Fieis enchem Juazeiro do Norte de devoção na procissão de encerramento da Romaria de Candeias

O derradeiro dia do evento foi marcado por uma série de atividades religiosas

Na última sexta-feira, 2, a Romaria de Candeias chegou a sua tradicional procissão de encerramento em Juazeiro do Norte. Iniciada em 29 de janeiro, a tradicional celebração reuniu uma impressionante multidão de fiéis, superando a estimativa inicial de 300 mil pessoas para os dias festivos na cidade.

O derradeiro dia do evento foi marcado por uma série de atividades religiosas, destacando-se o Ofício da Imaculada Conceição, três comoventes missas, a benção de chapéus e a solene benção do Santíssimo, acompanhada de um espetáculo pirotécnico que iluminou o céu noturno de Juazeiro.

Entre os participantes ilustres, o Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom Gregório Paixão, marcou presença na romaria. Questionado sobre seus sentimentos ao visitar Juazeiro como bispo, ele expressou uma profunda alegria, destacando a importância desses momentos para renovar a força espiritual.

“Porque cada romaria, cada encontro, cada caminhada que nós fazemos é para renovar aquela força que existe dentro de nós colocada por Deus. É comunhão, é alegria, é festa. Afinal de contas, estamos nessa terra abençoada de Juazeiro”, declarou Dom Gregório Paixão ao repórter Denilson Rodrigues, da rádio O POVO CBN Cariri.

Além das atividades religiosas coordenadas pela Basílica de Nossa Senhora das Dores, a Secretaria de Turismo e Romarias de Juazeiro (Setur) ofereceu serviços de saúde através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e distribuiu brindes como calendários, leques e porta velas, proporcionando uma experiência completa aos participantes.

Uma presença constante nas romarias é Adeilda Pereira Borges, romeira que comparece todos os anos em outubro e janeiro. Atuando como fretante, ela leva os fiéis para as celebrações e compartilha sua devoção: “Todo ano eu venho descalça, só calço quando termina a romaria. Eu amo meu padrinho.”

As origens da Romaria de Candeias permanecem incertas, com duas versões intrigantes. Segundo uma delas, o Padre Cícero teria criado o evento para auxiliar um ferreiro da cidade em dificuldades financeiras, solicitando aos seguidores que comprassem candeeiros para a procissão. A outra versão sugere que a própria população de Juazeiro do Norte organizou a romaria como um apelo para clarear a mente do bispo Joaquim José Vieira diante das restrições aplicadas a Padre Cícero após o “milagre da hóstia”.

Por: Redação Caririensi

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