Na sessão desta terça-feira, dia 12, o ex-presidente da Câmara de Juazeiro do Norte, Vereador Capitão Vieira usou a tribuna da casa para falar sobre a anulação da eleição suplementar e consequentemente seu afastamento do cargo de presidente. Em sua fala, Capitão Vieira criticou veiculos de comunicação que noticiaram o fato do seu afastamento do cargo de presidente, como também a justiça pela decisão e o Ministério Público por ter pedido a anulação da eleição suplementar que foi realizada em março de 2023.
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Durante seu discurso, Vieira atacou veículos de comunicação que noticiaram seu afastamento, além de questionar a decisão judicial e o papel do Ministério Público, responsável por solicitar a anulação do pleito realizado em março de 2023. “Estou aqui, após matérias tentando macular a minha imagem, fazendo meu trabalho como vereador. Na eleição para presidente, eu apenas fui votado, e estou pagando por todos”, declarou o parlamentar, sugerindo que estaria sendo responsabilizado injustamente pelo processo eleitoral.
A fala do vereador também incluiu uma defesa de sua posição no cargo. “Quem elege o presidente da câmara são os vereadores e não o Ministério Público”, afirmou. Além disso, Vieira mencionou que buscou orientações de juristas sobre a situação.
Relembre o caso
A gestão de Vieira tem sido alvo de intensas críticas de outros vereadores, como Darlan Lobo (PRD), que acusam o ex-presidente de irregularidades no processo eleitoral e de omissão de documentos fundamentais para a transparência pública. Em visita recente à sala de comissões da Câmara, Darlan, acompanhado de assessores jurídicos, afirmou que há uma série de documentos que a Câmara estaria negligenciando ao não enviar ao Ministério Público, incluindo ofícios importantes para uma investigação.
Darlan Lobo destaca que o pedido formal para que o Ministério Público investigasse o caso foi aprovado pelo plenário em 19 de setembro, mas, desde então, a gestão de Capitão Vieira teria ignorado a solicitação. Para Darlan, essa omissão constitui um ato de prevaricação. “Estou aqui pedindo a certidão e estão negando… dizendo que não estão autorizados a me entregar”, desabafou.
O vereador Darlan também relembrou o contexto em que a eleição ocorreu, em março de 2023, pouco após o falecimento da então presidente Dra. Yanne Brena. Segundo Darlan, a votação foi realizada de forma oculta, aproveitando-se de um momento de luto na Câmara. “Aproveitaram até esse momento de dor e fizeram a eleição às escondidas…”, acusou, mencionando que o evento foi conduzido como uma sessão solene de homenagem, mas acabou com a escolha de um novo presidente sem a presença de todos os vereadores.
Por: Redação Caririensi
