Uma investigação sobre a infecção de pacientes com o vírus HIV após receberem transplantes está em andamento pela Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). O caso levanta a discussão sobre a diferença entre o vírus HIV e a Aids. Embora muitos ainda confundam os termos, eles são conceitos distintos.
Segundo uma reportagem veiculada pela BandNews FM e confirmada pela CNN, seis pessoas contraíram o vírus HIV após passarem pelo procedimento de transplante. Os doadores teriam realizado exames em um laboratório privado na Baixada Fluminense, cujos resultados apontaram um falso negativo para HIV. Este é um evento raro e inédito no Brasil.
Rubens Pereira, infectologista e professor da Universidade de Franca (Unifran), explicou: “Esses casos documentados no Brasil são os primeiros. Esperamos que não ocorram mais”.
A diferença entre HIV e Aids
De acordo com o Ministério da Saúde, HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o agente que compromete o sistema imunológico, atacando as células de defesa chamadas linfócitos T CD4+. Quando o HIV não é adequadamente tratado, ele pode evoluir para a Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que é a fase mais avançada da infecção e que pode resultar em graves doenças oportunistas.
É importante lembrar que ter o HIV não significa, necessariamente, desenvolver an Aids. Com o avanço da medicina, muitas pessoas que vivem com o vírus podem nunca desenvolver a doença, desde que façam o diagnóstico precoce e sigam o tratamento adequado. O uso de antirretrovirais (ARVs) é capaz de suprimir a carga viral do HIV no corpo, o que impede a evolução para Aids e, em alguns casos, torna a pessoa incapaz de transmitir o vírus.
de Janeiro ressalta a importância de cuidados rigorosos com exames e doações de órgãos, mas também serve como um lembrete de que o conhecimento e a conscientização sobre o HIV e a Aids continuam sendo fundamentais para a prevenção e o tratamento adequado da infecção.
Por: Redação Caririensi