A Polícia Federal concluiu, nesta quinta-feira (6), o inquérito sobre a queda do avião da Voepass ocorrida em agosto de 2024, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Dezesseis funcionários e ex-funcionários da companhia foram indiciados após quase dois anos de investigação sobre a tragédia que deixou 62 mortos. Entre os indiciados estão funcionários, executivos e o presidente da companhia.
O acidente aconteceu em 9 de agosto de 2024. O ATR 72-500 realizava o voo 2283, que havia partido de Cascavel, no Paraná, com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. As 62 pessoas que estavam a bordo — 58 passageiros e quatro tripulantes — morreram.
De acordo com as conclusões divulgadas sobre a investigação, a Polícia Federal identificou uma série de possíveis falhas e negligências relacionadas à operação da aeronave. A apuração apontou problemas envolvendo o sistema de degelo e o registro de falhas técnicas. Segundo a investigação, a aeronave havia apresentado falhas no sistema de degelo outras vezes no mesmo dia do acidente.
A PF concluiu que o avião perdeu o controle em voo em um cenário envolvendo acúmulo de gelo, falhas relacionadas ao sistema de degelo e descumprimento de procedimentos operacionais. A investigação apurou a responsabilidade individual dos envolvidos e apontou que ações ou omissões teriam contribuído para as circunstâncias que culminaram no acidente.
Entre os indiciados está José Luiz Felicio Filho, presidente e proprietário da Voepass. O grupo inclui ainda profissionais ligados a diferentes setores da companhia, como operações, manutenção e tripulação.
Os investigados foram indiciados por crimes relacionados à segurança do transporte aéreo, entre outras imputações apontadas no inquérito. O indiciamento, porém, não representa condenação. Com a conclusão da investigação policial, caberá às autoridades responsáveis pela persecução penal analisar o material e definir os próximos passos do caso.
A queda do voo 2283 foi uma das maiores tragédias da aviação brasileira nas últimas décadas e o acidente aéreo mais mortal ocorrido no país desde 2007.
Por: Redação Caririensi
