Copa do Mundo FIFA2026
Carregando partidas…

Ceará realiza primeira cirurgia de feminização da voz em hospital público

voz feminina

O Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv), em Fortaleza, realizou a primeira cirurgia de feminização da voz em um hospital público do Ceará. A paciente, Davina Morais, 33 anos, se tornou a primeira mulher trans a se submeter a esse procedimento no estado, um passo para que sua voz se alinhasse à sua identidade de gênero.

Conhecida como “glotoplastia de Wendler”, essa técnica visa modificar as pregas vocais para proporcionar uma voz mais feminina. Segundo Débora Lima, otorrinolaringologista e membro da equipe cirúrgica, o procedimento não requer cortes externos e utiliza instrumentos especiais, como o microscópio. “Durante a cirurgia, o comprimento da prega vocal é reduzido, e dois pontos são aplicados para aumentar a tensão e diminuir a massa das pregas vocais, o que ajuda a alterar o tom da voz”, explica a médica.

Para assegurar um resultado eficaz, o processo é complementado por sessões de fonoterapia. Antes e depois da cirurgia, a equipe do Serviço de Fonoaudiologia do Helv aplica protocolos internacionais que auxiliam na avaliação da qualidade de vida vocal e na autopercepção das mulheres trans quanto à sua voz. A coordenadora do serviço, Wigna Raissa Matias, destaca o uso dos protocolos de Qualidade de Vida em Voz (QVV) e do Questionário de Autoavaliação Vocal para Transexuais (TWVQ, em inglês). “Esses protocolos permitem uma compreensão mais profunda do impacto da voz na vida das pacientes”, afirma.

O caminho para a cirurgia de feminização vocal é regulado pela Central de Regulação do Estado e faz parte de um conjunto de cuidados oferecidos a pessoas em transição de gênero. O Sertrans, Serviço Ambulatorial Transdisciplinar para Pessoas Transgênero, é responsável por acompanhar essas pessoas, oferecendo apoio de uma equipe multiprofissional composta por assistentes sociais, endocrinologistas, enfermeiros, psicólogos e psiquiatras. Para se qualificarem para a cirurgia, as pacientes devem estar em tratamento hormonal por no mínimo seis meses e receber acompanhamento psicológico por dois anos.

 

Por: Redação Caririensi

Gostou da matéria, Compartilhe!

Rolar para cima