Imagem: Agência Caririensi
A Semana Santa é uma das datas mais importantes no calendário brasileiro. O Brasil é, constitucionalmente, um Estado laico, mas o catolicismo é uma religião predominante no país; 50% dos brasileiros se consideram católicos.
Entre as tradições nos festejos católicos, está na Semana Santana que, especificamente, no sábado de aleluia ou como em alguns municípios, no Domingo de Páscoa, há a prática da “malhação de judas”, que constitui na destruição de um boneco, representado pelo traidor de Jesus Cristo – Judas Iscariotes, o apostólico que entregou Jesus ao exército romano.
A malhação de judas é uma prática essencialmente da Península Ibérica e, desde a época colonial, foi disseminada em vários países da América do Sul. Anualmente, famílias se reúnem, em determinado ponto do município, para assistir ao linchamento do boneco; ele é amarrado a um poste e, geralmente, no Cariri, é explodido. Uma caracteristica dessa prática é que, muitas vezes, o boneco é simbolicamente chamado de judas, mas a fisionomia é retratada de algum político ou personalidade polêmica.
Na Região do Cariri cearense, a prática resiste fortemente. Só no Crato, a malhação de judas acontece há 130 anos, na rua Sagrada Família, no centro da cidade, reunindo moradores e políticos. Em Juazeiro do Norte, há 34 anos a malhação acontece no bairro do Socorro, incluindo, inclusive, grupos folclóricos.

