O candidato a deputado federal nas eleições de 2026, Fernando Santana (PT), teve sua campanha à Prefeitura de Barbalha, em 2016, alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava suspeitas de compra de votos e formação de quadrilha durante o período eleitoral.
Na ocasião, a Polícia Federal prendeu em flagrante três pessoas em uma pousada de Juazeiro do Norte. Entre os detidos estava uma assessora ligada ao gabinete da então primeira-dama do Estado, além de outros dois suspeitos. Segundo a PF, o grupo portava R$ 47.750 em dinheiro vivo, distribuídos em envelopes nominais, além de material de campanha de Fernando Santana.

De acordo com o delegado federal Márcio Borges, a operação foi desencadeada após denúncias. Os investigados foram autuados, à época, pelos crimes de captação ilícita de sufrágio (compra de votos), prevista no artigo 299 do Código Eleitoral, e associação criminosa, prevista no artigo 288 do Código Penal.
Durante a ação, a Polícia Federal também apreendeu bolas de futebol com a logomarca do Governo do Estado. O material passou a ser investigado para apurar se estaria sendo utilizado na distribuição de brindes a eleitores com finalidade eleitoral.
A assessoria da campanha de Fernando Santana(PT) informou, na época, que a coligação não possuía qualquer envolvimento com os fatos investigados e, por isso, não se manifestaria sobre o caso.
Já a defesa da assessora Ana Kitéria afirmou, por meio de nota, que ela estava afastada de suas funções em uma empresa terceirizada do Estado desde o início de setembro de 2016. O advogado sustentou que o dinheiro encontrado — R$ 9.750 — seria destinado a despesas pessoais de viagem, como hospedagem, alimentação e transporte.
Ainda segundo a defesa, nenhum material de campanha foi apreendido com Ana Kitéria, não houve flagrante de compra de votos, não havia eleitores no local e o material de campanha apreendido estava em outro veículo, sem relação com o dinheiro encontrado. A defesa afirmou ainda que sua cliente confiava na Justiça.
O Governo do Estado também informou, na ocasião, que os envolvidos não estavam a serviço da administração estadual, destacando que a assessora encontrava-se em licença não remunerada e outro investigado estava de férias.
O caso ganhou grande repercussão durante as eleições municipais de 2016 e foi conduzido pela Polícia Federal a partir das suspeitas levantadas durante o período eleitoral.
Por: Redação Caririensi
