“Não há motivo para alarme, e sim medidas a serem tomadas”, diz ministra da saúde em relação à Mpox após declaração de emergência global da OMS;

Design-sem-nome (71)

Em um pronunciamento oficial realizado na quarta-feira, 15, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, assegurou que, apesar da recente declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) de emergência de saúde global devido ao vírus mpox, não há motivo para alarme no Brasil. A ministra destacou a necessidade de manter a vigilância e adotar medidas preventivas, mas sem gerar pânico na população.

“A situação atual não exige uma preocupação exacerbada, mas sim um estado de alerta. Estamos adotando todas as medidas necessárias, incluindo alertas para viajantes e a implementação de ações estratégicas em resposta à emergência”, afirmou Nísia Trindade.

A declaração da ministra ocorre em um contexto de preocupação internacional, após a OMS declarar a mpox uma emergência global devido a um surto significativo na África, onde uma cepa mais letal do vírus, o clado Ib, se espalhou para quatro províncias previamente não afetadas.

Nísia Trindade também anunciou a criação de um comitê de operações emergenciais, que envolverá o Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS). Esse comitê será responsável por monitorar de perto a evolução da doença no Brasil e coordenar as respostas necessárias.

“Já estávamos monitorando a situação, com discussões contínuas entre especialistas desde que os primeiros casos surgiram. Agora, reforçaremos essa vigilância com a criação deste comitê de operação emergencial”, explicou a ministra.

Vacinas

No ano passado, o Ministério da Saúde já havia distribuído 47 mil doses da vacina contra a mpox para grupos prioritários em todo o país, como parte de um esforço preventivo. Nísia Trindade enfatizou que essas vacinas foram inicialmente destinadas à pesquisa e preparação para uma possível escalada na transmissão.

Mpox

A mpox é uma doença viral causada pelo mpox vírus, pertencente à família Poxviridae. A transmissão entre humanos ocorre através de contato direto com pessoas infectadas ou com materiais contaminados, como roupas e lençóis. Além disso, o vírus pode ser transmitido por contato físico próximo, incluindo relações sexuais.

Os sintomas da mpox incluem lesões cutâneas, febre, dor no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. O período de incubação, ou seja, o tempo entre o contato com o vírus e o aparecimento dos sintomas, pode variar de três a 21 dias.

 

Por: Redação Caririensi

Gostou da matéria, Compartilhe!

Rolar para cima