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Caso Miguel: Justiça conclui processo contra Sarí Corte Real por abandono de incapaz que resultou na morte de criança em prédio de luxo

Segundo Tribunal de Justiça (TJPE), falta juiz proferir sentença da mulher que cuidava do garoto quando ele caiu do nono andar de edifício, no Recife, em 2020.

Imagem: Reprodução/ Redes Sociais 
A Justiça concluiu, nesta quinta (7), o fase de instrução do processo do caso de Miguel Otávio de Santana, de 5 anos, que morreu ao cair de um prédio de luxo, no Recife. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) informou que fica faltando o juiz analisar os autos e proferir a sentença de Sarí Corte Real, que responde por abandono de incapaz que resultou na morte do garoto.
Não há um prazo para que o juiz emita essa sentença, segundo o TJPE.
Miguel Otávio morreu em 2 de junho de 2020 ao cair do 9º andar do Condomínio Píer Maurício de Nassau, que faz parte das conhecidas “Torres Gêmeas”, no Centro do Recife. O caso gerou grande repercussão e motivou protestos.
Ele era filho de Mirtes Santana, empregada doméstica que trabalhava na casa de Sarí Corte Real. A então funcionária estava passeando com a cadela dos patrões e deixou a criança sob os cuidados da acusada.
Ao sair para procurar a mãe, Miguel entrou em um elevador e Sarí, segundo as investigações, deixou que ele fosse até o andar de onde caiu. Presa em flagrante, Sarí foi solta após pagar fiança de R$ 20 mil.
Por meio de nota, a assessoria de comunicação do TJPE informou que o processo foi encerrado após o cumprimento da fase de apresentação das alegações finais pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), pelo assistente de acusação, e pela defesa da acusada.
As alegações finais de Sarí Corte Real foram apresentadas na quarta (6). O processo, que foi concluso para julgamento, tramita na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente. O juiz responsável neste processo é José Renato Bezerra.
Tramitação
Em 1º de julho de 2020, Sarí foi indiciada pela polícia por abandono de incapaz que resultou em morte. Esse tipo de delito é considerado “preterdoloso”, quando alguém comete um crime diferente do que planejava cometer.
No dia 14 de julho de 2020, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou Sari pelo crime tipificado no indiciamento apresentado pela polícia.
O MPPE entendeu, também, que era necessário solicitar o agravamento da pena, uma vez que o crime foi praticado contra criança e em meio à conjuntura de calamidade pública, na pandemia da Covid-19.
Reprodução: G1 Pernambuco

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