Pedido vem dois dias após a ex-parlamentar ter o mandato de deputada cassado após acusações
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A ex-deputada federal Flordelis, acusada de mandar matar o marido Anderson do Carmo, em 2019, teve a prisão preventiva solicitada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta sexta-feira (13).
De acordo com o portal G1 RJ, a defesa dela também entrou com pedido de habeas corpus nesta sexta-feira, a fim de evitar que a prisão seja decretada.
Pedido vem dois dias após a Câmara dos Deputados aprovar em plenário a cassação do mandato da agora ex-parlamentar. Foram 437 votos a sete. Doze parlamentares se abstiveram.
“Com a perda do mandato de parlamentar, a situação jurídica da ré deve ser revista, para sanar a desproporcionalidade que havia entre as medidas cautelares impostas e os fatos imputados e as condutas que a ré praticou para interferir na instrução e se furtar no momento da aplicação da lei penal”, diz pedido de prisão envida para a 3ª Vara Criminal de Niterói.
O MPRJ argumentou ainda que é claro que a liberdade da acusada põe em risco a “instrução criminal e a aplicação da lei penal”. Segundo o órgão, a decretação da prisão só não havia sido concretizada devido à imunidade parlamentar.
RETIRADA DE TORNOZELEIRA NEGADA
No dia seguinte, na quinta-feira (12), a Justiça do RJ negou pedido para a retirada da tornozeleira eletrônica de Flordelis, a qual ela usa desde outubro de 2020.
Conforme o magistrado, a defesa não apresentou elementos suficientes que justificassem a suspensão imediata da medida cautelar. Segundo ele, os mesmos argumentos já tinham sido apreciados em outro pedido de habeas corpus que foi negado.
CRIMES
Flordelis responde por quatro crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, emprego de meio cruel e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), tentativa de homicídio, uso de documento falso e associação criminosa armada.
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Anderson do Carmo foi assassinado dentro de sua casa em Niterói, em junho do 2019. A ex-deputada é acusada de ser a mandante do crime, mas não podia ser presa em razão de sua imunidade parlamentar.
Reprodução:Diário do Nordeste

