Após o resultado das eleições municipais em Juazeiro do Norte, a disputa pela presidência da Câmara Municipal se intensifica. Quatro vereadores já anunciaram suas candidaturas para o comando do legislativo no próximo biênio. Entre os nomes estão Felipe Vasques (AGIR), o vereador mais votado da história da cidade, Badú (PMN), Capitão Vieira (MDB) e Rafael Cearense (PODE), atual líder do governo na Câmara.
Capitão Vieira, que já presidiu a Casa, conta com o apoio dos vereadores Márcio Jóias (PRD) e Raimundo Júnior (MDB). No entanto, sua candidatura gera polêmica, uma vez que ele foi afastado judicialmente da presidência após denúncias de irregularidades em uma eleição anterior, realizada em março de 2023.
Irregularidades e fiscalização do MP
A eleição da mesa diretora é acompanhada de perto pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que deve intensificar a fiscalização do pleito. O motivo é o histórico de denúncias na última eleição, incluindo alegações de compra de votos de vereadores e desrespeito ao regimento interno da Casa.
O Capitão Vieira já foi afastado da presidência da Câmara e ocorreu após o MPCE ingressar com um agravo de instrumento, questionando a legalidade da sessão que o elegeu. Segundo o MP, a convocação para a sessão não mencionou a realização de uma eleição, violando os princípios de publicidade e igualdade de condições entre os parlamentares. Essa intervenção judicial gerou preocupação sobre a lisura das futuras eleições.
Capitão Vieira enfrenta uma série de acusações que vão além da eleição irregular. Em sua gestão anterior, ele foi investigado pelo uso inadequado de recursos públicos, como a compra exagerada de 1.200 kg de açúcar e 600 pacotes de café, um montante que levantou suspeitas de superfaturamento. Além disso, houve denúncias sobre a existência de cargos fantasmas na Câmara, incluindo o caso de um coordenador de transportes que continuou recebendo salário mesmo após a desativação do setor.
Outra investigação envolve o uso do programa estadual ALCANCE para autopromoção dos vereadores nas redes sociais. O MPCE alega que o programa foi utilizado para fins eleitorais, com os parlamentares promovendo suas imagens junto ao público, em vez de manter o caráter educativo e informativo exigido para publicidade institucional.
Por: Redação Caririensi

