A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica como ideal para controle da covid-19 uma porcentagem de imunização superior a 80%
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O Brasil superou nesta última segunda-feira (26) a marca de 550 mil mortos por covid-19. Num período de 24 horas, entre as 16h de domingo e segunda, foram 578 vítimas notificadas pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Em relação aos novos casos, foram 18.990 no período, totalizando 19.707.662 desde o início da pandemia, em março de 2020.
O médico e ex-presidente da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa) Gonzalo Vecina acredita que o coronavírus segue sua trajetória de alta letalidade no país: “Não temos perspectiva de voltar à normalidade. Enquanto não vacinarmos a população, a única alternativa são as medidas não farmacológicas”, disse, em entrevista promovida pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) nesta última segunda (26).
Vecina afirma não ver ações do governo do Brasil em políticas públicas para a superação da pandemia de covid. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro adotou uma postura negacionista diante da covid-19, estados abandonaram em massa as proteções aos cidadãos, como isolamento social. “Não temos perspectiva de voltar à normalidade. Não existe jeito para o fim da doença. A alternativa é vacinar”, relata Vecina. O médico reforça que estudos apontam que a imunidade provocada pela infecção não é duradoura e não leva em conta novas mutações da covid-19.

