Na última quarta-feira, dia 12, o governo federal deu um passo importante para facilitar o acesso ao crédito dos trabalhadores brasileiros. Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Medida Provisória (MP) que institui o Programa Crédito do Trabalhador, uma nova modalidade de empréstimo consignado vinculada à Carteira de Trabalho Digital.
O programa promete revolucionar o mercado de crédito para os mais de 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada — incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais e contratados por microempreendedores individuais (MEIs). A proposta visa oferecer empréstimos com juros significativamente menores, podendo cair de 103% para 40% ao ano — menos da metade das taxas atuais do crédito pessoal.
A partir do dia 21 de março, os interessados poderão acessar a Carteira de Trabalho Digital, disponível na internet e em aplicativos de celular. Dentro da plataforma, o trabalhador autoriza o compartilhamento de seus dados — como nome, CPF, salário disponível para consignação e tempo de empresa — com instituições financeiras cadastradas. Os bancos terão 24 horas para apresentar suas propostas, e o trabalhador poderá escolher a melhor oferta sem precisar sair de casa.
A novidade também traz uma opção vantajosa: a portabilidade do crédito. A partir de 6 de junho, quem já tiver um empréstimo consignado poderá migrar para outra instituição financeira que oferecer juros menores.
O setor privado, que atualmente conta com 4,4 milhões de operações de crédito consignado, movimentando cerca de R$ 40,4 bilhões, poderá ver esse número crescer expressivamente. A expectativa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) é que, em até quatro anos, 19 milhões de trabalhadores adotem o novo modelo de crédito, movimentando mais de R$ 120 bilhões.
O governo aposta que o programa trará alívio financeiro para milhões de famílias, além de estimular a economia ao ampliar o poder de compra dos trabalhadores.
Agora, a Medida Provisória segue para análise do Congresso Nacional, onde precisará ser aprovada em até quatro meses para se tornar lei definitiva.
Por: Redação Caririensi