Assassinatos do ‘Escritório do Crime’ aconteceram entre maio de 2001 e março de 2002 em várias cidades do interior do Ceará.
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O ex-bancário e comerciante de automóveis em Juazeiro do Norte, Sérgio Brasil Rolim, volta ao banco dos réus nesta sexta-feira (25), acusado de ser o principal mentor da organização criminosa que praticava homicídios e estupros de mulheres na Região do Cariri, no interior do Ceará. O caso ocorreu em 2001 e ficou conhecido como “Escritório do Crime”.
Nos casos em que já foi condenado, Sérgio Rolim pegou 118 anos de prisão. Ele cumpre a pena em regime fechado. Apesar de todo o trabalho da polícia, do Ministério Público e da Justiça, há crimes que continuam sem desfecho e mortes que ainda não foram julgadas.
Sérgio Brasil Rolim é réu em outra ação penal que tem como vítimas Maria Aparecida Pereira da Silva e Vaneska Maria da Silva. Após ter sido pronunciado (decisão que submete o réu a julgamento pelo júri popular), a defesa dele ingressou com recurso em sentido estrito, requerendo a absolvição do acusado, bem como o afastamento das qualificadoras.
O recurso, encaminhado ao Tribunal de Justiça, foi julgado no último dia 17 de agosto. Na decisão, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal negou provimento ao recurso.
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Sérgio Brasil Rolim foi condenado pelas seguintes mortes:
• Ana Amélia Pereira de Alencar (julgado em 09/09/2005, Rolim foi condenado a 24 anos de prisão);
• Edilene Maria Pinto Esteves (julgado em 06/11/2006, Rolim foi condenado a 28 anos de prisão);
• Telma de Sousa Lima (julgado em 14/11/2008, Rolim foi condenado a 21 anos e 4 meses de prisão);
• Ricardo Guilhermino dos Santos (julgado em 29/08/2005), Rolim foi condenado a 18 anos e 8 meses de prisão.
• Rolim também foi condenado por estupros. No primeiro, a 12 anos de prisão; no segundo, a 14. As ações foram julgadas, respectivamente, em 2004 e 2005.
Nesta sexta-feira, o júri vai ouvir o que aconteceu com Maria Aparecida e Vaneska. Os corpos foram encontrados numa zona rural com marcas de violência sexual.
Tortura e em seguida assassinadas
As investigações da Polícia Civil apontaram que todas as vítimas foram violentadas e, em seguida, assassinadas.
Thelma, Ana Amélia, Vanesca, Eliane, Edilene, Alessandra e Aparecida foram as vítimas dos crimes que aconteceram entre maio de 2001 e março de 2002, nos municípios de Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha, Brejo Santo e Araripe. Alguns dos homicídios seriam queima de arquivo, já que as vítimas sabiam da existência do “Escritório do Crime”.
Motivos passionais e queima de arquivo
Sobre a motivação dos crimes, de acordo com o delegado da Polícia Civil do Crato, Marcos Antônio dos Santos, duas vítimas foram mortas por motivos passionais. Outras três por queima de arquivo, por terem algum envolvimento com integrantes da organização criminosa.
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