Após 5 anos confira as condenações contra João de Deus

João de Deus tem uma pena total de 489 anos e 4 meses de reclusão


Imagem: Reprodução

Quase cinco anos após o escândalo de repercussão mundial envolvendo o médium João Teixeira de Faria, mais conhecido como João de Deus, a Justiça de Goiás proferiu as últimas sentenças em primeira instância contra ele. No último dia 15, o juiz Marcos Boechat Lopes Filho, da comarca de Abadiânia, interior de Goiás, determinou a condenação de João de Deus a uma pena total de 489 anos e 4 meses de reclusão.

As condenações mais recentes referem-se a três processos distintos, em que João Teixeira foi sentenciado a 118 anos e seis meses de prisão pelos crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Estes crimes foram cometidos no período entre os anos de 2010 e 2017, afetando um total de 18 vítimas. Além das penas de prisão, o juiz também estipulou indenizações por danos morais que chegam a até R$ 100 mil às vítimas.

No total, o médium foi denunciado em relação a crimes praticados contra 66 vítimas, sendo condenado em relação a 56 delas. O caso veio à tona em dezembro de 2018, quando o programa “Conversa com Bial,” da Rede Globo, veiculou uma reportagem com relatos chocantes das vítimas, que alegaram terem sido vítimas de crimes sexuais durante tratamentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.

A partir dessa exposição, o Ministério Público de Goiás (MPGO) iniciou uma força-tarefa para investigar os crimes. Testemunhas foram ouvidas, e núcleos específicos foram formados para tratar do caso, incluindo o contato com as vítimas por e-mail, telefone e presencialmente. João de Deus chegou a ser preso, mas desde 2020, ano em que começou a pandemia de Covid-19, ele cumpre prisão domiciliar.

Apesar das condenações e das apelações feitas pela defesa de João Teixeira, duas delas encontram-se em fase de recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ainda não foram julgadas. O médium permanece em prisão domiciliar, em uma mansão localizada em Anápolis, cidade a 160 quilômetros de Brasília. Desde 2018, ele alternou entre a prisão domiciliar e o regime fechado.

Por: Redação Caririensi

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