda não aprovou a medida. Soma-se aos esforços europeus o desejo do novo governo alemão de legalizar o uso recreativo. Em Malta, a expectativa é que o texto aprovado pelo Parlamento seja ratificado pelo presidente George Vella, que é médico. Quando ele entrar em vigor, maiores de 18 anos estarão autorizados a ter no máximo 7 gramas de maconha e a cultivar até quatro plantas, independentemente do número de residentes no imóvel. Fonte: Jornal O Estado

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Alckmin deixa futuro em aberto ao sair do PSDB após 33 anos

Fundador do PSDB e tucano há mais de 30 anos, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin concretizou, nesta quarta-feira (15), sua saída do PSDB –movimento ensaiado há meses. Aliados apostam, porém, que a decisão sobre a nova filiação deve ocorrer apenas no ano que vem. Foto: Reprodução/Instagram A mudança do ex-governador tem relação com seus planos eleitorais para 2022, que não poderiam ser viabilizados no PSDB. Alckmin avalia duas opções. A primeira é a filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, para concorrer ao Governo de São Paulo e tentar novamente sentar na cadeira que já ocupou por mais de 12 anos. A segunda é integrar a chapa do ex-presidente Lula (PT) como candidato a vice-presidente –nesse caso a filiação mais provável seria ao PSB. A aproximação com o petista, confirmada por ambos, tem torcedores e detratores no mundo político. Em encontro com dirigentes de centrais sindicais, no dia 29 de novembro, Alckmin obteve apoio para a dobradinha e disse que a hipótese caminhava. Alckmin lidera as pesquisas para o Governo de São Paulo, algo que rivais minimizam atribuindo a recall. Mas, se migrasse sua candidatura para o plano nacional, abriria espaço, no estado, para Márcio França (PSB) e Fernando Haddad (PT), que tentariam buscar alguma composição. Depois de sofrer, em 2018, a pior derrota do PSDB em eleições presidenciais, terminando com 4,76%, Alckmin pretendia retomar o Palácio dos Bandeirantes em 2022. Viu seus planos frustrados em maio, quando o atual governador, João Doria (PSDB), filiou seu vice, Rodrigo Garcia, ao PSDB, para ser o candidato tucano a sua sucessão. Desde então, Alckmin abriu conversas com diversas siglas e, em paralelo, tornou-se opção de vice para Lula. Agora rival de Doria, de quem foi padrinho político, Alckmin decidiu só se desfiliar do PSDB após as prévias presidenciais tucanas para dar seu voto a Eduardo Leite (RS), a quem ajudou na campanha, articulando apoios em São Paulo. Parte dos tucanos trabalhou para manter Alckmin no partido –inclusive Doria afirmou que preferia sua permanência. Para isso, porém, o ex-governador teria que concorrer ao Senado ou à Câmara, algo que descartou. Nesta quarta, em rede social, Alckmin diz que é hora “de traçar um novo caminho” após 33 anos no partido. “Um soldado sempre pronto para combater o bom combate com entusiasmo e lealdade. Agora, chegou a hora da despedida.” Alckmin, que costuma lembrar ter sido a sétima assinatura na fundação do PSDB, confirmou em agosto que estava de saída do tucanato, diante da escolha de Doria por Garcia. A ironia é ter sido Alckmin o responsável por colocar Doria na vida pública. Embora a relação entre padrinho e afilhado já estivesse deteriorada há mais tempo, a saída do PSDB consolida a rivalidade entre eles. Doria, que já é visto com muitas ressalvas entre tucanos, terá que arcar com mais um desgaste interno. A filiação de Garcia agravou a oposição entre simpatizantes de Doria e Alckmin no partido e ocasionou o rompimento do presidente do DEM, ACM Neto, com o governador de São Paulo, que tenta conquistar aliados para sua candidatura ao Planalto. Alckmin, que já foi governador por mais de 12 anos em quatro mandatos, lidera a corrida eleitoral com 26% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Em seguida aparecem Haddad (PT), com 17%; França (PSB, com 15%, empatado tecnicamente com o petista) e o líder de movimentos de moradia Guilherme Boulos (PSOL, com 11%). Em um cenário sem Alckmin, Garcia aparece em quinto lugar, com 5%. A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de setembro com 2.034 pessoas em 70 cidades do estado. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Alckmin tem até abril de 2022 para se filiar a alguma sigla com o objetivo de concorrer na eleição. Aliado de França, que foi seu vice-governador e também é pré-candidato ao Governo de São Paulo, Alckmin pode repetir essa chapa em 2022. Aliados de Doria afirmam que foram dadas opções a Alckmin –a de concorrer em prévias estaduais contra Garcia ou de disputar uma vaga no Congresso. O prazo de inscrição nas prévias estaduais se encerrou em 20 de setembro, com apenas Garcia inscrito, o que consolidou o processo de saída de Alckmin do PSDB. A candidatura de Garcia foi homologada em novembro. Parte dos tucanos aliados de Alckmin chegou a estimular o ex-governador a concorrer nas prévias, mas ele se recusou, argumentando que a disputa seria desleal e que não tinha confiança no processo –já que Doria e Garcia têm usado recursos de programas do estado e filiações para ampliar sua base política. A decisão de concorrer em 2022 marca o fim de uma espécie de período sabático de Alckmin, que se dedicou à medicina desde a derrota de 2018. Alckmin faz curso de acupuntura no Hospital das Clínicas e, por isso, atende no ambulatório semanalmente. Ele também dá aulas na Uninove, onde faz doutorado. Mesmo assim, o ex-governador não parou completamente sua atividade política. Conforme as eleições se aproximam, Alckmin tem intensificado suas visitas ao interior, reuniões com sindicatos e cafezinhos com políticos para afinar uma coligação de apoio. Alckmin é conhecido pelo estilo interiorano, simples, simpático e contador de histórias –estratégia usada também para se esquivar de embates e posicionamentos contundentes. É, nesse sentido, representante da característica tucana de ficar “em cima do muro”. Tudo isso contrasta com o hábito dinâmico e marqueteiro do afilhado João Doria. Quando Doria chegou ao Palácio dos Bandeirantes, casa de Alckmin nos anos anteriores, reformou toda a sede do governo, trocando os móveis antigos e clássicos por tons de cinza e preto. Alckmin bancou, em 2016, a candidatura de Doria à Prefeitura de São Paulo, se opondo a outros tucanos históricos no processo de prévias, como Ricardo Tripoli (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD), que deixou o PSDB contrariado com Doria. Na época, o ex-senador José Aníbal (PSDB) e o ex-governador Alberto Goldman (PSDB) acusaram Doria de abuso de poder econômico na eleição interna. Até então, era Alckmin que sustentava o

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Alckmin deixa futuro em aberto ao sair do PSDB após 33 anos

Fundador do PSDB e tucano há mais de 30 anos, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin concretizou, nesta quarta-feira (15), sua saída do PSDB –movimento ensaiado há meses. Aliados apostam, porém, que a decisão sobre a nova filiação deve ocorrer apenas no ano que vem. Foto: Reprodução/Instagram A mudança do ex-governador tem relação com seus planos eleitorais para 2022, que não poderiam ser viabilizados no PSDB. Alckmin avalia duas opções. A primeira é a filiação ao PSD, de Gilberto Kassab, para concorrer ao Governo de São Paulo e tentar novamente sentar na cadeira que já ocupou por mais de 12 anos. A segunda é integrar a chapa do ex-presidente Lula (PT) como candidato a vice-presidente –nesse caso a filiação mais provável seria ao PSB. A aproximação com o petista, confirmada por ambos, tem torcedores e detratores no mundo político. Em encontro com dirigentes de centrais sindicais, no dia 29 de novembro, Alckmin obteve apoio para a dobradinha e disse que a hipótese caminhava. Alckmin lidera as pesquisas para o Governo de São Paulo, algo que rivais minimizam atribuindo a recall. Mas, se migrasse sua candidatura para o plano nacional, abriria espaço, no estado, para Márcio França (PSB) e Fernando Haddad (PT), que tentariam buscar alguma composição. Depois de sofrer, em 2018, a pior derrota do PSDB em eleições presidenciais, terminando com 4,76%, Alckmin pretendia retomar o Palácio dos Bandeirantes em 2022. Viu seus planos frustrados em maio, quando o atual governador, João Doria (PSDB), filiou seu vice, Rodrigo Garcia, ao PSDB, para ser o candidato tucano a sua sucessão. Desde então, Alckmin abriu conversas com diversas siglas e, em paralelo, tornou-se opção de vice para Lula. Agora rival de Doria, de quem foi padrinho político, Alckmin decidiu só se desfiliar do PSDB após as prévias presidenciais tucanas para dar seu voto a Eduardo Leite (RS), a quem ajudou na campanha, articulando apoios em São Paulo. Parte dos tucanos trabalhou para manter Alckmin no partido –inclusive Doria afirmou que preferia sua permanência. Para isso, porém, o ex-governador teria que concorrer ao Senado ou à Câmara, algo que descartou. Nesta quarta, em rede social, Alckmin diz que é hora “de traçar um novo caminho” após 33 anos no partido. “Um soldado sempre pronto para combater o bom combate com entusiasmo e lealdade. Agora, chegou a hora da despedida.” Alckmin, que costuma lembrar ter sido a sétima assinatura na fundação do PSDB, confirmou em agosto que estava de saída do tucanato, diante da escolha de Doria por Garcia. A ironia é ter sido Alckmin o responsável por colocar Doria na vida pública. Embora a relação entre padrinho e afilhado já estivesse deteriorada há mais tempo, a saída do PSDB consolida a rivalidade entre eles. Doria, que já é visto com muitas ressalvas entre tucanos, terá que arcar com mais um desgaste interno. A filiação de Garcia agravou a oposição entre simpatizantes de Doria e Alckmin no partido e ocasionou o rompimento do presidente do DEM, ACM Neto, com o governador de São Paulo, que tenta conquistar aliados para sua candidatura ao Planalto. Alckmin, que já foi governador por mais de 12 anos em quatro mandatos, lidera a corrida eleitoral com 26% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Em seguida aparecem Haddad (PT), com 17%; França (PSB, com 15%, empatado tecnicamente com o petista) e o líder de movimentos de moradia Guilherme Boulos (PSOL, com 11%). Em um cenário sem Alckmin, Garcia aparece em quinto lugar, com 5%. A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de setembro com 2.034 pessoas em 70 cidades do estado. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Alckmin tem até abril de 2022 para se filiar a alguma sigla com o objetivo de concorrer na eleição. Aliado de França, que foi seu vice-governador e também é pré-candidato ao Governo de São Paulo, Alckmin pode repetir essa chapa em 2022. Aliados de Doria afirmam que foram dadas opções a Alckmin –a de concorrer em prévias estaduais contra Garcia ou de disputar uma vaga no Congresso. O prazo de inscrição nas prévias estaduais se encerrou em 20 de setembro, com apenas Garcia inscrito, o que consolidou o processo de saída de Alckmin do PSDB. A candidatura de Garcia foi homologada em novembro. Parte dos tucanos aliados de Alckmin chegou a estimular o ex-governador a concorrer nas prévias, mas ele se recusou, argumentando que a disputa seria desleal e que não tinha confiança no processo –já que Doria e Garcia têm usado recursos de programas do estado e filiações para ampliar sua base política. A decisão de concorrer em 2022 marca o fim de uma espécie de período sabático de Alckmin, que se dedicou à medicina desde a derrota de 2018. Alckmin faz curso de acupuntura no Hospital das Clínicas e, por isso, atende no ambulatório semanalmente. Ele também dá aulas na Uninove, onde faz doutorado. Mesmo assim, o ex-governador não parou completamente sua atividade política. Conforme as eleições se aproximam, Alckmin tem intensificado suas visitas ao interior, reuniões com sindicatos e cafezinhos com políticos para afinar uma coligação de apoio. Alckmin é conhecido pelo estilo interiorano, simples, simpático e contador de histórias –estratégia usada também para se esquivar de embates e posicionamentos contundentes. É, nesse sentido, representante da característica tucana de ficar “em cima do muro”. Tudo isso contrasta com o hábito dinâmico e marqueteiro do afilhado João Doria. Quando Doria chegou ao Palácio dos Bandeirantes, casa de Alckmin nos anos anteriores, reformou toda a sede do governo, trocando os móveis antigos e clássicos por tons de cinza e preto. Alckmin bancou, em 2016, a candidatura de Doria à Prefeitura de São Paulo, se opondo a outros tucanos históricos no processo de prévias, como Ricardo Tripoli (PSDB) e Andrea Matarazzo (PSD), que deixou o PSDB contrariado com Doria. Na época, o ex-senador José Aníbal (PSDB) e o ex-governador Alberto Goldman (PSDB) acusaram Doria de abuso de poder econômico na eleição interna. Até então, era Alckmin que sustentava o

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