No Brasil, é uma realidade bem presente das mães serem mães solo, ou seja, têm a missão de criarem seus filhos sozinhas assumindo também a responsabilidade do pai.
No Brasil, é uma realidade bem presente das mães serem mães solo, ou seja, têm a missão de criarem seus filhos sozinhas assumindo também a responsabilidade do pai.
De acordo com um levantamento realizado pela Central Nacional de Informações do Registro Civil (CRC), 80.904 das crianças registradas nos cartórios brasileiros somente em 2020 têm apenas o nome das mães nas certidões de nascimento, de um total de 1.280.514 nascituros.
Ana Patrícia é mãe e pai do pequeno Augusto de um ano. A fisioterapeuta conta que “se sente pãe, que é o termo atribuído às mães que assumem a responsabilidade de criar o filho sozinha por ser pai+mãe= pãe”.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2005, 10,5 milhões de famílias já eram compostas por mulheres sem cônjuge e com filhos, sendo elas as principais responsáveis pela criação deles. Nos últimos 10 anos, o número de “mães solo” no Brasil aumentou em mais de um milhão. Atualmente cerca de 12 milhões chefiam lares sozinhas, sem o apoio paterno.
Assumir o papel de mãe e pai é uma tarefa que exige muito comprometimento, paciência e acima de tudo muito amor.
Na casa de Ana Patrícia, o dia começa cedo e com trocas de carinho “ele acorda com afagos, chegando juntinho a mim. Ainda de olhinhos fechados, sabe que estou ali! o meu “Bom dia” é o seu sorriso e uma prece de agradecimento, costumamos brincar na cama antes de levanta, e então são tomados os cuidados com alimentação e higiene, antes do banho de sol. Coloco sua cadeirinha à mesa para tomarmos o café da manhã. Brinca um pouco, toma banho e dorme o soninho da manhã”.
Ana Patrícia tem uma rotina bem puxada, porque além de trabalhar fora de casa, procura dar atenção ao filho para suprir essa ausência paterna “sempre que estou em casa, brincamos, converso ensino coisas, além de estimular o seu desenvolvimento, eu o desafio a vencer obstáculos que crio, e preparo suas refeições diariamente. Resolvi trabalhar à noite porque ele dorme bem, e para acompanhar melhor seu crescimento. Quando tenho plantão, no dia seguinte, só tento descansar quando ele dorme. Á noite brinco um pouco, rezo com ele e o embalo para dormir”.
O pai de Augusto contribui apenas com parte das despesas, então toda a educação, o cuidado, amor e o brincar fica por conta da mãe, que relata as dificuldades para criar o seu pequeno sem a ajuda do pai.
“A responsabilidade não compartilhada me sobrecarrega física e mentalmente e impede de assumir outros trabalhos fora de casa. Temo porque as lacunas ou traumas da infância repercutem por toda a vida. Augusto ainda é pequeno, não me faz questionamentos, mas isso realmente me preocupa. Quero que ele seja saudável, seguro e destemido, e tento ser para ele a referência de coragem, força determinação, e integridade, não medindo esforços para isso”.
Imagens: Redes Sociais/Reprodução
Saúde, sabedoria e força para as “pães” guerreiras!
Por pais mais presentes!
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