A sessão ordinária desta quinta-feira (04) na Câmara Municipal de Juazeiro do Norte foi marcada por mais uma polêmica protagonizada pelo vereador Capitão Vieira (MDB). O parlamentar voltou a utilizar termos ofensivos ao se dirigir a gestores públicos, desta vez direcionando as agressões verbais ao presidente do PREVIJUNO, Rogério Jesus Holanda, a quem chamou de “cachorrinho de balaio”.
Durante sua fala na tribuna, Vieira cobrou a presença do gestor do Fundo Municipal de Previdência, afirmando que diversas convocações teriam sido enviadas, mas, segundo ele, sem qualquer retorno. O vereador pressionou pela atualização dos números referentes à dívida do PREVIJUNO, tema que vem sendo pauta recorrente em suas críticas.
O episódio reacende o debate sobre os limites do discurso parlamentar e a postura adotada por Capitão Vieira (MDB) em plenário. Em fevereiro de 2024, o vereador já havia sido alvo de críticas após proferir palavras de baixo calão contra a então secretária de Saúde de Juazeiro do Norte, Andreia Landim, afirmando que ela “não merecia seu respeito”.
O que é o PREVIJUNO?
O PREVIJUNO — Fundo Municipal de Previdência Social dos Servidores de Juazeiro do Norte — é responsável por administrar o regime próprio de previdência social dos servidores municipais. A autarquia gerencia recursos destinados ao pagamento de aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários, garantindo segurança jurídica e financeira aos servidores e seus dependentes.
Repercussão e próximos passos
A nova declaração de Capitão Vieira gerou repercussão imediata nos bastidores da Casa e entre servidores ligados ao fundo previdenciário. A expectativa é de que membros do legislativo e representantes do PREVIJUNO se manifestem nos próximos dias, seja para rebater as falas do vereador ou para esclarecer a situação das convocações e da dívida mencionada.
O Caririensi seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e o posicionamento oficial do PREVIJUNO, bem como eventuais medidas que possam ser adotadas pela Mesa Diretora da Câmara diante das reiteradas falas ofensivas do parlamentar.

