Gerente de banco é suspeito de golpe milionário em loja de luxo de Juazeiro do Norte; Polícia investiga possível cumplicidade

A proprietária da loja, no entanto, continua foragida


Imagens: Reprodução

Uma investigação policial em andamento está lançando luz sobre o esquema de golpe milionário que envolve empresários, uma vendedora já presa e, possivelmente, funcionários bancários. A Loja Maison Móveis e Decoração, conhecida por seus artigos de luxo, está no centro dessa trama, onde dados de clientes foram utilizados para obter empréstimos substanciais de maneira fraudulenta.

A investigação, liderada pela Polícia Civil, resultou na prisão de Layannara Gonçalvez, uma vendedora da loja, enquanto o proprietário e sócios enfrentam mandados de prisão em aberto. A proprietária da loja, no entanto, está foragida.

O delegado responsável pelo caso destacou a suspeita de envolvimento de funcionários bancários no esquema, observando que alguns clientes com históricos de crédito inadequados conseguiram obter empréstimos milionários. Ele disse: “Um ponto que chama nossa atenção é se alguém do banco facilitou esse golpe, porque algumas pessoas que tinham um perfil de score muito abaixo do que se espera para receber o montante obtido no banco. Tinha gente que recebia um salário mínimo e conseguiu fazer empréstimo de R$ 600 mil.”

O banco Santander, cujas contas foram usadas no esquema, afirmou estar cooperando com a Polícia Federal na investigação. A instituição financeira enfatizou que possui sistemas eficazes para detectar precocemente qualquer desvio de conduta que possa afetar o patrimônio de seus clientes.

Enquanto isso, a defesa dos empresários nega qualquer envolvimento nos golpes. Eles afirmam ter sido “surpreendidos” pelas prisões e mandados de prisão, mas estão cooperando com a Polícia Civil, apresentando documentação para provar a legalidade de suas operações comerciais.

A investigação também revelou que a vendedora Layannara Gonçalvez desempenhou um papel fundamental no esquema fraudulento. Ela abordava os clientes, convencendo-os a preencher um cadastro sob o pretexto de promoções exclusivas e metas mensais da empresa. Essa coleta de dados se tornou a base para os golpes, permitindo empréstimos substanciais a serem obtidos em nome dos clientes, sem o conhecimento deles.

Por: Redação Caririensi

Gostou da matéria, Compartilhe!

Rolar para cima