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População reclama do atendimento da Enel

Desorganização da fila e tratamento da equipe são as principais reclamações Imagens: Lucas Vieira/Agência Cariri Ensi Agência Cariri Ensi Na manhã desta sexta-feira (27), a loja física da Enel em Juazeiro do Norte amanheceu com mais uma fila para atendimento. A população foi obrigada a esperar do lado de fora da agência, com apenas uma pequena tenda protegendo-os do sol, sem cadeira apesar da idade de algumas das pessoas e amontoados mesmo com a pandemia. Além da desorganização da fila, a qualidade do atendimento também foi alvo de críticas, seja pela demora da solução dos problemas – onde o “sistema lento” foi o culpado – ou pelo tratamento abaixo do esperado oferecido pela equipe, com pessoas exigindo mais respeito e educação.

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Balanço Geral da Câmara de Juazeiro do Norte – Vereadores se exaltam por conta de dívida da Viametro

Vereadores discordam sobre a responsabilidade de Juazeiro do Norte pagar a dívida da empresa de ônibus Foto: Lucas Vieira/Agência Cariri Ensi Agência Cariri En Si Após a divulgação da planilha de contas da Viametro que foi entregue ao Poder Executivo de Juazeiro do Norte, que pede que o município pague sua dívida de mais de 3 milhões de reais, o assunto principal na Câmara de Vereadores não poderia ser outro. Os vereadores tinham opiniões divergentes quanto ao assunto Viametro. Enquanto alguns defendiam que a dívida fosse paga o quanto antes para não prejudicar a população com a falta de transporte, outros alegaram que não é responsabilidade do município arcar com a dívida da empresa, tendo em vista que Juazeiro não pagou pelo prejuízo de outros trabalhadores e a Viametro é uma empresa gigante. A discordância resultou em uma exaltação de ânimos entre os vereadores que tomou maior parte da sessão. Ainda entre os destaques da reunião está a situação dos psicólogos da cidade que não estão tendo a sua carga horária de 30 horas semanais respeitada pela Secretaria de Saúde, sendo constrangidos a trabalhar 40 horas por semana por medo de retaliação numa atitude que a classe médica chama de “abuso de poder”. Assista o vídeo:

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Eduardo Bolsonaro é vacinado contra Covid por Queiroga

O deputado agradeceu ao pai Jair Bolsonaro pela compra de imunizantes Foto: Reprodução O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi vacinado contra a Covid-19 pelas mãos do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e postou um vídeo nas redes sociais na noite dessa quarta-feira (25). Sem máscara durante a aplicação do imunizante, ele brincou dizendo que “não é só ministro não, ele sabe aplicar mesmo”. Em seguida, os dois posaram para uma foto segurando a carteirinha de vacinação. Junto com o vídeo, o deputado publicou uma legenda na qual agradecia ao “Governo Bolsonaro e ao @minsaude”. “O Brasil bateu hoje a marca de 180 milhões de doses de vacinas aplicadas e +215 milhões já distribuídas – toda vacina no Brasil foi comprada pelo governo Bolsonaro. E hoje também foi a minha vez, ao lado do próprio Min. @mqueiroga2”, afirmou,  CRÍTICAS No último mês de junho, em uma postagem no Facebook, ao criticar a possível adoção pelo Brasil de um “passaporte de imunização”, o deputado afirmou que as vacinas não seguiram os protocolos e, por isso, reações adversas ocorreram. Em março, o deputado já havia feito uma declaração contrária ao uso de máscaras de proteção contra o coronavírus. Ao criticar a cobertura da imprensa em relação ao uso do acessório disse para “enfiar no rabo” a máscara. “Eu acho uma pena, essa imprensa mequetrefe que a gente tem aqui no Brasil fique dando conta de cobrir apenas a máscara. ‘Ah a máscara, está sem máscara, está com máscara’. Enfia no rabo gente, porra! A gente está lá trabalhando, ralando”, disse o deputado em um vídeo publicado em seu perfil no Instagram.

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Salário mínimo em 2022 deve ficar próximo de R$ 1.170

A nova estimativa para o salário mínimo deve estar na proposta de Orçamento de 2022, a ser enviada ao Congresso até o dia 31 de agosto Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Divulgação O governo deve estimar que o salário mínimo subirá para aproximadamente R$ 1.170 no próximo ano. O valor, porém, tende a ser revisado para cima até o fim do ano, pois a equipe econômica usou parâmetros de inflação defasados para prever a correção do piso salarial, que hoje é de R$ 1.100 por mês. O cálculo do reajuste considera que a inflação (medida pelo INPC) será de 6,2% neste ano. No entanto, as projeções do mercado já apontam para uma inflação acima de 7%. A nova estimativa para o salário mínimo deve estar na proposta de Orçamento de 2022, a ser enviada ao Congresso até o dia 31 de agosto. O projeto orçamentário, portanto, estará distante de um cenário realista. O texto trará parâmetros macroeconômicos defasados e não incluirá medidas tratadas como prioritárias pelo governo, mas que ainda estão em negociação, como a ampliação do Bolsa Família. O governo enviará a proposta ao Legislativo para respeitar o prazo previsto em lei, mas já conta que mudanças terão que ser feitas no texto durante a tramitação, até o fim do ano. Para a elaboração das contas de 2022, a equipe econômica optou por manter a grade de parâmetros econômicos divulgada em julho. No entanto, diante das oscilações do mercado nas últimas semanas, as previsões para os indicadores tiveram mudanças significativas. CENÁRIO DE INFLAÇÃO MAIS FORTE No caso do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que baliza o reajuste do salário mínimo -também é usado em acordos e negociações coletivas de trabalho-, a previsão do Ministério da Economia apresentada em julho considera uma alta de 6,2% no ano, enquanto o mercado e também integrantes do governo esperam um crescimento mais forte. Há duas semanas, o secretário do Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, apresentou um cenário de inflação mais forte e disse que as estimativas do mercado já apontam para um patamar de 7,2% para o INPC no ano. O Ibre FGV (Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas) estima que o índice encerrará o ano em 8%. “O governo vai enviar uma peça [orçamentária] que não tem credibilidade”, disse Juliana Damasceno, economista e pesquisadora de finanças públicas do Instituto. Apesar do aperto no Orçamento, ela defende a regra que impõe a correção do salário mínimo (e das despesas relacionadas ao piso salarial) pelo INPC. “Está havendo uma corrosão do poder de compra das pessoas, dificuldades no setor informal. Então, faz todo sentido a indexação [desses gastos] e que o governo reveja outros tipos de despesas”. IMPORTÂNCIA DA CORREÇÃO DO SALÁRIO MÍNIMO A Constituição determina que o salário mínimo deve garantir a manutenção do poder de compra do trabalhador. Por isso, o valor tem que ser corrigido pela inflação. Para 2021, o governo anunciou o aumento para R$ 1.100, considerando uma projeção do comportamento dos preços no fim do ano passado. Só que a inflação, medida pelo INPC (e divulgado pelo IBGE), foi mais acelerada. Por isso, para o próximo ano, o governo deveria conceder um aumento adicional de aproximadamente R$ 2 no piso salarial. Portanto, o reajuste de 2022 parte de um salário mínimo de cerca de R$ 1.102 por mês. Com o aperto para elaborar um projeto de Orçamento de 2022 dentro das leis fiscais, a equipe econômica ainda avalia se, na proposta a ser encaminhada na próxima semana, já irá ou não contabilizar esse reajuste retroativo de R$ 2. O martelo já foi batido em relação ao aumento de 6,2% -da projeção de inflação divulgada em julho. Por causa desses pontos ainda em discussão, a estimativa do salário mínimo deverá ser alterada até o fim do ano. Por enquanto, na proposta de Orçamento, o valor deve variar entre R$ 1.169 e R$ 1.171 por mês. Essa margem é justamente os R$ 2 de aumento retroativo do ano passado. Contudo, técnicos do governo dizem que o cenário mais provável é que a projeção para o piso nacional seja de R$ 1.169, deixando o aumento retroativo para ser acertado no fim do ano. PRESSÃO NO ORÇAMENTO DE 2022 Isso deve causar uma pressão ainda maior no Orçamento de 2022. Em abril, quando o governo apresentou da LDO (lei que dá as bases para que o Orçamento seja elaborado), a projeção era que o salário mínimo iria para R$ 1.147, mas o valor precisará ser corrigido por causa da aceleração da inflação. Segundo dados do governo, a cada aumento de 0,1 ponto percentual no INPC, há uma expansão de R$ 771,9 milhões nas despesas públicas. O salário mínimo também é o piso pago em benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões. A proposta orçamentária para 2022 deve ser enviada ao Congresso com previsão de R$ 89 bilhões para o pagamento de precatórios -dívidas do governo reconhecidas pela Justiça e sem chance de recurso. Esse gasto, que cresceu fortemente e é tratado pelo ministro Paulo Guedes (Economia) como um meteoro, vai consumir todo o espaço no Orçamento que o governo esperava ter para implementar medidas positivas para o ano eleitoral. As contas para 2022 não incluirão, por exemplo, uma versão turbinada do Bolsa Família. A falta de recursos também deve limitar as verbas para investimentos. O plano do governo é aprovar a PEC (proposta de emenda à Constituição) que parcela precatórios e a reforma do IR (imposto de renda) e conseguir espaço no Orçamento para implementar esses programas em 2022. As duas propostas, no entanto, sofrem com forte resistência de agentes do mercado e de parcela do Congresso. Sem a aprovação, técnicos do governo afirmam que não será possível reforçar programas sociais no ano que vem. Reprodução:Redes Sociais

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Viametro cobra pagamento de dívida de 3 milhões de reais a prefeitura

Planilha enviada ao Poder Executivo lista dívidas que a empresa não pode pagar Foto: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi A Viametro enviou uma planilha contendo todas as despesas que a empresa possui para a prefeitura de Juazeiro do Norte para que o munícipio arque o pagamento. Na folha consta um empréstimo pedido ao Banco Luso Brasileiro e detalha gastos com o preço do oléo diesel, entre outras despesas, que somam um montante que ultrpassam os 3 milhões de reais. Ainda segundo o documento, é inviável o funcionamento dos transportes enquanto as contas estiverem desequilibradas.

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Moradores do Minha Casa, Minha Vida têm receituários rejeitados pelos médicos do PSF

Médicos afirmam que não vão receber receituário assinado por ex-prefeito Arnon Bezerra Imagens: Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi A pedido dos moradores do Minha Casa, Minha Vida, o médico e ex-prefeito de Juazeiro do Norte Arnon Bezerra realizou consultas no condomínio no sábado, dia 20. No entanto, ao encaminhar os moradores para os PSFs, os receituários assinados pelo ex-prefeito foram rejeitados pelos médicos. A informação é de Michel Dantas, síndico do condomínio Minha Casa, Minha Vida que soliticou visita do médico. De acordo com Michel e Irene Ribeiro, uma das moradoras consultadas por Arnon , o PSF recusou o receituário escrito pelo ex-gestor do município, e afirmaram que o atendimento só seria possível se ele tivesse escrito o motivo da consulta. Segundo dona Irene, o mesmo está valendo para Raimundo Macedo, também médico e ex-prefeito de Juazeiro do Norte. Michel ressalta que o condomínio sofre com falta de apoio médico já a alguns anos, o que o obrigou a apelar pelo atendimento de Arnon Bezerra. Com o posicionamento dos médicos, Michel lamenta a situação que os moradores do Minha Casa, Minha Vida estão passando.

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Plano Emergencial de Enfrentamento na Educação é proposto para diminuir perdas na aprendizagem

  Foto: ASCOM/REPRODUÇÃO  A interrupção das aulas presenciais causadas pela pandemia de Covid-19 tem acarretado efeitos com tons de tragédia para a educação brasileira. Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, num cenário pessimista, teremos um retrocesso de quatro anos no ensino fundamental II, tanto em matemática quanto em português. No ensino médio, o retrocesso estimado seria de dois anos. Além disso, o número de jovens sem acesso à educação, os jovens “nem-nem” e a evasão escolar estão em crescimento nesse cenário.  Voltar às aulas presenciais como era antes da pandemia não vai ser suficiente para recuperar o aprendizado daqueles que não conseguiram aprender com as escolas fechadas e ainda avançar. Será necessário um esforço de todos – União, Estados, Municípios, classe política, veículos de comunicação, sindicatos, conselhos e fóruns de educação, grêmios estudantis, empresários, famílias, terceiro setor – para assegurar o direito à aprendizagem de cada um e avançar.  É isso que propõe o deputado federal Idilvan Alencar (PDT-CE), membro da Comissão de Educação e da Frente Parlamentar Mista da Educação, no Projeto de Lei Complementar nº 79/2021, protocolado em maio deste ano, que cria Plano Emergencial de Enfrentamento aos efeitos da calamidade pública nacional decorrente de pandemia internacional de Covid-19 no âmbito da educação – PEE-EDUC.  O PEE-EDUC é um pacto feito por União, Estados e Municípios em torno de um plano para recuperar a educação, que deve prever, dentre outras ações para: oferecer ensino em tempo integral para todos estudantes; zerar a evasão e o abandono escolar; personalizar o aprendizado; disponibilizar tablets e conexões a todos que precisarem.  “Se nada for feito, as consequências serão sentidas por todos nas próximas décadas, na forma de estagnação econômica, pobreza e violência”, pontua Idilvan. “Esse pacto é um mecanismo para nos mobilizar em torno de um objetivo comum: recuperar a aprendizagem dos nossos estudantes”, completa.  O Estado do Ceará deu um passo importante com uma lei enviada pelo Governador Camilo Santana propondo um pacto pela aprendizagem aos municípios e disponibilizando recursos para apoiá-los no esforço da recuperação. O PEE-EDUC tem o propósito de fazer isso em todo o Brasil.

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Cinzas do ex-prefeito Humberto Bezerra são sepultadas em Juazeiro do Norte

Cinzas foram sepultadas no túmulo da família Bezerra de Menezes Foto:Redes Sociais/Reprodução  Agência Cariri Ensi As cinzas do Coronel e ex-prefeito Francisco Humberto Bezerra de Menezes foram trazidas de Fortaleza para serem sepultadas do túmulo da família no Cemitério do Socorro, nesta quarta-feira (25). Ele está no mesmo jagizo onde seus pais e irmãos foram sepultados. Humberto Bezerra faleceu no dia 28 de março, aos 93 anos, em sua casa em Fortaleza. O ex-prefeito se recuperava de uma pequena cirúrgia e já estava com quadro de saúde debilitado. Seu corpo foi cremado no dia 29 de março, um dia após sua morte, e seria trazido para Juazeiro assim que acabasse a pandemia, segundo os planos da família. As cinzas chegaram às 11 horas desta quarta-feira. Os filhos José Bezerra de Menezes, Márcia Bezerra Távora e Denise Bezerram se responsabilizaram por trazê-las. As bençãos foram procedidas pelo padre Cícero José. Francisco Humberto Bezerra de Menezes atuou como prefeito de Juazeiro do Norte de 1963 a 1966; deputado federal de 1967 a 1971, em 1975 e de 1978 a 1979; e vice-governador do estado do Ceará em 1978. Humberto Bezerra era irmão gêmeo do ex-governador do Ceará e também Coronel Adauto Bezerra e tio do ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra.

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O PROTAGONISMO DO STF E A JUDICIALIZAÇÃO DA POLÍTICA (OPINIÃO)

  Foto: APP/Reprodução Atualmente o povo brasileiro está presenciando uma atuação mais contundente do Supremo Tribunal Federal no cenário das decisões relacionadas às questões de cunho político. Diante desse cenário algumas perguntas vêm à baila. Esse destaque do Judiciário revela avanço ou prejuízo ao funcionamento da democracia? Abusar desse instrumento pode colocar em risco a sobrevivência das instituições democráticas? Essa atividade mais incisiva e atuante no campo político tem causado divergentes opiniões nas instituições estatais e principalmente nas searas legislativas e executivas, por acreditarem que essa postura dominante do Judiciário tem ultrapassado o limite constitucional previsto para a sua atuação, tornando-se um verdadeiro legislador positivo, interferindo diretamente na atuação do Legislativo, órgão constitucionalmente responsável pela elaboração da norma jurídica. Uma das consequências mais notável dessa postura adotada pelo STF, é a violação na separação dos poderes. Embora tenhamos preconizada, na Constituição Federal, que o Poder Judiciário é a última instância estatal para se reclamar a observância e proteção de direitos não atendidos nas demais esferas, como também é o órgão responsável pelo cumprimento dos valores previstos no texto constitucional, nota-se um transbordo de sua competência em suas ações, e esse forte crescimento da função jurisdicional traz como consequência o temor de haver um desequilíbrio na separação de poderes. Nos bastidores, já há quem relate a falência do princípio norteador da separação de poderes, uma vez que fica evidente um verdadeiro embate por poder, que acabara a harmonia entre os poderes. O funcionamento dos três poderes é, na verdade, amplamente político, cercado dos mais diferentes interesses, que por muitas vezes, não é a guarda da legislação e nem tão pouco a garantia da aplicação das normas constitucionais. O próprio instituto da separação de poderes conferiu uma posição privilegiada ao STF, de acordo com o desenho constitucional, o STF não depende de aprovação popular, como acontece no parlamento, além disso, tem o poder de revogar decisões dos representantes eleitos democraticamente, por meio do controle de constitucionalidade. Vale salientar que este é um tribunal que se autorregula e não deve reverência a nenhum órgão. A atuação excessiva do STF no âmbito da política, mesmo diante da inexistência de previsão constitucional, é motivo de instabilidade, principalmente, no caso do Brasil, que possui fortes evidências criminais em relação aos membros do sistema político, o que desestabiliza o sistema como um todo, tendo em vista que o Judiciário por vezes tem adotado elementos exclusivamente políticos nos seus julgamentos. Portanto, quanto mais o Judiciário se envolve na política, mais ele o faz violando as regras que o próprio Tribunal deveria proteger. Evidentemente que este é um dos motivos para evidenciarmos um momento de instabilidade política no Brasil. Corroborando para tal pensamento, tivemos no STF manobras individuais sendo realizadas contra o colegiado, dentre estas, algumas carregadas de polêmicas e aumentando a sensação da imparcialidade dos julgadores. Apesar de não ser recente o questionamento sobre qual deve ser o papel do Poder Judiciário em uma sociedade democrática, a questão não é simples e torna-se ainda mais complexa, uma vez que nos interessantes tempos de crise político-institucional, vemos um Judiciário cada vez mais atuante, e a dúvida que ainda persiste é : isso é benéfico ou maléfico? Em outra vertente, é crescente a insatisfação popular com um Congresso, tido como corrupto, engessado, incapaz de acompanhar o ritmo que as demandas sociais exigem e de representar àqueles a quem devia, isso é refletido no fortalecimento do movimento, intrínseco e extrínseco, por um Supremo Tribunal iluminista, que deve sim atender ao clamor social e atribuir a si mesmo um papel de guardião da Lei. No contraponto a esse movimento, temos a própria lógica de criação dos poderes, que estabeleceu que as vozes da rua se façam ouvir no parlamento, pois se trata da instituição dotada da função de representação popular. É nítido que no exercício da atividade jurisdicional, a visibilidade adquirida pelo Poder Judiciário tem aumentado de forma crescente, mas essa proeminência é constantemente questionada, no tocante a proporção da atuação mais ativista do Judiciário, em especial do STF. Esse ativismo contribui para o fortalecimento da democracia? ou, ao contrário? Será que a transferência da decisão de cunho político para instituições não dotadas de representatividade agrava a crise de legitimidade democrática vivenciada em nosso país? Por sua vez, talvez a causa mais provável do fenômeno da judicialização da política, tenha como nascedouro a própria política, a deferência legislativa, uma vez que em inúmeras situações o próprio Poder Legislativo não está disposto a assumir o custo político de determinadas decisões, principalmente quando se trata de decisões que envolvem desacordo moral, e assim prefere transferir a decisão para os tribunais. Também nesse sentido, declara Luiz Roberto Barroso, Ministro do STF: “Atores políticos, muitas vezes, preferem que o judiciário seja a instância decisória de certas questões polêmicas, em relação às quais exista desacordo moral razoável na sociedade. Com isso, evitam o próprio desgaste na deliberação de temas polêmicos “. O que a realidade tem demonstrado é que a excessiva judicialização da política pode refletir negativamente sobre as instituições democráticas, e pode enfraquecer e desequilibrar as instituições, assim como a relação entre os poderes, bem como a própria democracia.  Todavia é certo que em determinados momentos faz-se necessária uma atuação Judiciária mais ativista, no enfrentamento de decisões sobre temas que o Parlamento não quis enfrentar, principalmente quando se trata de direitos fundamentais do cidadão para uma existência com dignidade. Entretanto, não se pode esquecer que essa postura ativista precisa ser pautada pelo respeito ao sistema de freios e contrapesos, no respeito aos limites constitucionais de cada organismo regulatório, de modo a evitar prejuízos irreparáveis ao sistema democrático como um todo. Se em alguns momentos, é por meio da judicialização da política que o Judiciário, mais especificamente, o STF responde à sociedade sobre questões que o Legislativo se esquivou de enfrentar, em outros momentos uma atuação desmedida pode trazer muitos prejuízos ao funcionamento das instituições democráticas e ao sistema de separação de poderes. Por fim, basta ao cidadão assistir as cenas dos próximos capítulos dessa novela,

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