A definição das chapas majoritárias para as eleições de 2026 no Ceará confirmou a ausência da ex-secretária de Saúde de Barbalha e ex-primeira-dama do município, Catiane Landim(PT), que vinha sendo defendida por lideranças políticas do Cariri como um dos principais nomes da região para integrar a disputa estadual.
Nos últimos dias, prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e outras lideranças caririenses intensificaram um movimento em defesa da inclusão de Catiane Landim em uma das chapas majoritárias. A articulação tinha como objetivo fortalecer a representatividade do Cariri e ampliar a participação feminina na composição que disputará o Governo do Estado.
Apesar da mobilização, a composição oficial das chapas não contemplou nenhum nome da região do Cariri.
Na chapa governista, o governador Elmano de Freitas (PT), natural de Baturité, disputará a reeleição. A candidata a vice-governadora é de Fortaleza, com raízes em Tauá.
Na disputa pelo Senado, Cid Gomes (PSB), de Sobral, terá como primeiro suplente Júnior Mano (PSB), de Nova Russas, e como segundo suplente o empresário Júlio Ventura (PSB), de Fortaleza.
Já Luizianne Lins (PT), de Fortaleza, terá como primeiro suplente Chagas Vieira (PT), de Paracuru, e como segundo suplente Rodrigo Oliveira (MDB), de Fortaleza.
Com a definição das candidaturas, o Cariri ficou sem representantes nas vagas de governador, vice-governador e também nas suplências ao Senado.
A ausência de Catiane Landim nas chapas majoritárias repercutiu entre lideranças políticas e nas redes sociais. Parte da população da região manifestou insatisfação com a falta de representatividade do Cariri, uma das regiões mais populosas, influentes e economicamente importantes do Ceará.
O debate sobre a participação do Cariri nas decisões políticas estaduais volta ao centro das discussões, reacendendo a cobrança por maior protagonismo da região nas futuras composições eleitorais.
Por: Redação Caririensi
