Bergson Gurjão Farias terá um título de graduação póstumo concedido pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Ele, que estudava química, foi expulso em 1969 da universidade por conta de sua atuação política durante a ditadura militar, sendo assassinado aos 25 anos, em 1972, na Guerrilha do Araguaia.
Segundo a UFC, o objetivo deste diploma é fazer uma reparação histórica, sendo concedido 53 anos depois do assassinato do estudante, em um evento aberto ao público e aos familiares do homenageado nesta sexta-feira (16/05), a partir das 17h30, no prédio da Reitoria.
A data foi escolhida por ser a véspera do aniversário de Bergson Gurjão, nascido em 17 de maio de 1947. Ele era líder do movimento estudantil, exercia a vice-presidência do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e foi diretor do Centro Acadêmico dos Institutos de Ciências da UFC. Teve sua matrícula cassada pela ditadura militar por conta da atuação política, conforme informações da universidade.
Perseguido pelas forças de repressão da ditadura, atuou na militância clandestina. Seu nome foi divulgado como desaparecido e seus restos mortais foram identificados apenas nos anos 1990, com exames de DNA, permitindo que a família realizasse um funeral.
Por: Redação Caririensi
