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PM é presa pela suspeita de estar envolvida em morte de policial encontrado carbonizado em Fortaleza

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A policial militar Júlia Natália Girão Gomes foi presa, nesta terça-feira (11), pela suspeita de estar envolvida na morte do PM Raphael Sampaio da Silva, de 27 anos, que foi encontrado carbonizado dentro de um carro incendiado, em Fortaleza. O marido da PM identificado como Antoneudo Ribeiro, também é investigado por ter ligação com o crime, foi conduzido para a Delegacia da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Antes de ser presa, a policial militar foi encontrada com as mãos amarradas em uma área de mata ao lado da BR-116 , em Aquiraz. Segundo a apuração, a policial teria conseguido se desamarrar e procurado ajuda na residência de um morador da região. Ela foi encaminhada para prestar depoimento na 11ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Durante as diligências, porém, Júlia passou à condição de investigada e acabou autuada em flagrante por homicídio. Uma das linhas investigadas pela Polícia Civil é a de que ela teria estado com Raphael antes da morte e que teria sido obrigada a acompanhar a execução e a carbonização do policial.

A Polícia Civil também apura se um possível relacionamento entre Júlia e Raphael teria relação com o homicídio. Uma das hipóteses é que o companheiro da policial, Antoneudo Ribeiro, teria descoberto o suposto envolvimento entre os dois e, a partir disso, planejado a morte do soldado.

Antoneudo foi conduzido à sede da DHPP e foi ouvido pelos investigadores. A Polícia Civil apura se ele teve participação no crime. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ele possui antecedentes por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integração de organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

A Associação dos Profissionais da Segurança (APS) informou que acompanha o caso na sede do DHPP e afirmou que presta apoio jurídico à policial militar. A Polícia Civil continua investigando a dinâmica do homicídio, a relação entre os envolvidos e a eventual participação individual de cada suspeito.

Por: Redação Caririensi

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