O Ministério da Agricultura anunciou na última sexta-feira, 02, que mais 17 lotes de marcas de café foram considerados impróprios para consumo. Esses lotes se juntam a outros 24 que foram barrados em julho. Todos foram desclassificados após a “detecção de matérias estranhas e impurezas ou elementos estranhos” acima do limite permitido.
A legislação brasileira permite que o café contenha até 1% de impurezas naturais (como galhos, folhas e cascas) e matérias estranhas (como grãos ou sementes de outras espécies vegetais, pedras e areia). Quando a quantidade desses elementos excede o limite permitido, o produto é considerado fraudado.
Veja o que pode estar no pacote do produto:
1% de impurezas e matérias estranhas
– Matérias estranhas: Tudo o que não é natural do pé de café em pequenas quantidades, como terra, pedras e grãos de outras espécies.
– Impurezas: Cascas, paus e outros detritos provenientes do próprio pé de café.
– Elementos estranhos: Matérias estranhas ou impurezas em grandes quantidades ou de forma suspeita, indicando intenção de fraude, como corantes, açúcar, caramelo e borra de café solúvel ou de infusão.
Entre os lotes classificados como impróprios pelo Ministério da Agricultura, estão os produtos das seguintes marcas:
– CAFÉ OBA OBA SORRISO
– CAFÉ EXEMPLAR
– CAFÉ MATÃO
– CAFÉ BELO
– CAFÉ MORENO
– CAFÉ PUREZA
– CAFÉ TERRA DA SAUDADE
– CAFÉ GÓES TRADICIONAL A VÁCUO
– CAFÉ SERRA DO BRASIL
– CAFÉ CAMBEENSE
– CAFÉ DOURADOS
– CAFÉ DO NORTE
– CAFÉ SALUTE
Atualmente, a detecção de impurezas e matérias estranhas no café comercializado é feita por meio de análises com microscópio. Contudo, Caruso aponta que esse processo precisa de melhorias para ser mais assertivo.
Por: Redação Caririensi