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Construção de hospital psiquiátrico em Crato gera polêmica e nota de repúdio

O Fórum Cearense da Luta Antimanicomial denunciou a construção do hospital a partir do conhecimento de notas veiculadas na imprensa alternativa virtual

Reprodução 
A notícia de que o Cariri sediaria um hospital psiquiátrico, chamado de Núcleo de Saúde Mental e com localização no município do Crato, despertou um acalorado embate envolvendo os proprietários do projeto, a prefeitura do Crato, internautas e a entidade que defende o fim dos tratamentos desumanos para quem é diagnosticado com transtornos psiquiátricos.
O órgão, vinculado à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial (Renila),  acusa a ilegalidade do projeto, alegando a Lei Estadual nº. 12.151, de 29 de julho de 1993, que proíbe a construção e a ampliação de hospitais psiquiátricos, públicos ou privados. Em entrevista a jornalista Gabriela Almeida, para o jornal O Povo, o proprietário do projeto, o psiquiatra Thiago Macedo, afirmou que o projeto está dentro da lei e que o hospital não adotará práticas desumanizadoras e nem será um manicômio.
A prefeitura do Crato também foi interpelada núcleo Antimanicomial, por ter doado o terreno onde será construído o equipamento de saúde. As obras estão previstas para acontecer em julho de 2022 e tem previsão de custo de R$ 6 milhões. Um representante da prefeitura, o procurador Rennan Xenofonte, disse à jornalista Gabriela Almeida que a obra está dentro da lei, por não se tratar de um manicômio.
Os internautas se dividem em opiniões nas redes sociais, alguns são contrários ao projeto, mesmo sendo da iniciativa privada, por condenarem as práticas de isolamento dos pacientes, vendo isso como um retrocesso. Poucos comentários positivos são notados nas discussões de grupos nas redes sociais, sendo que a maioria deles se refere ao progresso econômico, sem alusões aos aspectos científicos.

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