Os “Crimes do Sítio Canto” envolveram uma série de assassinatos que aconteceram entre os anos de 2017 e 2018, no centro-sul do Ceará.
Desiree Dantas e o comparsa Roberto Alves da Silva, que atuavam como líderes religiosos, foram condenados a mais de 40 anos de prisão. Desiree recebeu a sentença de 17 anos e 11 meses de reclusão. Já Roberto foi condenado a 25 anos, 11 meses e 15 dias de prisão.
A condenação ocorreu por conta de crimes cometidos no município de Iguatu. Segundo denúncia feita pelo Ministério Público do Ceará (MPCE), Francisco de Assis de Lima, conhecido como Vilmar, saiu para caminhar em 1º de dezembro de 2017 e foi vítima de tiros. Depois disso, o corpo dele foi levado para a mata, e o crânio teria sido usado em um ritual de magia.
O Tribunal do Júri reconheceu que o homicídio foi cometido por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A condenação também abrangeu os crimes de ocultação de cadáver, vilipêndio de cadáver e corrupção de menores.
O universitário
A Polícia descobriu os crimes durante a investigação da morte de um jovem universitário de 24 anos. Jheyderson de Oliveira Chavier teria faltado à aula em 2018 para encontrar um pai de santo conhecido como Desiree. Um vídeo de uma câmera de segurança registrou o momento do encontro dos dois. Nas imagens, é possível perceber que ambos caminham pelas ruas da cidade.
Desiree, por sua vez, disse que não havia encontrado o jovem, mas as imagens apontam o contrário. A partir daí, as investigações apontaram para outros crimes envolvendo a morte de pessoas desaparecidas que, inclusive, tinham desavenças com Desiree.
O corpo de Jheyderson foi encontrado em uma cova rasa nas proximidades do local onde o líder religioso realizava os trabalhos. O corpo do jovem apresentava um tiro na nuca. As linhas de investigação apontam que as vítimas eram atraídas para o sítio e mortas com a ajuda do comparsa de Desiree.
Um adolescente suspeito de participação nos crimes tirou a própria vida depois que a Polícia encontrou os corpos.
Por redação: Caririensi.