Atropelamento de entregador: Defesa de Roberto Duarte nega omissão de socorro e fala em “fatalidade”

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Roberto Johnatham Duarte Pereira, suspeito de atropelar e matar o entregador Cícero Gomes Fonseca, de 42 anos, classificou o episódio como uma “fatalidade” na última sexta-feira (10). A versão do advogado sobre o caso foi divulgada em uma nota da defesa. No texto, a informação sobre omissão de socorro é contestada. Os advogados afirma que o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) partiu de sua “intervenção direta”.

Nada do que ocorreu foi intencional. Todo o ocorrido está me abalando profundamente […] entendo todos os acontecimentos como uma fatalidade, um lamentável acidente“, declarou o advogado no comunicado.

Relembre o caso

O acidente ocorreu no último dia 14 de março, no bairro Tiradentes, em Juazeiro do Norte. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro de Roberto faz uma conversão à esquerda na Rua Ivany Feitosa e atinge a motocicleta de Cícero, que estava parada no cruzamento. Após o impacto, o carro ficou parado em cima da moto.

Nota diz que o advogado prestou “socorro imediato”

A versão de que o advogado teria prestado “socorro imediato” não condiz com os registros iniciais do caso que apontam que o motorista havia deixado o local após a colisão. Roberto Duarte sustenta que sua apresentação à Delegacia de Polícia Civil ocorreu de forma espontânea e que tem prestado auxílio financeiro à família da vítima desde que esta foi identificada nas redes sociais.

Cícero Gomes ficou internado por três semanas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do Cariri (HRC), mas acabou falecendo no último dia 4 de abril. Antes da confirmação da morte, o entregador ainda precisou amputar a perna esquerda devido à gravidade dos ferimentos e complicações agravadas pelo diabetes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Juazeiro do Norte.

Por: Redação Caririensi

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