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Região Cariri recebe intercambistas através do programa AFS Cariri

A Organização atua desde 2017 na região e já recebeu sete intercambistas


Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação

Agência Cariri Ensi

O AFS (American Field Service) é um programa de educação intercultural que atua no Brasil há mais de 60 anos. A organização voluntária recebe intercambistas dos mais variados países para que sejam acolhidos por famílias brasileiras por um determinado período e tenham uma experiência de troca cultural, unindo-se através de suas diferenças e criando um ambiente pacífico e de melhor entendimento cultural.

Desde 2017, o AFS trabalha no Cariri para que estudantes de outros países sejam recebidos por famílias da região. Desde o início do programa, o Cariri já recebeu sete intercambistas vindos da Itália, Tailândia e Bélgica, todos na cidade de Juazeiro do Norte, mas o comitê está crescendo e expandido a troca intercultural para mais cidades.

“Os voluntários buscam por famílias que desejam hospedar os intercambistas por um ano e escolas parceiras” diz Thiago Gomes, presidente do comitê caririense, “Agora nós vamos receber duas intercambistas, uma da França e outra da Tailândia. A Kim, da Tailândia, vai ficar em Varzéa Alegre. A Kim é a primeira a ir para outra cidade”.

Kim, apelido oficial de Pimpakan Phonjaroenrat, além de ser recebida por uma família, também frequentará uma escola de Várzea Alegra, o EEMTI Afonsina Diniz. “A gente pede para que a escola trate o intercambista como um aluno comum, que o faça participar das atividades como os outros estudantes pois faz parte da experiência dele. Claro que no início vai ser um pouco difícil por causa do idioma, mas os professores estão cientes e sempre disponíveis para ajudar, e quando ele começa a aprender português fica tudo mais fácil. Todo intercambista vem com um conselheiro que vai acompanhar a sua adaptação na escola e na família”, explica Thiago.

O comitê caririense possui o desejo de expandir o programa para além dos estudantes, já que o AFS oferece oportunidades para maiores de 18 anos interessados em trabalho voluntário e cursos. “É algo que queremos muito, mas depende da demanda dos intercambistas e do interesse das famílias. Nós divulgamos pelo Instagram do AFS Cariri (@afscariri) e em eventos e palestras escolares, e daí fazemos uma entrevista com a família para vermos as condições de hospedagem”.

“Nós temos todo um suporte dado aos estudantes, a família e a escola. Geralmente, as famílias que recebem têm algum filho que quer fazer intercâmbio, então receber o intercambista é muito bom por ser o primeiro contato; e o impacto dos alunos nas escolas também é muito positivo. Nós proporcionamos essa experiência para que as pessoas sintam o impacto da pluralidade. O intercambista, a família e escola passam por um choque cultural. É proveitoso para todos”, finaliza Thiago.

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