A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) apontou, na terça-feira (3), apenas um adolescente como agressor do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis (SC). O animal morreu no dia 5 de janeiro. O relatório policial pediu a internação do jovem e indiciou três maiores de idade por coação a testemunhas neste caso.
Conforme a polícia, um moletom, um boné e o sinal de GPS ajudaram a identificar o suposto autor do crime. Os outros suspeitos seguem sob investigação. Os advogados que representam o adolescente contestaram as provas, afirmando que elas não possibilitam “conclusões definitivas”.
A morte do cão Orelha ganhou repercussão nacional e mobilizou protestos por todo o país. Inicialmente, as informações apontavam que o cachorro foi agredido a pauladas por quatro adolescentes. A defesa do jovem apontado agora como único responsável afirmou que não teve acesso integral ao inquérito e falou em uma busca “precipitada” por culpados.
“Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes,” escreveu a defesa.
Os três homens investigados por coação a testemunhas são familiares dos adolescentes investigados pela morte do Orelha. A defesa argumenta que, na data em que houve uma conversa entre o porteiro, que denunciou o caso, e os familiares dos adolescentes, a morte do cachorro ainda não havia repercutido na mídia, o que indicaria que as conversas entre eles não teriam relação com o animal.
Por: Redação Caririensi